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Fortnite, não és tu… Sou eu

V – “Fortnite, precisamos falar”
Fortnite – “O que se passa V?”
V – “Esta nossa cena já não ’tá a resultar”

F

osse o Fortnite um ser humano e esta seria a conversa que estaríamos os dois a ter por esta altura. Um diálogo sentido – pontuado por lágrimas e silêncios reflexivos – qual relação que está por um fio.

Mas a culpa não é do Fortnite, é minha. O jogo é o mesmo de sempre (os mesmos desafios, mecânicas, recompensas, objetivos) mas eu já não sinto o mesmo a jogá-lo. Já não há uma vontade incontrolável de cumprir os objetivos diários e do season pass, já não há iniciativa para continuar a evoluir as skills de construção, já não há empenho em tentar ganhar. A diversão está lá, mas apenas quando jogo com amigos e, devo dizer, acho que isso é mais resultado da piada que eles têm – os meus amigos são fixes, ya – do que da criação da Epic.

Pergunto-me se é o apelo do género que se esgotou para mim, se eu, como jogadora, preciso de um novo desafio ou se a culpa é desta última season. Afinal, e apesar do excelente trabalho que tem vindo a ser desenvolvido com o jogo, esta temporada parece-me desinspirada e incapaz de trazer algo realmente novo a Fortnite. A premissa de uma viagem entre mundos e Eras era interessante, mas ficou aquém; as skins do season pass estão longe de serem dignas de compra; os preços dos itens da loja subiram de forma astronómica; e o lore parece ter sido explorado, de forma intensa no início, para depois ser deixado de parte, para respirar (ou não) de forma independente, durante o resto da temporada.

Por outro lado, será que se o PVE já tivesse sido relançado de forma gratuita eu me sentiria igualmente cansada do Fornite? Democratizar o acesso ao modo “Save The World” seria a cereja no topo do bolo deste novo capítulo (e do primeiro aniversário) do jogo. Um passo que deveria ter acompanhado o início da temporada e, assim, injetar a dose de novidade necessária – pelo menos, para os jogadores que, como eu, recorrem ao título para entretenimento e não para competir.

Outros, como eu, padecem desta mesma condição de ‘amizade que chega ao fim’. O David prefere perder-se no No Man’s Sky, o Canelo já não fica chateado quando perde e já não há encontro marcado depois do jantar para cumprir desafios e gozar com este último por ser um eterno ‘default’ – sim, o Canelo nunca chegou a comprar o season pass do Fortnite. E mais: já não ouvimos o Duarte a fazer perguntas hilariantes sobre o jogo, acerca do qual continua sem saber grande coisa.

Seja como for, sinto o meu espírito de gamer a procurar outras opções, ao mesmo tempo que percebo que este é um fim inevitável. Está a caminho Red Dead Redemption 2 que certamente roubará o meu coração nas primeiras horas de jogo, quando estivermos ambos a cavalgar em direção ao pôr-do-sol. Não será o mesmo que foi com o John Marston, mas isso porque o primeiro amor nunca se esquece.

Fortnite – “Mas sabes que só estás a quatro níveis de conseguir desbloquear a mochila de unicórnio que eu tenho para ti?”
V – “…”

*é carregado o ecrã de loading do Fortnite na televisão*

VanessaDias Ver todos

Fã de RPG e conhecida por completar, mais vezes do que o recomendado, os jogos que mais adoro. Also love pizza.

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