ESPECIAIS

5 Séries Que Precisam de Regressar

Será que escolhi algumas das vossas séries preferidas?

Não devemos deambular no passado, nos “e ses” e no que não aconteceu, mas a nostalgia tem uma atração incontornável. Com uma nova geração de consolas, é difícil não pensar no seu potencial e no regresso de séries há muito adormecidas e desaparecidas. Para esse efeito, este parece ser o melhor momento para revisitarmos uma vez mais o passado, quando a geração ainda é um mistério, e desenterrarmos cinco séries que precisam urgentemente de um regresso. Apesar de não incluir franquias como Onimusha e Silent Hill, talvez por serem mais óbvias, não vou guiar-me pelas probabilidades destas séries serem revitalizadas, mas sim pelo gosto pessoal.

Legacy of Kain

Não será a última vez que falo em Kain e no seu mundo de vampiros, mas é uma forma de comprovarmos como Legacy of Kain continua a ser uma das séries mais respeitadas e amadas das últimas décadas. Ao contrário de outras franquias, a saga de Kain e Raziel teve um final, ainda que prematuro, mas a ponta solta para futuras sequelas, que estavam programadas, continua a queimar e a doer devido ao seu potencial. Para onde iria Kain? E quais seriam as repercussões de Defiance, o último título da série, no grande esquema desta luta contra o destino? Precisávamos de mais.

No entanto, sinto-me como um fã demasiado protetor e acredito que Legacy of Kain não é uma franquia fácil de adaptar por outra equipa. Precisávamos de Amy Hennig de regresso ao lugar de diretora e de guionista, tal como o regresso dos atores e da equipa por detrás a impressionante direção artística. Mas imaginem um novo Legacy of Kain com cenários mais expansivos, ainda que lineares, com novas habilidades, puzzles e aqueles diálogos deliciosos. Um verdadeiro sonho.

Parasite Eve

Com The 3rd Birthday ainda fresco na memória, é difícil exigir uma verdadeira sequela para Parasite Eve, mas o potencial está lá. Aya Brea continua a ser uma das protagonistas mais marcantes da PlayStation, uma verdadeira mulher de armas, destemida e imparável, que foi atraiçoada por uma estória que não só lhe retirou a sua força, como a eliminou por completo da série. Quase parece que foi por desdém.

Por isso, o regresso a Parasite Eve teria de ser sob a forma de um reboot ou de uma sequela que elimine The 3rd Birthday por completo, regressando ao final do segundo jogo e continuando a partir dai. Mas o potencial está lá. A Square-Enix devia apostar neste híbrido entre RPG e jogo de terror ao aprofundar o sistema de combate e a exploração em cenários ainda mais claustrofóbicos. Elimino por completo a possibilidade de termos um mundo aberto, uma Manhattan totalmente explorável, mas sim uma estrutura mais próxima do primeiro jogo. O potencial está lá, mas a série não passa pelo melhor período no que toca a popularidade.

Project Zero

Quando penso em séries que deviam regressar, é impossível não pensar automaticamente em Silent Hill. A série da Konami, que se encontra em hibernação há quase dez anos, continua a alimentar a imaginação dos fãs que pedem um regresso às origens. Os rumores são constantes, a sua popularidade mantém-se viva, muito auxiliada pela promessa não cumprida de Silent Hills, mas depois de tantas desilusões, vejo-me não a pedir um regresso à cidade no nevoeiro, mas sim a outras séries japonesas de terror.

Ao contrário de Silent Hill, Project Zero, ou Fatal Frame, continua a fascinar-me pelas suas raízes na cultura japonesa, mas também nas estórias de fantasmas, no seu tradicionalismo e nas vertentes mecânicas e narrativas que hoje raramente vemos nos videojogos. E ao contrário da série da Konami, sinto que ainda não atingiu o seu ponto mais alto e revelou todo o seu potencial dentro e fora do género. É certo que Project Zero II: Crimson Butterfly está muito próximo desse ideal, mas a série precisa de se afastar dos truques e abraçar o seu classicismo num possível regresso. Sem AR, comandos obrigatórios ou outras distrações desnecessárias: só nós, os fantasmas e uma excelente estória de sacrifico e redenção.

Quake

Depois do regresso estrondoso de DOOM, seria de esperar que a id Software revisitasse algum do seu catálogo adormecido e, de facto, isso aconteceu, mas mal direcionado. Apesar das suas raízes nas partidas online, com o primeiro Quake a ser um epicentro para as comunidades de jogadores que ainda hoje reinma nas competições profissionais, a verdade é que Quake Champions soube a pouco. O objetivo era recuperar os tempos dos arena shooters, mas influenciados pelos títulos focados em heróis (como Overwatch), objetivos e um sistema de progressão, mas algo correu mal na sua conceção. Não é um mau jogo, mas não é Quake.

Na verdade, o que é Quake? Qual é, afinal, o tom desta série? Os jogos não são consistentes entre si – talvez entre Quake 2 e Quake 4, já que ambos se focam na luta contra os Strogg – e cada capítulo funciona quase como um título independente. É preciso voltar ao início, ao estilo do original e explorar o seu potencial. No entanto, não quero que DOOM (2016) seja uma inspiração, mas sim um objetivo a ultrapassar e a eclipsar. Se regressarem a Quake, então têm de surpreender. Esse será o passo certo, ultrapassar tudo o que já fizeram até agora: e, claro, contratar novamente Trent Reznor.

Klonoa

Vamos à bola curva desta lista. Se seguem o GLITCH, talvez não seja assim tão inesperado, já que não escondo o meu amor pelo primeiro título da série, Door to Phantomile, mas destaca-se certamente das restantes escolhas. No entanto, é a série que menos esperava que desaparecesse da indústria. Com a sua jogabilidade 2.5D, uma sequela direta, vários spin-offs e até um reboot na Wii, Klonoa tinha tudo para se destacar dos restantes títulos do género, existindo bastante espaço para continuar a crescer e a evoluir. A Bandai Namco não partilhou da mesma opinião e depois do flop na Wii, a série desapareceu por completo, relegada à presença pontual noutros títulos da produtora.

Com a nova popularidade dos jogos de plataformas e com a aposta em relançamentos, especialmente na Nintendo Switch, sinto que Klonoa tem, ao contrário de outras séries desta lista, uma boa oportunidade de regressar. Bastava começarmos pelo reboot para construirmos aquela que poderia ser uma ponte para um revivalismo completo da personagem e da série, e uma nova oportunidade para um jogo que ficou perdido no catálogo da Wii. Apesar de preferir o original, este seria um passo estratégico ou então o relançamento de Klonoa 2: Lunatea’s Veil nas consolas da Sony. Será possível? Se .Hack// conseguiu, também acredito que esta mascote adorável terá uma segunda oportunidade.

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