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Quatro Coisas que Adoro em Valheim

O novo jogo de sobrevivência está a conquistar o Steam e nós não conseguimos ficar indiferentes.

Ainda é cedo para percebermos qual será o melhor e maior lançamento de 2021, mas uma coisa é certa: já conhecemos o primeiro sucesso do ano. Valheim, da Iron Game Studios, é um jogo de sobrevivência, jogado a solo ou cooperativamente, que está a conquistar os fãs do género com a sua ação na terceira pessoa, opções de construção e mundo deslumbrante inspirado na Mitologia Nórdica. Apesar de ainda estar em Early Access, o título da Iron Game Studios já ultrapassou a barreira do milhão de unidades vendidas, número que conquistou em apenas uma semana – onde há fumo, há fogo.

Como fã, ainda que à distância, do género de sobrevivência, aceitei o desafio de descobrir mais sobre Valheim e aventurei-me no seu mundo de monstros e deuses. O saldo é, por agora, muito positivo e há muito tempo que não me sentia tão envolvido num jogo de sobrevivência, conseguindo alimentar o meu amor por construção enquanto mantém a aposta numa aventura livre, mas igualmente estruturada e com objetivos claros. Para celebrar o seu lançamento em Early Access, estes são os quatros elementos que me fizeram gostar de Valheim.

O Mundo

Longe de ser perfeito, Valheim transporta-nos para ilhas verdejantes e com várias biomas que traçam um mundo em constante mudança. Sejam montanhas repletas de neve, florestas densas, pântanos assustadores ou planícies calmas, com rios e riachos que lhe injetam uma nostalgia bucólica, há sempre algo para descobrir neste título de sobrevivência. Como exclusivo no PC, Valheim ganha através de um desempenho muito sólido e dá aso a cenários extensos, muito definidos e com uma sensação de distância e profundidade que nos motiva a explorarmos todos os seus segredos. Apesar da sua flora mais realista, os elementos sobrenaturais estão sempre presentes, como ramos mitológicos que enchem os céus azuis e as formações milenares que povoam os seus campos. À exceção das masmorras, que seguem um modelo muito limitado e repetitivo, é um mapa muito completo, variado, gerado proceduralmente e fácil de explorar, com marcos visuais que nos ajudam a reconhecer o terreno e a direcionarmos pelos seus campos extensos – mesmo quando exploramos novas zonas.

A grandeza de Valheim surge nos pequenos momentos, nas caminhadas ao ar livre ou nas aventuras floresta adentro quando nos vemos sozinhos com os vários elementos naturais.

A Construção

Sou um homem simples: se conseguir construir casas, é o que vou fazer. Este amor pela construção não é totalmente racional, mas nasce de uma necessidade em impor metas e desafios pessoais sempre que início um novo jogo de sobrevivência. Adoro, por exemplo, começar a planear o local onde quero erguer a minha base e tento sempre verificar as opções que tenho para o fazer. Felizmente, Valheim alimenta este amor pela bricolage virtual ao disponibilizar um leque muito completo de materiais e métodos de construção através de um sistema simples de posicionamento em campo. É fácil de escolher, visionar e colocar em prática todas as ideias. Cada peça tem um magnetismo que ajuda, tal como seria de esperar, a construir casas, armazéns, verdadeiros castelos, mas também cercas e torres de vigia.

Valheim nunca é intimidante, cria sempre a sensação que tudo é possível e essa aposta é auxiliada não só pela jogabilidade, mas também pela localização e descoberta de recursos. O mundo está muito bem estruturado e distribuído, e conseguimos identificar qualquer elemento até à distância. A isto alia-se também a progressão dentro e fora da campanha e dos objetivos pessoais, com o jogo a permitir que façamos tudo ao nosso próprio ritmo. Comecem com uma casa simples e ambicionem sempre mais: assim é a vida neste jogo de sobrevivência.

A progressão fica ao vosso critério e nunca deixa de ser impressionante ver a nossa cidade a crescer à medida que exploramos o mundo e descobrimos novos recursos e receitas.

Os Bosses

Apesar do meu amor crescente pelo género, apercebo-me que não aprecio a ausência de objetivos fixos e claros. Gosto de saber para onde vou e o que tenho de fazer para completar a estória principal. Não vejo esta imposição de estrutura como limitadora, mas sim como mais um elemento na minha experiência com o jogo e Valheim consegue um equilíbrio delicioso entre exploração e objetivos. A narrativa é simples, mas é o ponto de partida para uma aventura que se quer focada e como um guerreiro caído, transportado por Valquírias para estas terras misteriosas, temos de derrotar criaturas temidas até por Odin. Para tal, temos de explorar o mundo, completar missões e requisitos específicos para podermos invocar estes monstros que aterrorizam a própria existência.

O processo de invocação não é, à primeira vista, muito intuitivo, mas é aliciante e obriga-nos a explorar e a conhecer melhor o seu mundo para podermos avançar. Os monstros, que podem ir de veados mutantes a gigantes de erva, são intimidantes e os combates são explosivos, representando um aumento considerável na dificuldade ao apresentarem ataques destrutivos e variados. É necessário estarmos sempre atentos aos seus ataques à distância e de área enquanto invocam outras criaturas. São momentos perfeitos para uma experiência cooperativa, mas garanto-vos que com alguma perseverança também os conseguirão derrotar a solo.

No entanto, posso também dizer-vos que a inteligência artificial ainda precisa de algum trabalho e é fácil enganar estes inimigos gigantescos e explorar as suas fraquezas.

Uma campanha a solo

Este elemento poderá ser bizarro para alguns de vocês, especialmente quando podia nomear outros tantos (como o desempenho sólido, a variedade de conteúdos em Early Access, os controlos intuitivos e fáceis de utilizar, a possibilidade de navegarmos pelo mar ou a variedade de inimigos e de zonas de interesse), mas para mim não há nada mais importante que conseguir experienciar estes jogos a solo. É certo que a experiência foi pensada para ser jogada em modo cooperativo e em servidores online – que, já agora, funcionam perfeitamente e apresentam vários mundos onde se podem juntar –, mas para mim nada substitui a possibilidade de lançar-me sozinho para um universo hostil e o qual tenho de aprender a dominar. Mesmo com as suas ajudas e dicas constantes, Valheim mantém-se misterioso e eu adoro isso. Dá-me todas as ferramentas necessárias para explorar livremente e ao meu ritmo sem nunca sentir que perco algo ao jogar sozinho. É o equivalente a irmos acampar sozinhos, mas com a proteção do mundo digital, e aprecio que a Iron Gate Studios, ao contrário de muitos outros jogos (como Memories of Mars), tenha apostado neste modo.

Valheim ainda tem muito para crescer, mas o seu lançamento revela que tem os alicerces necessários para se tornar num verdadeiro fenómeno do género. Há muito amor neste mundo de deuses e sobrevivência, e é impressionante encontrar um jogo já tão completo, tão sólido e cheio de personalidade ainda em Early Access. O arranque está conquistado, agora resta saber como chega à meta final. Por agora, sai recomendado do GLITCH. Se decidiram aceitar o desafio das Valquírias e estão a descobrir, em primeira mão, o título da Iron Gate Studios, partilhem connosco a vossa opinião nos comentários.

O código para antevisão foi cedido por Jesús Fabre Relações Públicas

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