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Os Outros Jogos de 2020

Um último resumo do ano à medida que enfrentamos um janeiro bizarro e ainda mais atípico.

Com as doze badaladas para trás, resta-nos abraçar o novo ano e todas as suas oportunidades. No entanto, gosto de abrir as hostes com duas tradições anuais. A primeira, que já puderam ler, foca-se nos meus desejos para o ano novo e a segunda, que se começa a materializar à medida que leem estas palavras, leva-me numa última retrospetiva pelos videojogos que não consegui incluir na lista dos melhores lançamentos. Aqui estamos nós.

Apesar das suas rugas, 2020 não foi um mau ano para os videojogos. É certo que tivemos algumas deceções e estórias cruéis que revelaram o pior da nossa área, mas existiu muito amor nestes doze meses que passaram. Como seria de esperar, a Nintendo não desiludiu e se olharmos para os seus grandes lançamentos, não consigo não destacar Pikmin 3 Deluxe, um jogo de gestão e estratégia delicioso que fugiu – para a alegria da Humanidade – das amarras da Wii U. Bastaria este lançamento para considerar o ano ganho para a Nintendo, mas recebemos ainda Super Mario 3D All-Stars, uma coleção da qual não fui o maior fã – não fosse a sua ganância falar mais alto -, Hyrule Warriors: Age of Calamity, Paper Mario: The Origami King, Xenoblade Chronicles: Definitive Edition e Animal Crossing: New Horizons, que ainda não tive o prazer de jogar.

New Horizons foi um dos títulos mais importantes do ano passado e com o novo confinamento cada vez mais próximo, talvez seja o nosso porto seguro para o início de 2021.

A nível pessoal, tenho de destacar Deadly Premonition 2: A Deadly Disguise, um dos piores lançamentos do ano ao nível de escrita e de desempenho, mas que me conquistou lenta, mas seguramente ao longo das suas 30 horas. Não é tão sólido ou marcante como o original, mas levou-me numa viagem estranha e com uma escalada interessante. No mesmo espectro, temos Disaster Report 4: A Summer Memories, um título que é tão ou mais problemático que a última obra de SWERY, mas que tem uma alma e coração incontornáveis. Se alguma vez quiseram recuperar o espírito da era 128 bits, este é o jogo perfeito para isso.

A Xbox manteve-se mais focada no futuro e no seu Game Pass, e apesar de as novidades serem mais humildes, a verdade é que 2020 foi o ano em que me deixei levar pelo seu catálogo. Call of the Sea seria um jogo que nunca descobriria sem o Game Pass, por exemplo, tal como Unto the End. Na retrocompatibilidade, um dos trunfos da Microsoft para a próxima geração, consegui redescobrir o catálogo da Xbox original e Xbox 360, levando-me a jogar pela primeira vez títulos como Condemned: Criminal Origins e Alan Wake.

Falta alguma criatividade a este exclusivo Microsoft, mas a verdade é que captou a minha atenção do princípio ao fim, não pela sua estória, mas pelos seus puzzles e mundo.

Os indies também marcaram o ano e trouxeram-nos algumas das melhores surpresas deste final de geração. Journey to the Savage Planet, da Typhoon Studios, foi o primeiro a surpreender pela positiva, um metroidvania na primeira pessoa com um enorme foco no humor e na exploração. Parece estar esquecido pela maioria, lançado em janeiro de 2020, mas foi uma experiência agradável que iniciou um ano tudo menos previsível. Ion Fury, cujo lançamento nas consolas aconteceu em 2020, foi outro destaque, um regresso ao passado tremendo que se move à força do antigo Build Engine. CrossCode, Manifold Garden, Huntdown, AtomRPG, Visage e Hades, claro, são apenas alguns dos melhores que tive o prazer de jogar e analisar.

À medida que escrevo, relembro-me de mais um jogo. E de outro e de mais um. Existem demasiadas novidades para os limites de um texto – assim foi 2020. Olhemos, por exemplo, para Marvel’s Spider-Man: Miles Morales, Crash Bandicoot 4: It’s About Time, Amnesia: Rebirth, Mortal Shell, Ys: Memories of Celceta, Streets of Rage 4 e o fenomenal House Flipper – que tinha de mencionar – para percebermos como o ano que passou foi um oásis protetor e caloroso no meio de tanta tragédia. E ao longo destes parágrafos, ainda nem mencionei dois dos títulos mais populares de 2020, Fall Guys e Among Us, tal como o regresso à ribalta de Minecraft e o domínio completo de Fornite em mais colaborações e novas temporadas.

Nos indies, Mortal Shell destaca-se como uma das surpresas mais agradáveis do ano. Um RPG de ação focado, sem grandes distrações e com uma campanha muito equilibrada que vem e vence em menos de 10 horas.

Como será 2021? Tudo indica que será uma continuação de 2020 em todos os sentidos, não fossem alguns dos meus maiores destaques adiamentos do ano que passou. 2021 também será o ano em que a PlayStation 5 e a Xbox Series receberão os seus primeiros exclusivos de peso, criando assim o palco para a nova geração, tal como a possibilidade de uma revisão necessária da Nintendo Switch. No PC, tudo indica que continuará no mesmo rumo, o que é, quando olhamos para o mercado independente, o suficiente para nos conquistar. Seja o que for, uma coisa é certa: 2020 será ainda relembrado por união, mesmo que seja apenas nos videojogos.

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