GEEKOUT

Obrigado DualSense, estragaste-me os shooters (e outros jogos)

O DualSense é bom demais para ficar na PlayStation 5.

Sou um felizardo. Quer pelo que faço, quer pela possibilidade de ter, neste momento, todas as novas consolas e um computador mais ou menos porreiro para jogar qualquer coisa. Por isso, estou bem consciente dos pontos forte e fracos de cada uma das plataformas.

Há coisa de dois meses, meti as mãos na nova PlayStation e “oh boy”: é incrível. É um passo no futuro em forma, formato e substância. Ainda que os jogos de lançamento “verdadeiramente next-gen” sejam limitados, o futuro é empolgante.

O mundo, como eu o imagino, com o poder do DualSense.

No entanto, há um destaque imprevisível na consola da Sony. Não são os seus altos gráficos (também conseguidos na concorrência), a sua velocidade (ligeiramente melhor na concorrência) ou até a oferta do seu catálogo (tirando exclusivos, infinitamente melhor na concorrência) que me fazem elogiar a nova plataforma, mas sim o seu comando: o DualSense.

O DualSense é mesmo fantástico. A sua descrição e pontos de venda parecem até exagerados, mas na prática, há mesmo algo ali a funcionar que é difícil de descrever sem hipérboles. O comando vibra de forma tão precisa que podemos sentir onde as personagens colocam os pés, o que vai ao seu encontro com uma determinada direção e temos ainda outras gimmicks já do DualShock 4, como a coluna, que aqui estão melhoradas e que casam de maneira perfeita para aumentar a imersão do jogo. Contudo, para mim, são os gatilhos que adoro de morte.

O potencial de podermos sentir diferentes efeitos ao carregar nos gatilhos é algo como nunca tinha experimentado num jogo e títulos como Astro’s Playroom não são apenas tech demos, mas sim algo mais e que libertam a nossa imaginação para “como é que jogo X pode usar isto”.

Em Marvel’s Spider-Man, e no spin off Miles Morales, sentimos ligeiramente a tensão das teias de Parker e Morales, em Demon’s Souls a mistura das funções do comando tornam todos os contra-ataques e ataques uma delícia viciante e, por exemplo, em Call of Duty Black Ops Cold War sentimos os gatilhos das armas de forma tão autêntica que TODAS REAGEM DE FORMA DIFERENTE. Infelizmente, há uma limitação. Neste momento, nem todos os jogos usam estas funcionalidades e, honestamente, esta ausência deixa-me chateado. O futuro é hoje, o futuro é agora e eu quero o futuro.

DualSense + Gears = ❤

É por isso que estou aqui numa pequena rant, porque na semana passada saiu uma nova expansão single player para Gears 5, chamada Hivebusters, e é um docinho delicioso para os fãs da franquia. É pequeno, mas cheio de ação, conta com aquela jogabilidade clássica de cover shooter e é uma das melhores demonstrações visuais da Xbox Series X. Tudo bom. Só que… a certa altura, senti a falta daquele pequeno toque extra de imersão. Onde estão os gatilhos que reagem à ação? Honestamente, a falta daquela novidade que senti na concorrência foi tão grande que quase me retirou do jogo, o que me deixou a salivar e a desejar pelo dia em que poderemos jogar um Gears com este tipo de funcionalidades.

A nova geração é uma criança e muito pode mudar. Tanto a Microsoft, como a Sony não são estranhas a inovar e a lançar novos tipos de experiências a meio das gerações, o que me leva a fazer este pedido à Microsoft: Não tenham medo, copiem! Dêem-me a vossa versão do DualSense. Power my dreams. Dêem-me a sensação de sentir a motosserra da Lancer a “rugir” intensamente à medida que carrego no gatilho quando corto inimigos em Gears, a pressão clicável quando disparamos uma Needler em Halo, a resistência suave da lama nos terrenos de Forza Horizon, ou, num futuro próximo, a condições atmosféricas e a pressão do ar a bater nas asas dos aviões em Microsoft Flight Simulator. A minha imaginação leva-me a possíveis cenários infinitos e a pensar em imensos jogos com um potencial para tirar partido dessas funcionalidades, que não se ficam apenas por sensações, mas que podem afetar também a jogabilidade ou a forma como jogamos ou resolvemos um puzzle e outros desafios.

Apesar de não ter sido a primeira (foi a Nintendo com o rumble pack para a N64), foi a PlayStation a verdadeira catalisadora do uso de vibração em jogos de consola.

No passado vimos tanto a PlayStation como a Xbox a tentar inovar de maneiras estranhas ou pouco realistas, com pequenos sucessos e outros desastres. A própria Sony no passado não acreditou na vibração e deu um 180 à sua postura. E, ainda hoje, até mesmo o VR, parece que ainda é uma aposta para num mercado nicho e pouco acessível. Já estas novidades como as do DualSense parecem bem mais palpáveis e fáceis de abraçar, de copiar e de imitar e são estes pequenos passos que me deixam mais entusiasmado pelo futuro dos videojogos. Há tanta possibilidade com o uso destas características do DualSense que é mesmo pena que fiquem fechadas ao ecossistema da PlayStation, tornando-o, para já, na minha opinião, o seu maior exclusivo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: