ESPECIAIS

5 Jogos (perfeitos) para o Halloween

Comecem já a preparar a vossa noite de Halloween com cinco sugestões de cortar a respiração!

Não existe Halloween sem as tradicionais listas com os melhores e mais assustadores filmes e videojogos para ver na Noite das Bruxas: e quem sou eu para ir contra a norma! Este ano, enquanto terminamos o nosso Especial Halloween, decidi falar-vos de cinco videojogos de terror – seja psicológico, mais vocacionado para a ação e em 2D ou 3D – que vão servir de companhia para a noite mais assustadora do ano. No entanto, uma regra. Ao contrário de outras listas que fiz no passado, vou evitar os clássicos e falar exclusivamente em jogos que saíram nesta geração de consolas.

Não estavam à espera desta!

Darkwood

Aos poucos, Darkwood começa a ser reconhecido como o fantástico jogo de terror e sobrevivência que é, e da minha parte, é uma das maiores recomendações para este Halloween. O ambiente opressivo, a estória misteriosa e as criaturas que nos perseguem durante a noite são apenas alguns dos elementos que compõem esta viagem por uma floresta viva e em constante expansão. A aposta na sobrevivência é impressionante e a utilização de uma visão limitada, onde só vemos para onde apontamos o nosso protagonista, ajuda a criar momentos de horror e tensão únicos para um jogo com uma perspetiva top-down.

Há um desconforto permanente enquanto exploramos as várias regiões de Darkwood e há uma estranheza pegajosa, até mesmo quando encontramos sobreviventes, que nunca conseguimos afastar. Se decidirem jogar Darkwood, preparem-se para uma campanha desafiante, muito críptica e sem grandes ajudas – serão só vocês e a floresta.

Detention

Do outro lado espetro, encontramos Detention. Mesmo com a sua aposta no ambiente e em sustos inesperados, sinto que o título da Red Candle Games é mais apropriado para quem se quer perder numa excelente estória. Detention é arrepiante, cruel e é, em simultâneo, uma lição de história, transportando-nos para uma Taiwan oprimida e controlada por um regime totalitário. Ao explorarmos os corredores da escola, desvendamos um mistério do passado e conhecemos melhor a nossa protagonista, a jovem Ray, e o porquê de toda a aparente maldição.

É um choque de culturas, com sensibilidades que vos poderão ser estranhas, mas é um exercício fantástico de narrativa e tensão que não vos deixará indiferente. Seja pelo terror ou pela tristeza e mágoa da sua estória, Detention ficará com vocês.

Lone Survivor

Mantemos a perspetiva 2D, mas desta vez deixamo-nos levar pelas influências de Silent Hill neste título de terror psicológico. Criado por Jasper Byrne, que nos trouxe algumas das faixas mais memoráveis de Hotline Miami, Lone Survivor coloca-nos no papel de um jovem preso num complexo de apartamentos. Fechado em casa, consegue ouvir do outro lado da porta as criaturas e mortos-vivos que povoam agora os corredores do seu prédio. Com a sua mente a quebrar, levando-o a imaginar e a ver coisas que não estão lá, decide finalmente arriscar a sua vida e tentar escapar, ver o mundo uma vez mais. É nesta decisão que somos lançados para uma demanda melancólica e surreal.

Lone Survivor é possivelmente um dos títulos independentes de terror mais importantes dos últimos anos e marcou toda uma geração com o uso da perspetiva 2D e da aposta em puzzles simples. Se estão à procura de um jogo curto, mas muito denso, então Lone Survivor é a companhia perfeita.

Amnesia: Rebirth

Esta escolha talvez seja controversa para alguns, mas Amnesia: Rebirth, mesmo com os seus problemas (mais detalhes na minha análise), continua a demonstrar a capacidade da Frictional Games em assustar-nos. Não é tão assustador como The Dark Descent e não atinge a mestria narrativa de SOMA, mas quando as luzes se apagam e nos vemos presos em cavernas e templos abandonados, Rebirth ganha vida e demonstra como a produtora continua a dominar a arte do terror.

A estória de Tasi é marcante e toca em temas fortes que dão à campanha toda uma nova perspetiva, mas sinto que é nos interlúdios, nos momentos (raros) de silêncio em que Rebirth nos agarra através da sua construção de ambiente. As criaturas são mais deformadas e grotescas, os cenários transmitem melhor a sua aura alienígena e há toda uma nova crueldade nesta abordagem ao terror psicológico. Se The Dark Descent era uma combinação entre terror gótico e o horror cósmico, já Rebirth é uma interpretação modernas desses dois géneros clássicos, aproximando-se mais da lentidão de A Bruxa e Hereditário.

Alien Isolation

A celebrar o seu sexto aniversário, Alien Isolation continua a ser um marco na franquia e uma das melhores – se não mesmo a melhor – adaptações do universo de Dan O’Bannon e Ridley Scott aos videojogos. A viagem pela estação Sevastopol é longa (talvez até demais), árdua e sempre tensa, com Amanda Ripley em busca do paradeiro da sua mãe à medida que tenta sobreviver ao famoso alienígena. Os corredores são opressivos, o design labiríntico dos níveis é impressionante, a adaptação do estilo retrofuturista do primeiro filme e o trabalho de som e de iluminação é dos melhores do género, com os sons da estação espacial a mascararem a criatura.

Mesmo que não sejam fãs da série, Alien Isolation é um excelente exercício de tensão e de impotência face a um mal indestrutível, e é perfeito para jogarem às escuras, sozinhos e de headphones postos.

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