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Paradise Killer | GLITCH REVIEW

Preparem-se para uma investigação fora do normal.

Estou aqui a coçar a cabeça para saber como começar esta análise. Paradise Killer é um jogo estranho e estranho é ser simpático. Para chegarmos ao paraíso (se existir), temos de morrer ou estar sob o efeito de drogas bem pesadas e é quase isso o que senti durante o meu tempo com este jogo. A expressão trouble in paradise aplica-se quando toda a gestão do Paraíso é morta, obrigando à libertação da personagem Lady Love Dies para investigar o caso.

Há aqui muitas coisas que não fazem sentido a seco, mas que no contexto do jogo encaixam perfeitamente, mas pergunto-me se demasiada estranheza não será… demasiado? Esta gestão, The Syndicate, venerada pela “humanidade”, também atrai a atenção das forças do mal e para se manterem a salvo, destroem e criam um novo paraíso, ou ilhas. E todos morrem de forma violenta aquando da criação da 25.ª. É bastante, mas se forem fãs de enredos abstractos à lá Lynch, então estão em casa.

Epá, até custa a ler…

E apesar destes detalhes, considero Paradise Killer bastante consistente, combinando uma premissa fora com uma estética vaporwave, só é pena, e isto é pessoal, que seja um jogo open world. E é neste mundo aberto onde decorrerá a nossa investigação, apesar de já termos um suspeito logo de início, mas as coisas nunca podem ser fáceis, não é? Para tal, é preciso investigar bastante, procurar por todas as provas importantes e questionar a miríade de personagens caricatas de Paradise Killer. É vital termos as pistas necessárias e estabelecer as ligações necessárias ao crime/suspeitos ou não as poderemos usar em julgamento – não é um Phoenix Wright, onde usamos tudo à sorte até funcionar. O jogador é recompensado por explorar e obter os itens de coleccionador da praxe; se alguns apenas servem para prolongar a duração de jogo artificialmente, outros itens poderão ser utilizados como mecânica para subornar ou para desbloquear outras funcionalidades.

Podia ser um jogo Suda, mas…

E ainda – e parece que estamos num concurso em horário nobre –, também temos uma componente de puzzles que recorre a um portátil que serve de assistente à personagem principal. Este também nos ajudará com dicas, mas mesmo assim, não será um jogo linear e acessível ao contrário do que mencione acima. Por outro lado, é completamente livre… se quiserem ir logo a julgamento sem quaisquer provas ou depoimentos, não há nada que vos impeça para além de mãos cheias de frustração.
Paradise Killer podia ser aquele jogo que tenta demasiado ser estranho e fugir dos moldes, mas até que foi uma experiência engraçada. Estranha, sim, mas engraçada. Também é preciso uma valente dose de paciência, mas quem corre por gosto não cansa.

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (Nintendo Switch) foi cedido pela Evolve.

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