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Port Begging – Podem trazer para o PC se faz favor?

"Sabem onde é que isto se jogava muito bem? No PC!" É o que penso com alguns jogos que parecem não mostrar o seu verdadeiro potencial nas plataformas onde foram lançados e lá ficaram.

Eu adoro as minhas consolas. Adoro a experiência de sofá com ecrã grande e sistema de som imersivo e todo o potencial que um jogo bem otimizado para uma consola pode ter, ao ponto de nos fazer esquecer de resoluções, frame-rates e outros aspetos técnicos que estão constantemente presentes nas nossas cabeças de pseudo-críticos.

Contudo, a experiência de PC, quando os jogos também são bem convertidos, pode tornar qualquer jogo na sua versão definitiva, dando-lhes a capacidade de se tornarem intemporais, preparados para todas as ultras definições dos monitores do futuro e todos os teraflops das novas placas gráficas. Temos visto alguns exemplos graças aos planos da Xbox em trazer títulos como Forza e Halo até ao PC, ou como os recentes lançamentos de Death Stranding e Horizon Zero Dawn nesta plataforma universal, com mais futuros títulos dos estúdios da PlayStation na mira do PC.

Eu não tenho o que alguns consideram um bom computador, mas adoro a minha adorável máquina e as suas características que me permitem jogar quase tudo o que esta geração nos trouxe com o mesmo nível de fidelidade gráfica de uma PS4 Pro ou Xbox One X. Por isso, hoje trago uma lista de jogos de consola que ainda não tiveram conversão, e provavelmente nunca terão, mas que adorava poder explorar com melhorias.

Bloodborne – Original da PlayStation 4

Começo por dizer que nunca terminei Bloodborne. Eu sei, como me atrevo a dizer este nome em vão por causa disto, mas guardo um enorme carinho pelo jogo, pelo que me ofereceu e pelo lado social do mesmo em conversas com os meus amigos de peito. Um bloqueio seguido de uma pausa enorme retirou-me toda a vontade de voltar a aprender as suas mecânicas, gestões e passar de novo pelo processo “git gud” que tanto odeio. Mas se havia algo que me fazia voltar às ruas de Yharnam, seria, sem dúvida alguma, um port para PC (ignorando a possível compatibilidade com a PlayStation 5). Imaginem só Bloodborne com uma qualidade e imagem superior com resoluções acima dos 1080p, um Anti-Aliasing melhorado, frame-rates superiores, sem problemas de frame-pacing e a possibilidade de injetarmos mods e modos de fotografia como acontece com outros jogos da From Software no PC? Para mim, era uma prenda de Deus e não me importava de voltar a sofrer com a Rom novamente.

The Legend of Zelda: Breath of the Wild – Original da Nintendo Switch/Wii U

Nunca irá acontecer. Melhor só numa eventual Switch Pro 2021 4K XPTO: eu sei. Mas se nunca viram Breath of the Wild em 4K… bem, procurem no YouTube porque vão encontrar graças ao poder da emulação. Foi assim que tive o meu primeiro contacto com o jogo e deu-me vontade de realmente adquirir uma Nintendo Switch para o jogar. A razão para o fazer não foi apenas pela sua beleza, mas sim pela experiência Switch, mas o desejo de ver este episódio da Lenda de Zelda com uma imagem perfeitinha persiste até hoje e seria incrível vê-lo assim numa versão oficial. Talvez num universo alternativo. Sonhemos.

Gears of Wars 2 e 3 – Original da Xbox 360

Vamos a um “dois em um”. Com um Remake/Remaster do primeiro jogo disponível no PC, um spin-off, por enquanto exclusivo, e novas sequelas a marcarem-se como benchmarks técnicos na plataforma do povo, faz-me alguma confusão como é que Gears of War 2 e 3 não receberam nenhum tipo de tratamento para o PC. Recentemente fiz uma run à série na Xbox One X e fiquei boquiaberto com a apresentação destes dois jogos com resoluções e texturas melhoradas. A arte do jogo grita “gritty and dark” dos anos 90, mas à luz das melhorias ganha uma identidade tão forte que parece que as suas versões originais nunca deram asas ao seu real potencial. Gears of War 4 e Gears 5 jogam-se tão bem e estão tão bem otimizados no PC que não tenho dúvida que os antigos jogos não funcionassem de igual forma. Porra, ainda por cima são os melhores da série. Bora lá The Coalition, trata lá disso e bota-os no Game Pass. 

Gran Turismo Sport – Original da PlayStation 4

Provavelmente Gran Turismo também não fará o salto para o PC (já esteve mais longe), mas Sport em particular teria sido uma aposta muito inteligente da Sony e da Polyphony Digital. Para já, este é uma espécie de spin-off que pegou na experiência GT e desconstruiu-a para um registo mais GaaS, o que lhe dá uma longevidade única para este tipo de jogo. O lançamento foi um pouco cru, mas eventualmente tornou-se sólido e maturo com adições gratuitas, mas, acima de tudo, graças à comunidade online e às competições que definem este jogo. É certo que GT vende consolas, mas as possibilidades que um PC oferece, incluindo toda uma nova comunidade, iria torná-lo num jogo para décadas de entretenimento e competição.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots – Original da PlayStation 3

Namorei a obra de Hideo Kojima à distância, piscando-lhe ocasionalmente olho à medida que me aproximava cada vez do seu mundo. A entrada aconteceu com Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e solidificou-se com Death Stranding, ao ponto de ter vontade de regressar atrás e descobrir tudo o que Kojima produziu até agora. E de todos os jogos do seu catálogo, mais nenhum se destaca como Metal Gear Solid 4: Guns of the Patroits, a sua obra magnânima, fruto de uma exclusividade com a Sony onde os excessos narrativos, mecânicos e de estilo construíram uma experiência que ainda hoje não tem rival.

Agora imaginem que tínhamos a possibilidade de jogar o regresso a Shadow Moses em 4K, com uma banda sonora melhorada e alguns retoques nas texturas e modelos. Talvez aconteça na PS5, se a Sony decidir se a consola é ou não retrocompatível, mas no PC a série encontraria novos fãs e um mundo de mods. Sim, pensem nos mods e nos fatos de camuflagem que seriam possíveis: que mundo perfeito.

Astral Chain – Original da Nintendo Switch

Quando eu e o João Canelo vimos Astral Chain ao vivo pela primeira vez, na sede da Nintendo Portugal, olhámos um para o outro com aquela cara de “foda-se, o jogo é bué lindo”. O título de ação da PlatinumGames parecia ser estupidamente ambicioso e, de alguma forma, correspondeu às expectativas, ainda que a diarreia visual com explosões cheias de luzes, misturadas com a sua estética anime, provoquem na Nintendo Switch momentos muito caóticos e difíceis de identificar no ecrã. Com resoluções melhoradas, este seria um daqueles jogos que iria atingir o seu verdadeiro potencial e o PC seria uma plataforma fantástica para o fazer, pelo menos enquanto a nova Switch não surge no horizonte.

Podia colocar nesta lista uma quantidade quase obscena de outros exclusivos da PlayStation, como The Last of Us, Days Gone, Marvel’s Spider-Man ou God of War, mas estes são jogos que estão tão bem otimizado que entram naquele espetro de que me esqueço dos seus aspetos técnicos. Há um mundo inteiro para explorar e à medida que os catálogos se tornam mais digitais e a barreiras de plataformas se quebram, porque não apostarmos na liberdade? E o mesmo para os exclusivos de PC, que façam a passagem ao contrário!

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