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Marvel’s Avengers | Opiniões da Beta

O André experimentou para que não o tivessem de fazer. Ele é o verdadeiro herói, nunca se esqueçam...

Quem é que chorou no final de Avengers: Endgame? Nas três vezes que repetiu o filme? Eu! E quem é que ficou todo arrepiado quando o Capitão América reuniu todos os camaradas dos dez anos de filmes da Marvel? Também eu!
Mesmo não sendo leitor das comics, adorei o universo cinematográfico que acompanhei quase desde o início; os primeiros filmes custaram um bocadinho a engolir, mas o facto de terem evoluído até ao culminar de uma saga planeada ao mais ínfimo detalhe foi maravilhoso. Não sou purista, portanto não andei a comparar fidelidades, apenas desfrutei do que me serviram e quando lançaram o primeiro teaser deste Marvel’s Avengers ainda em 2017, fiquei entusiasmado – e apreensivo, uma vez que as adaptações filmes/jogos e vice versa não costumam ser boas.
Mas era da Square Enix e a minha cabeça foi logo para os RPG por turnos; quão excelente seria um RPG dos Avengers, seja por turnos ou em tempo real, a seguir a história dos filmes, ou mesmo das comics? Mas não, com o envolvimento da Crystal Dynamics, não podia ser um RPG e, durante anos, o projecto parecia ter desaparecido do mapa, mesmo quando os filmes facturavam imenso nas bilheteiras. Entretanto, a saga terminou e o jogo continuava calado, falhando oportunidades gigantes de hype enquanto as pessoas desejavam por mais do mesmo.

Pelo menos os fatos estão parecidos-ish!

Chegamos a 2020, o jogo acordou e finalmente pude jogar a beta… E estou em conflicto. Enquanto cofio a minha barba de pessoa que ainda não foi ao barbeiro pós-confinamento, não sei mesmo o que pensar da minha experiência… se gostei ou se não gostei, mas se tiver de responder sob pressão: não gostei, mas queria…

Nem vou começar pelo óbvio: os visuais de início de geração ou as personagens que parecem versões bootleg ou marca branca das suas versões de cinema. Porra, parece que comecei mesmo por aqui, mas é o que salta primeiro à vista! Está bem que não podemos esperar um Chris Evans, um Hemsworth ou um Downey Jr., mas quando olho para os Arkham da Rocksteady ou para o Marvel’s Spider-Man da Insomniac não vejo nenhum dos actores dos filmes; conseguiram criar uma identidade. Aqui parece que houve um esforço para se afastarem dos filmes, mantendo algumas semelhanças para que ainda sejam reconhecidas. Pensem naqueles bonecos de Dragon Ball comprados na feira. A meu ver, o positivo neste elenco é o talento das vozes com os conhecidos Troy Baker, Nolan North, Laura Bailey etc.

Olá!

Agora vamos ao que interessa porque isto ainda não é uma análise: a beta ganhou-me no primeiro fim-de-semana aberto quando joguei o nível da ponte que serve como introdução e tutorial ao jogo. O início é vistoso, caótico, e linear enquanto o jogo nos faz saltar entre set pieces e personagens para aprendermos a controlá-las e foi aqui que admiti que estava a gostar da coisa. Cada herói controlava-se de maneira diferente, com movimentos diferentes e um peso diferente também. Da ágil Widow ao pesadão Hulk, passando pelo voador Iron Man aos restantes da trupe… Foi divertido e era isso o que esperava de um jogo deste universo! Estava optimista, mas cauteloso. Só que as coisas azedaram no último fim de semana da beta quando pude avançar mais.

Cinco anos depois dos acontecimentos na ponte, o jogo tornou-se na coisa mais medíocre e aborrecida de sempre. A diversão sumiu assim que o jogo começou a sério: os gráficos até parece que pioraram; eu sei, é estranho dizê-lo, mas dá a sensação de que o trabalho e orçamento foram todos para a primeira parte para atrair o pessoal: mapas genéricos com inimigos genéricos que eram esponjas de dano, com loot boxes para os encher artificialmente de conteúdo e um downgrade na jogabilidade que tornou um Incrível Hulk num Hulk Zé Tolo com dificuldades em derrotar o mais simples dos inimigos. Claro que este nerf é para justificar o grind por loot, por habilidades e atributos, mas estamos num jogo com os maiores e mais fortes heróis de sempre; temos uma besta invencível e um Deus, nada os devia parar, mas uns tiros são suficientes para os encostar à box. E eu tenho de entender a dificuldade em traduzir estas mecânicas para um jogo e para não sermos invencíveis, mas a alternativa está lá: na possibilidade de jogar com outras personagens, por exemplo: a Kamala que foi bem interessante e divertida, mais porque não a conhecia. Outra alternativa passava por criarmos o nosso herói com os Avengers a servirem de parceiros e mentores. Mas divago, lamento.
Queria mesmo que este jogo fosse bom, mas com um foco no multiplayer ou como serviço à lá Anthem, não espero coisas boas. Espero quantidades parvas de grind, conteúdos adicionais a custar os olhos da cara, personagens que já estão bloqueadas a consolas e a minha esperança era que, ao menos, a estória fosse boa, mas já nem isso tenho.
Estes estúdios, tal como a EA, têm as chaves de grandes e belas franchises e só conseguem meter cá fora, produtos mornos que podiam ser tão, mas tão melhores. No entanto, se já conseguimos um Fallen Order, é uma questão de tempo até termos um jogo decente dos Avengers. Até lá, optem pelo Marvel Ultimate Alliance 3 que sozinhos, ou acompanhados, vão ter horas de conteúdo, diversão e muito amor ao material de origem das comics.

Pobre…

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