PÔR OS PÍXEIS NOS I'S

Mais 5 Opiniões Que Vos Vão Enervar

"Quando se tratam de opiniões, ninguém está errado" - disse alguém antes de entrar na internet pela primeira vez.

A sequela nunca é tão boa como o original, mas aqui estamos nós. Não sei se vos vou enervar desta vez ou deixar-vos incomodados com as minhas opiniões, mas a experiência continua. Todos temos opiniões, algumas melhores que outras, mas todas elas pessoais. No final do dia, todos estamos certos e errados. Assim é a vida.

Half-Life 2 é bom, mas…

Vamos entrar a pés juntos. Existem opiniões que tentamos afastar da cabeça, fugimos delas e queremos que não sejam verdade, mas a cada ano que passa, mais se tornam reais. Tenho um nó na garganta, mas tenho de o dizer/escrever: Half-Life 2 aborreceu-me. Este é possivelmente o jogo que mais vezes comecei. Joguei várias vezes no PC, na Xbox e até na PS3. Não consigo quantificar as tentativas, mas posso dizer-vos que só o terminei uma vez – e foi a custo. Adoro o universo da série, mas senti-me enfartado com Half-Life 2 e a sua campanha extensa. Os DLCs não ajudaram, especialmente Episode One, e não consigo pensar em repetir tudo do início. Em 2004, a campanha e a estrutura da estória eram refrescantes, oferecendo um pouco de tudo – terror, ação, humor, surrealismo – aos jogadores com a mesma aposta numa narrativa tão visual. Mas hoje em dia? Não consigo.

No entanto, quero muito jogar Alyx e descobrir o futuro da série. O mundo e personagens continuam a intrigar-me, apesar da minha falta de tolerância para o segundo jogo.

No entanto, adoro o primeiro jogo. Adoro profundamente o seu lado mais mecânico e clássico, o mundo e o design de Black Mesa. É um jogo mais divertido, mais variado – pelo menos para os meus interesses – e mais fácil de pegar e jogar, algo que a sequela não consegue ser.

Control desiludiu-me

Estilo sem substância: infelizmente foi isto que achei de Control. Considerado por muitos como o melhor título de 2019, o novo projeto da Remedy Entertainment deixou-me a desejar mais. Não é fácil admitir que Control desiludiu-me, um jogo que tem tudo para ser um dos meus favoritos desta geração, mas a verdade é que não consegui entrar na sua mitologia. A jogabilidade é muito interessante, adoro os poderes de Jesse e acho o design visual absolutamente intocável, com as suas inspirações modernas, surrealistas e futuristas. Há muito para descobrir na Old House, mas o desempenho do jogo, na versão PS4, e a sua narrativa deixaram-me a pedir mais.

O meu grande problema com Control é a sua estória não estar na campanha principal, mas sim nos colecionáveis espalhados pelo seu mundo. As boas ideias estão longe do jogador, escondidas por trás de montanhas de texto, deixando a campanha com réstias, alusões ao que podemos descobrir nos documentos adicionais. E depois de várias horas e mistérios, o jogo simplesmente acaba, deixando a ponte para as expansões. Não detesto Control, é um bom jogo, mas é também uma desilusão.

Silent Hill: Shattered Memories é bom

Não sei se ainda existem fãs de Silent Hill por aí, ou se por esta altura já todos hibernaram, mas deixo aqui a mensagem: não deixem escapar Shattered Memories. Ao contrário de Homecoming e Origins – e até certo, Downpour –, este remake merece a vossa atenção. É verdade que é uma reinterpretação demasiado livre dos acontecimentos do primeiro e que a jogabilidade não é a revolução que se esperava, especialmente se tivermos em conta os momentos de perseguição, mas gostei da forma como desenvolveram a estória e a sua reviravolta, apostando num tom mais psicológico e até realista. Só lhe faltou ser assustador.

Não sei como é que um jogo com esta música não é assustador, mas a vida nunca pára de nos surpreender.

Pokémon é uma seca

Tal como vocês, também comecei por ser fã da série. Colecionei todos os Pokémon nas versões originais, mudei-me para Johto e ainda visitei Hoenn antes de desistir durante mais de uma década. Hoje em dia, sou um intelectual, de monóculo no olho, e não tenho paciência para capturar animais estranhos em batalhas repetitivas sem grande estratégia.

Eu percebo, como é óbvio, o que atrai tantos jogadores à série, mas não consigo divertir-me com o sistema de batalha e a sua exploração limitada. Os últimos jogos parecem estar perdidos no tempo, sem direção, e a repetição começa a pesar. Depois de Ruby, saltei gerações inteiras de Pokémon, mas regressei com Let’s Go! e Sword & Shield: um enorme erro. Quase vinte anos depois, não sinto evoluções – piadola fácil – nesta franquia milionária e não acredito que alguma vez consigam colmatar as exigências dos fãs. Por isso, mantenho uma relação de “tu ali, eu aqui” com os bichos adoráveis.

The Phantom Pain é fantástico

Não sei se isto é polémico, mas Metal Gear Solid V: The Phantom Pain é um dos melhores jogos desta geração. Está incompleto? Está. Sofreu problemas de produção e levou à saída de Hideo Kojima? Sem dúvidas. Mas é um excelente jogo? Será sempre. A jogabilidade e mecânicas são o culminar da série, com um mundo extenso e repleto de abordagens diferentes. Querem completar uma missão sem serem vistos? Força! Preferem matar tudo e todos? Também podem! Descubram todos os caminhos e vantagens deste mundo vivo e interligado: um verdadeiro jogo de sistemas.

E tem o melhor trailer desta geração.

E a estória? Tenho de admitir que fiquei desapontado com o resultado e com a repetição desnecessária de missões na reta final, mas quando penso em The Phantom Pain, apercebo-me que tem algumas das melhores sequências de estória da série inteira. O tom é mais soturno, mais comedido e sério, mas consegue manter as extravagâncias narrativas de Kojima: está lá tudo. A sequência da infeção, os confrontos com Skull Face e as cassetes – que são imperdíveis – destacam-se facilmente numa série que se foca demasiado na exposição excessiva e na falta de controlo na escrita.

A Quiet continua a ser uma personagem problemática e o mundo aberto podia ser mais variado, à semelhança do que vemos nas missões, mas eu adoro The Phantom Pain com todo o meu coração. É um jogo que me faz sorrir sempre que penso nele e isso é incontornável. E sim, é melhor que Guns of the Patriots.

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