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Primeiro contacto com a PS5

A Sony abriu finalmente as portas à nova geração e deu-nos um primeiro olhar sobre a consola e o seu catálogo de jogos.

Depois de a Microsoft ter revelado os seus planos para a nova geração, com a apresentação da Xbox Series X, chegou a vez da Sony mostrar os seus trunfos na manga. Os fãs esperavam por grandes anúncios, por exclusivos de peso e com um primeiro olhar sólido sobre o que a marca PlayStation tem preparada para os próximos anos. Não só tivemos um primeiro contacto com os videojogos do futuro, entre eles alguns exclusivos, como a Sony fechou a sua última conferência com a revelação surpreendente da sua consola: a PS5 é agora uma realidade.

Mais uma vez, a Sony consegue escolher um design que irá ser discutido durante meses pelos fãs.

Podíamos falar sobre as especificações da consola, mas a conferência foi focada no catálogo da PS5 e é o que irei fazer aqui. O primeiro contacto foi surpreendente e apesar de estarmos, por agora, separados pelas limitações das transmissões em direto, a verdade é que fiquei envolvido pelas promessas da próxima geração. O nível de detalhe, de iluminação, o número de partículas, as animações realistas e a expansividade dos cenários arrebataram-me como eu não estava à espera. Temos de nos relembrar que estas apresentações são feitas para vender uma ideia e que muitos destes jogos poderão sofrer alterações visuais significativas, mas neste jogo de espelhos é impossível não ficar impressionado com o futuro dos videojogos.

A apresentação contou com vários jogos, alguns deles inesperados, conseguindo conciliar títulos exclusivos com apostas third-parties e ainda projetos independentes. Na minha opinião, houve um pouco de tudo para todos os jogadores, desde jogos de condução, com a revelação de Gran Turismo 7; a jogos mais infantis, com Sackboy: A Big Adventure e Astro’s Playroom; e até títulos de desporto, onde se destacou NBA 2K21. Se seguem o GLITCH, já sabem quais são os meus destaques. Os suspeitos do costume nunca desiludem.

A Sony revelou também o slogan da PS5, que irá substituir o atual Greatness Awaits.

Comecemos por Returnal. O novo jogo da Housemarque, de Resogun e do injustamente esquecido Nex Machina, parece ser um triunfo para a sua habitual fórmula de ação arcade, contando com um ambiente mais surreal onde a repetição parece estar associada à exploração e ao sistema de combate. Ainda é cedo para determinar como será este título da próxima geração, mas o trailer é de cortar a respiração, apresentando um conceito diferente sem perder o que tornou as produções anteriores tão especiais. É para seguir de perto.

Ratchet & Clank: Rift Apart foi uma das primeiras surpresas da noite e um jogo que aguardava há muito tempo. À primeira vista, a Insomniac parece não ter feito grandes alterações à fórmula, mas foi impressionante ver cenários tão vivos e detalhados para um jogo da série. A ideia de navegarmos ao longo de diferentes universos é muito interessante e tendo em conta a aposta no humor, algo me diz que a estória poderá ser fenomenal. Poderá ser um jogo só para os fãs, mas Rift Apart promete ser o início de uma nova trilogia e eu preparado para reencontrar a dupla, agora na nova geração.

Depois de meses de rumores, a Sony confirmou finalmente o desenvolvimento de Demon’s Souls. O remake, que está a cargo da Bluepoint Games, promete ser ambicioso e transportar o título da From Software para um novo patamar. O primeiro contacto foi impressionante, com o trailer a revelar novos designs para as zonas e os vários inimigos do original. Ainda se sabe pouco sobre a nova versão, mas de acordo com algumas fontes, o jogo conta com várias opções gráficas e um novo modo, intitulado Fractured Mode. Será que veremos uma alteração na estrutura do jogo? E como irão reagir os fãs de Dark Souls ao verdadeiro início da série?

O primeiro trailer de jogabilidade de Deathloop apanhou-me completamente de surpresa. Depois da passagem pela E3 2019, a nova aposta da Arkane revelou finalmente o seu conceito e deixou-nos ver melhor este mundo preso num loop temporal. A ideia de controlarmos uma personagem que é obrigada a repetir as mesmas ações até conseguir encontrar uma solução é muito interessante e se aliarmos este conceito ao design de níveis da Arkane, parece que temos uma aposta segura para 2021. Há, no entanto, um elemento catalisador para Deathloop, que é a presença de uma assassina que irá tentar parar o progresso do jogador. Mas será Deathloop um jogo a dois? Poderemos escolher uma das personagens? Ainda não temos respostas concretas, mas a Arkane conseguiu uma vez mais conquistar a minha atenção.

Seria impossível não falar em Resident Evil Village (Resident Evil 8). Os rumores apontavam para uma revelação em breve e a Capcom cumpriu. O próximo capítulo da série parece ser estranho, invulgar, sujo, intenso e completamente demente: e eu mal posso esperar. É incrível ver como a série continua a transformar-se e a dar aos fãs algo novo a cada capítulo. Depois dos remakes de Resident Evil 2 e Resident Evil 3, está na hora de vermos o futuro. Ethan é uma vez mais o nosso protagonista e desta vez contamos com Chris como um dos vilões. Mas o que esconde Resident Evil 8, anos depois dos acontecimentos na propriedade da família Baker? E que ligações terá à mitologia da série? Em 2021, teremos as respostas.

Aproveito para destacar rapidamente Oddworld Soulstorm, Jett: The Far Shore, Solar Ash, Kena: Bridge of Spirits e Ghostwire Tokyo como alguns dos títulos que me surpreenderam pela positiva. Como disse anteriormente, houve um pouco de tudo para os jogadores.

A rota continua traçada para 2020, ainda que sem uma data e preço específicos. No entanto, a Sony já confirmou o lançamento de duas versões: o modelo tradicional e a Digital Edition. A próxima geração parece iniciar-se com esta aproximação ao modelo digital, colocando de parte a presença do formato físico, mas resta saber como o consumidor irá reagir à presença desta versão adicional. O design será afincadamente discutido durante as próximas semanas, mas mantém, na minha opinião, o estilo tradicional da Sony, indo além do que é esperado para uma consola. É um design limpo, irreverente e muito diferente da sua rival. Por enquanto, ainda estranho, mas pode ser que com o tempo se entranhe.

Com a Microsoft e a Sony a darem os primeiros passos, a corrida está iniciada. Resta-nos saber o que nos espera efetivamente no final de 2020. Da minha parte, fico feliz com Resident Evil Village. Alguns hábitos nunca mudam!

Lista completa:

  • GTA V (Re-Release)
  • Gran Turismo 7
  • Spider-Man: Miles Morales
  • Ratchet and Clank: Rift Apart
  • Project Athia
  • Stray
  • Returnal
  • Sackboy: A Big Adventure
  • Destruction Allstarts
  • Kena: Bridge of Spirits
  • Goodbye Volcano High
  • Oddworld Soulstorm
  • Ghostwire Tokyo
  • Jett: The Far Shore
  • Godfall
  • Solar Ash
  • Hitman III
  • Astro’s Playroom
  • Little Devil Inside
  • NBA 2K21
  • Bugsnax
  • Demon’s Souls
  • Deathloop
  • Resident Evil Village
  • Pragmata
  • Horizon Forbidden West

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