ESPECIAIS

Yakuza 2 – Retrospetiva Yakuza

Maior e melhor! No terceiro artigo, falamos do segundo jogo. Confusos? Não é preciso.

Chegámos ao Yakuza 2, o último jogo que joguei na Playstation 2.

Já tinha a PS4, portanto nem sei o que me deu para voltar no tempo, mas lá limpei a consola, liguei a uma televisão pequena e joguei num cantinho da sala.
Não digo que houve um choque ao retroceder gerações porque assim que me habituei aos gráficos do jogo, a história e a jogabilidade trataram do resto. Yakuza 2 é um bom jogo, talvez um dos melhores Yakuza e a versão Kiwami elevou ainda mais a qualidade do título.

Plásticas? Plásticas.

Assim que começamos, levamos com uma longa introdução, mas mesmo enorme. E nada aborrecida porque estão a acontecer muitas coisas, tanto no passado como no presente do clã Tojo. A dada altura, a acção é interrompida por flashbacks (opcionais) para estarem a par do jogo anterior. Uma coisa boa das sequelas é a inclusão de resumos dos jogos anteriores caso queiram saltar logo para um jogo específico, coisa que não recomendo.
Yakuza 2 é uma típica sequela no âmbito de querer fazer mais e melhor e nisso é bem sucedida! Não é só a introdução que é longa, o jogo tem uma maior duração, com mais para explorar em dois novos distritos (Sõtenbori e Shinseicho) e para fazer. Além das habituais missões secundárias, idas ao karaoke e a bares, nesta sequela podemos ser acompanhantes e entreter várias senhoras na arte da conversa e do enrolanço. Infelizmente, esta missão foi removida do Kiwami e substituída pela igualmente viciante gestão de acompanhantes introduzido no Yakuza 0, mas porque não manter as duas?

Exacto!

As coisas estão tensas entre os clãs rivais Tojo e Omi Alliance – quando não estão? E precisam da ajuda do Kiryu – quando não precisam? E a ironia desta série é que apesar de lidar com yakuzas, ter o título Yakuza (no ocidente), não jogamos com um yakuza. Vá, o Kiryu começou como um, subiu na família e chegou a liderá-la por algumas horas, mas nunca o é quando o controlamos porque yakuzas = maus e nós não podemos jogar com maus para não sermos influenciados. Então, ou é expulso ou está reformado. É um bode expiatório engraçado que quero desenvolver.
Nesta sequela surge um dos vilões mais carismáticos, Ryuji Goda, que foi deliciosamente introduzido no 0 como ladrão de calças. Porquê? Só jogando; e uma relação amorosa para a nossa personagem principal, a fantástica Kaoru Sayama que é uma grande personagem por si só e uma mulher com M grande que mete muitos no seu lugar. Infelizmente, desapareceu nas sequelas… Quem também desapareceu das sequelas foi o argumentista Hase Seishū e deu para reparar na descida de qualidade dos argumentos.

Não me interpretem mal, as histórias dos próximos Yakuza continuam over the top, mas falta-lhes a essência dos primeiros; o tom mais sério com mortes e consequências. Quero com isto dizer que falta-lhes os tomates do 1 e do 2, e só o 0 se aproximou (ou ultrapassou mesmo). Mas também fez algo de muito bom: acabou com as dobragens inglesas, deixando as vozes e o tom original para uma melhor imersão.
Adorei esta sequela! Os momentos finais são qualquer coisa de genial, desde as reviravoltas aos momentos mais emocionais e depois os créditos todos.

Mas leva uma máscara e mantém a distância social!

Anos depois, não muitos, estava a jogar a versão Kiwami durante um frio ano novo de 2018 para 2019. Tal como a versão PS2 puxava pela consola, a versão PS4 também era um expoente tecnológico porque corria uma versão melhorada e experiente do Dragon Engine, introduzido no Yakuza 6, mas ainda imberbe. O que quer dizer que loadings? Zero. Gráficos? Do melhor que já vimos na consola. Mecânicas? É Yakuza! Os combates eram fluídos e fugir para uma loja não já ajudava porque entravam todos lá para dentro e a pancada era desastrosa com mesas, vidros e pessoas pelos ares, acabando com o dono a expulsar o Kiryu sem razão nenhuma!
A história também foi expandida para acomodar algumas alterações e concluir um fio solto muito mimoso para o nosso Majima que continua pela cidade a arranjar razões para lutar connosco.
Mas quando chegamos ao final, fiquei algo desiludido por terem suavizado os socos sentimentais da versão original. Certo, os momentos estão lá, mas as músicas que os elevaram sumiram como uma versão lindíssima da Silent Night.
Não obstante, Yakuza 2 gozou de um enorme sucesso de vendas em várias plataformas (PS3 e Wii U também) e saiu facilmente no ocidente dadas as vendas dos jogos anteriores e longe dos mimis da localização, se bem que ainda esperámos tal como esperamos a localização do Yakuza 7.

Até ao próximo Yakuza!

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