GEEKOUT

INDIE² – Koi Unleashed & Dreamscaper

Neste INDIE², dois jogos em fase de pré-lançamento enraizados em mecânicas RPG.

Há uns dias, caíram-me nas mãos dois jogos independentes, em forma de preview, e então lembrei-me me roubar o Indie.ex… perdão o Indie2 para fazer uma breve apresentação.

Sem nota de análise ou grandes descrições profundas, venho partilhar a minha breve experiência com dois pequenos jogos dentro do género do RPG, e se valem a pena piscar o olho durante os próximos tempos.

Koi Unleashed

Começando pelo projeto nacional, conheçam Koi Unleashed, um jogo desenvolvido pela Wild Grip, atualmente baseada no Reino Unido.

Inspirado na mitologia e folclore japonês, Koi Unleashed apresenta uma premissa curiosa, com o choque de mundos e de culturas. No controlo de um grupo de quatro aventureiros medievais, onde encontramos personagens de classes típicas do género – magos, espiões, brutamontes, curandeiros ou soldados –, encontramo-nos num mundo estranho e diferente daquele a que estamos habituados. Juntos partimos para a aventura, onde conhecemos personagens peculiares com as quais temos interações engraças e bem escritas, e combates com vários inimigos, como samurais, lutadores, bruxos e outras figuras reminiscentes do folclore japonês.

Esta premissa é, no papel, interessante e do pouco tempo que passei com Koi Unleashed posso dizer que as interações com NPCs, e entre as personagens da nossa guilda personalizada, foram o que mais achei interessante, pelo seu charme e, em parte, por serem apresentadas em português, tornando-se muito fácil de empatizar com as mesmas.

A arte também parece ser um ponto forte, com as personagens a destacarem-se pelas suas cores e animações em low-frame-rate intencional, assim como a ambiência muito cuidada e reminiscente da época que quer retratar, ainda que pudesse primar um pouco mais pelo detalhe.

Com uma perspetiva estilo top-down, controlamos a nossa guilda de área para área e o combate é relativamente simples, controlando uma personagem de cada vez, com a AI a atuar autonomamente, e vamos sampando ataques, de longe ou de perto, dependendo da classe que controlamos.

Não há grande profundidade na jogabilidade e a autonomia da AI não permite grande estratégia, somando a isto uns controlos um pouco insatisfatórios e uma sensação quase nula de ataque, a parte principal do jogo, o combate, deixa um bocado a desejar. No que toca aos controlos, Koi Unleashed joga-se melhor em comando (onde podemos escolher até o layout da PS ou da Xbox) do que com teclado e rato, mas mecanicamente, as motivações para jogar não parecem ser muitas. Esperamos que a versão final do jogo, disponível na Steam, esteja mais polida e divertida.

Dreamscaper

O segundo jogo que tive a oportunidade de experimentar foi aquele que caiu mesmo em boas graças, e para falar dele tenho até receio de “spoilar” a surpresa que revela, mas não há como explicar o interessante de Dreamscaper sem o fazer.

Antes do jogo iniciar, apareceu a mensagem de que era uma versão em desenvolvimento e que se recomendavam os drivers gráficos atualizados. Até aqui tudo ok. O jogo inicia e somos levados para um ambiente rogue-like/dungeon crawler bem genérico, que serve como tutorial. O jogo parece extremamente bem polido, com uma jogabilidade muito acessível e um progresso simples onde vamos limpando salas, derrotando inimigos, descobrindo chaves e assim avançar à próxima área.

E eis que o jogo começa a quebrar. Os visuais passam-se, a imagem fica “glitchada” e eu penso para mim: “Boa, o jogo quebrou, deve ser incompatibilidade dos drivers.” Mas não. Foi intencional: Dreamscaper apresentou-se como um jogo, dentro de um jogo, que é na realidade um jogo dentro de um sonho.

Em Dreamscaper, controlamos uma personagem no seu apartamento, que serve como hub de operações, onde tem uma consola ondo podemos aprender as mecânicas do jogo e a cama, onde a personagem descansa e nos lançamos à aventura nos sonhos.

O pequeno nível introdutório serviu apenas de base para o grosso do jogo, que nos leva até níveis mais complexos e abertos, onde podemos explorar as ações básicas, que se tornam complexas à medida que vamos desbloqueando habilidades e armas.

É um jogo simples, mas extremamente viciante, que nesta build tinha apenas um nível, com puzzles e bosses para derrotar. Visualmente tem muita pinta, com níveis detalhados, animações fluidas e valores de produção, na sua generalidade, muito sólidos. Joga-se extremamente bem, é desafiante e tirando um puzzle onde não percebi bem o seu objetivo, fiquei com muita vontade para ver o que virá aí na sua versão final. que chega à Steam, algures no verão.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: