Na Minha Cama com Ela – #6

Nesta semana, irei falar de dois jogos – um AAA rápido e um indie mais lento. Um Astral Chain frenético, com toda a adrenalina da PlatinumGames e um Three Fourths Home plácido e contemplativo, da [bracket]games.
Duas pessoas com personalidades distintas pelas quais nos podemos apaixonar, a mais fixe e popular e… eu.

É divertido brincar com estas metáforas quando estamos a comparar pessoas a jogos, mas há que admitir uma certa verdade na coisa.
No entanto, não vou forçar, mas vou começar pela aventura da reserva do Astral Chain na Worten.

Se já andam por aqui há algum tempo, devem estar a par das promoções/reservas da Worten e dos respectivos atrasos. Embora não me aconteça regularmente, quando acontece até costumo ser paciente porque tenho jogos em backlog, mas desta vez abusaram e como ia entrar na baixa, quis o que tinha encomendado ainda no Verão!

Quando lá fui para buscar o Dragon Quest XI, qual o meu espanto quando tinham o Astral Chain exposto! O meu Astral Chain esgotado e sem data prevista de entrega – ponto de exclamação. E agora vem a razão desta introdução e um conselho para todos: se isto vos acontecer, levem o jogo ao balcão, ou ao apoio ao cliente, e exponham o caso. Se vierem com o choro de serem lojas diferentes, digam que ou saem de lá com o jogo ou com uma reclamação feita. Porque podem efectuar a troca se tiverem todos os comprovativos.
O funcionário cancela a encomenda online, devolve o dinheiro e abre uma compra nova ao preço da promoção.
Agora, e por favor, não sejam rudes para com os funcionários que não têm culpa, mas sim quem gere a Worten.

Worten Sempre!

E valeu a pena esta chatice? O jogo é bom? Se é!
Astral Chain é aquele docinho exclusivo da Nintendo Switch que é tão Platinum que dói.
É quase surreal como um estúdio consegue lançar tanta coisa boa de seguida – para mim. Ou estou a ter sorte e evitei o pior, mas desde os Bayonetta, Rising, Vanquish, ao emocional Nier Automata, passar para este foi como chegar a um sítio familiar e acolhedor. Só que em vez de pantufas, chá e manta, fui atirado para um aperitivo do Cyberpunk 2077. Dito assim até parece mal, mas não é.
O jogo é basicamente um anime e tem direito a todas as tropes do género, mas como sou fácil, fiquei logo agarrado nas primeiras cenas de acção.
E foi este jogo que me deixou desconfortável porque os braços dormentes não me davam a destreza necessária para puxar de combos e lutar com estilo.
Também foi o jogo que me levou a escrever esta crónica.

Toma que já almoçaste!

E sem querer analisar o jogo a fundo, resta-me dizer que Astral não vive só da acção, também dos momentos mais calmos onde trabalhamos como agentes da autoridade e eu diverti-me a apanhar latas do chão para as reciclar.

Mas, e terão de me perdoar, o jogo que me roubou o coração literário foi o Three Fourths Home.
Não sei como o definir, portanto vou usar a definição no site oficial: short story visual ou, em Camões, um conto visual. Daqueles que costumo escrever, mas sem a componente jogável.
Ei, se quiserem arriscar em mim, tenho imenso material escrito!
O enredo passa-se durante uma viagem de carro, quando a nossa personagem recebe um telefonema da mãe; da mãe passa para o pai; do pai para o irmão.
À medida que as conversas se desenrolam, teremos de escolher os diálogos e podemos optar pelo copo meio cheio ou meio vazio. Este modo de pensar vai influenciar a relação da filha com a restante família, abordando assuntos que já todos vivemos: o crescer, o afastar natural do ninho, a doença e as dificuldades de viver o dia a dia.
Tudo isso, enquanto o cenário de um Nebraska vai desaparecendo na tempestade.

Vroom Vroom

Ao passo que joguei um Astral Chain com muitos F-ck Yeah!, joguei este Three Fourths Home bastante solene e calado.
Quando as poucas horas se acabaram, fiquei a desejar por mais. E repito o cliché: a Nintendo Switch é perfeita para este tipo de livros interactivos e mal posso esperar para explorá-los a todos.

E aí está.
Agora atarei e estragarei tudo com a metáfora inicial: as caladas são as melhores.
Posso adorar jogos de acção, mas se me derem algo contemplativo, far-me-ão muito feliz.

Ficam a faltar mais dois para depois começarmos uma temporada nova.

Até já!

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