Final do ano, tempo de backlog

Aqui estamos nós. Final do ano, doze meses e vários lançamentos depois e a sentirmos o cansaço a instalar-se. 2019 foi um ano intenso, sem pausas, onde recebemos alguns dos melhores jogos desta geração numa sucessão frenética. Todos os meses eram um evento, sem exceção. Resident Evil 2, Sekiro: Shadows Die Twice, Devil May Cry 5, Control, A Plague Tale: Innocence, Death Stranding, Disco Elysium ou The Outer Worlds – foi de loucos. Mas chegámos ao final do ano, às últimas semanas de 2019 e ao mês onde finalmente a indústria dos videojogos abranda. Isto só quer dizer uma coisa: tempo de revisitar o backlog.

Está na hora de olharmos para tudo o que comprámos e que já não nos lembramos de o ter feito.

Não me interpretem mal, não me estou a queixar, mas 2019 foi um ano cheio para o GLITCH. Analisámos quase todos os maiores lançamentos do ano, não parámos ao longo de vários textos, vídeos e eventos. Doze meses depois, estamos finalmente a sentir o cansaço e a querermos desligar o cérebro. É certo que ainda vamos ter mais novidades até ao final do ano, mas da minha parte, a loja está praticamente fechada. Há mais em janeiro! É por essa razão que vos quero levar numa viagem pelo meu backlog e pelos jogos que espero jogar até ao final de dezembro.

O mês começou com Gato Roboto, um adorável – e muito curto – metroidvania que estava na minha lista há meses. A Devolver tem feito um trabalho impressionante no que toca ao lançamento de jogos independentes e 2019 não foi exceção. Gato Roboto é, arrisco-me a dizer, um jogo já de culto e um dos títulos mais injustamente esquecidos do ano. Neste preciso momento, é dos meus favoritos, talvez até no TOP 10, e tudo devido à sua jogabilidade limada, muito intuitiva, e à sua curta duração.

Gato Roboto é um jogo perfeito para a Nintendo Switch. É curto, os seus níveis são muito condensados e a campanha está construída de forma a dar-nos constantemente algo novo. Aliado ao estilo retro está a excelente movimentação e o sentido de humor, naquele que é um jogo perfeito para todos os fãs do género. Devia-o ter descoberto mais cedo, mas infelizmente não há tempo para tudo.

De seguida, regressei finalmente a The Outer Worlds depois de ter jogado 30 minutos em outubro. Com Death Stranding, foi impossível dar atenção a outros jogos, não fosse a análise uma prioridade – que se prolongou ao longo de mais de 50 horas de jogo –, mas sinto que este é o momento ideal para desfrutar o novo RPG da Obsidian. Estou descontraído, o trabalho diminuiu e estou finalmente a entrar no ritmo do jogo e a descobrir o seu humor e foco no diálogo.

The Outer Worlds não é Fallout e estou a achar isso refrescante. As zonas são mais curtas, mas bem desenhadas, e estou a encontrar personagens e decisões que me estão a agarrar ao mundo do jogo. Não sei se acabará por ser um dos meus jogos do ano, mas é sem dúvidas um belo regresso para a Obsidian e uma chapada sem luva para a Bethesda. Vamos ver o que me esperará nas próximas horas, mas até agora, só me posso queixar da simplicidade do sistema de combate e dos gráficos pouco atraentes na Xbox One S.

O mundo hipercapitalista e corporativo é refrescante, mas quero descobrir mais para além de algumas piadas fáceis.

Outro jogo que estava no meu radar era Remnant: From the Ashes, que a Microsoft decidiu “oferecê-lo” ao adicioná-lo ao serviço Xbox Game Pass. Como um Dark Souls “mas com pistolas”, Remnant: From the Ashes parecia ser o jogo mais banal do ano, mas para surpresa de todos, conquistou gradualmente a crítica e os jogadores. Agora que já está esquecido e que ninguém o está a jogar, lá saltei de cabeça para o seu mundo de monstros e pistolas à procura de uma experiência Dark Souls, e o que encontrei foi algo parecido e familiar.

Sou fã da From Software, mas agora, prefiro ver o que os outros estúdios fazem com o género enquanto a produtora japonesa continua a experimentar e a inovar. Sinto que a fórmula está bem entregue e em constante mutação, com Remnant: From the Ashes a apostar numa experiência mais próxima de um jogo de ação na terceira pessoa, mas focado na cooperação. Infelizmente, ainda não consegui jogar com amigos, mas tenho apreciado o ritmo do jogo, a duração das suas zonas, o design dos monstros (ainda que se esteja a repetir um pouco) e a evolução das armas e dos equipamentos. A aposta em duas armas principais, nas modificações, que desbloqueiam novas habilidades, e numa evolução mais próxima do que vemos num RPG – com pontos que podemos distribuir pelos vários atributos –, dão-lhe uma maior personalidade. Vejo-me a chegar ao fim, mas vamos ver o que acontece.

Com o Xbox Game Pass e o PlayStation Now, não esquecendo os serviços no PC, os nossos backlogs ganharam um novo significado.

Estes são, de momento, os jogos em destaque, mas tenho muito mais para jogar até ao final de dezembro. Tenho jogos que comprei e que ainda nem comecei, quanto mais acabar o que tenho a meio. Posso adicionar à lista My Friend Pedro, que ainda só joguei uns níveis, PAN-PAN, A Robot Named Fight!, DOOM II, Anodyne, Odallus, o eterno Red Dead Redemption 2 e está nos planos revisitar Halo: Reach. A lista não acaba!

Fora do backlog, tenho apenas três jogos que quero muito adquirir até ao final do ano: The Surge 2, Star Wars Jedi: Fallen Order e Katana Zero. De certeza que a lista é mais longa, mas estes são os três jogos que sigo constantemente à espera de uma promoção e que tenho pena de não ter analisado. Muito pode acontecer até ao final de dezembro e até lá, vou aproveitar a época festiva para descontrair e jogar o que quero, quando quero. Como é cruel a vida de crítico, já viram?

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