Na Minha Cama com Ela – #3

Aconteceu que antes de ficar de baixa, reservei Death Stranding. Um jogo para andar de um lado para o outro – perfeito para alguém que não o pode fazer. A Alanis bem que podia acrescentar esta parte à música.

Rindo da situação, ei-lo a chegar bem no dia de lançamento, uma sexta-feira e com um fim de semana para desfrutar da obra do senhor Kojima. Mas… havia um problema. Vários. Primeiro, a consola estava ao nível do chão e eu não me podia dobrar. Colocar o disco iria ser a primeira grande aventura, mas após risos e várias sugestões de comparsas, tinha de dar uma à MacGyver: liguei a televisão, a consola e vi que não tinha nada inserido. Depois equilibrei o disco do jogo no pé e tentei enfiá-lo na consola, esperando que esta fizesse o resto. Nope.

Please understand.

Caiu logo ao chão… plano B. Deitei-me no sofá, mudei-me para a mesa de apoio e estiquei braço e dedinhos até apanhar o jogo e enfiá-lo na consola… para actualizar durante uma hora. Fantástico! Até que pude jogar.

No total, desde o lançamento e até agora, joguei umas três horas. Uma, no dia, outra em que não fui eu, mas o meu irmão e, depois, na semana seguinte. A questão era, estar no sofá não era confortável e colocar em risco a recuperação não fazia parte dos meus planos. Jogar remotamente aconteceu, mas os soluços fizeram-me despedir do Norman até… para o ano?

A única forma de jogar Death Stranding. Ponto.

E o que achei do que provei do jogo? Olhem, gostei. Bastante! Não posso dizer que vi muito da história para dizer isto e aquilo ou que o homem é um génio, mas aquelas horas que passei com o jogo foram contemplativas. Andei bastante, e deitado, cruzei riachos, escalei montanhas e ajudei na construção de pontes. Arranjei uma mota e dei tareia nos inimigos (e apanhei). Fiquei enamorado pela banda sonora e confirmei a minha paixão pelo silêncio e pela solidão. Real e virtual. Talvez ter jogado três horas, uma por dia, tenha ajudado nesse sentimento. É possível que, ao começar a jogar mais regularmente, mude de ideias. Passe a odiar, até.

Ou então, se calhar é melhor jogar com moderação, bebendo poucas horas de jogo. Até porque voltarei ao trabalho e adeus tempo livre e de introspecção.

Até à próxima semana. Cá continuarei, Death Stranding neste quarto.

Agora vou descansar.

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