Na Minha Cama com Ela – #2

Por: André Pereira

Na passada semana, estive na cama com o Breath of the Wild. A última vez que peguei no jogo foi em 2017 ou assim indicava o ficheiro de save. O tempo voa quando nos divertimos. Ou jogamos outras coisas. Talvez melhores.

Como já tinha terminado o jogo e tinha a expansão por passar, esta baixa mostrou-se a altura ideal para voltar a Hyrule. Mas havia algo de errado… Este não era o jogo pelo qual me tinha apaixonado. Eu estava a jogar algo que me era estranho.

Estou tão perdido.

Na minha cabeça, eu sabia que Breath of the Wild tinha sido o primeiro passo numa nova direcção, com um mundo lindo para explorar, um lore misterioso que nos fez passar horas e horas a jogar, mas sem aquele sumo que nos faz bem. Sentia a ausência da narrativa ou dos elementos tradicionais da série como bosses carismáticos, ou as masmorras tradicionais. Assim, com todas as minhas faculdades mentais, tenho de dizer que este Breath of the wild é um mau The Legend of Zelda, e apenas um jogo de aventura muito bom.

Os óculos da nostalgia são tramados e o meu mal foi ter jogado Link’s Awakening há semanas. Mas quando o joguei, senti-me a apaixonar outra vez por aquele “mundinho” e mecânicas tão familiares. Por Zelda! O que interessa em Breath of the Wild já aconteceu e é um óptimo jogo para olhar para trás, mas péssimo para olhar para a frente. Desde os destinos dos Campeões às baladas do Kass, é impossível não ficar emocionado com o tempo que perdemos até começarmos a jogar.

Só que falhou no presente: a história era mínima e os vilões insossos; o jogo era um encher de chouriços com micro templos e tarefas aborrecidas. Os fãs de puzzles estavam nas suas sete quintas, mas quem procurasse um fio condutor para os fazer tinha de procurar noutro lado. Só não falo na componente técnica porque o jogo era um deleite para os ouvidos e olhos.

Alguns destes eram mesmo bons; outros, nem por isso.

E quando peguei na expansão com a expectativa de saber mais dos Campeões, tive uma validação desse sentimento de vazio. Sentia que estava a perder tempo e isso é mau quando se trata da minha série favorita. Mas havia mais história, uns míseros poucos minutos para cada Campeão, desbloqueados após uma corrente de puzzles e bosses repetidos. E quando terminei uma, fiquei com a sensação de é isto? Já não estou a sofrer o suficiente? A recompensa não estava a compensar o esforço quando podia estar a jogar outra coisa do backlog.

Estou de coração apertado porque o jogo que julgava amar não é o mesmo. Ou talvez seja, mas eu mudei. A sequela foi anunciada e eu estou eufórico!, mas apreensivo… Gostaria mesmo que voltassem às origens, ao que fez de ZeldaZelda e não um jogo de mundo aberto genérico. Ou, pelo menos, deixem-me jogar com a Zelda!

Como esta ainda vai demorar, talvez a distância nos fará melhor. Mais uns anos não farão mal. Talvez acabe por sentir saudades do que tivemos. Aconteça o que acontecer, teremos sempre os clássicos.

E joguem Link’s Awakening!

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