The Stretchers | GLITCH REVIEW

Lançado de surpresa na eShop, The Stretchers é um dos exclusivos mais peculiares da Nintendo Switch. Produzido pela Tarsier Studios, que nos trouxe anteriormente Little Nightmares, o jogo cooperativo coloca-nos em controlo de dois maqueiros que têm de ajudar e resgatar vários doentes atacados pelo terrível Captain Brains. Para tal, só precisam de colaborar, estender as suas macas e levar os pacientes para o hospital a tempo, numa experiência curta, mas cheia de charme.

É impressionante pensar que a Tarsier Studios veio de Little Nightmare para The Stretchers, abandonando o género de terror para nos dar um divertido jogo cooperativo. A palavra de ordem é mesmo a colaboração, apesar de ser possível jogar a solo, com cada jogador a controlar um dos maqueiros, identificados pelas cores azul e vermelho, ao longo de vários níveis repletos de desafios e pequenos quebra-cabeças. O jogo estende-se ao longo de uma ilha colorida e muito animada, que podemos explorar livremente, e oferece níveis interessante e alguns até difíceis, juntamente com missões secundárias que podemos completar para desbloquear itens e colecionáveis.

O controlo é muito intuitivo e funciona perfeitamente em doses pequenas, com cada nível a poder ser acabado em menos de 10 minutos. The Stretchers coloca-nos sempre em desafios diferentes, ainda que repita algumas das suas zonas, onde a missão de encontrar e transportar os doentes poderá não ser tão fácil como poderíamos antever. O controlo dos maqueiros é dividido pelos dois jogadores, com cada um a ficar encarregue do Joy-Con correspondente e responsável pelo controlo de uma só personagem. O jogo constrói assim a sua campanha em redor desta colaboração, onde nenhuma ação pode ser realizada sem a ajudar do colega (pelo menos de forma eficiente), como o simples ato de retirar a maca, que requer a entreajuda dos jogadores.

Alguns níveis exigem a vossa atenção total e outros necessitem que alterem parte dos cenários, como cortar a relva, ou que utilizem vários objetos para alcançarem áreas anteriormente indisponíveis. O jogo segue assim um ritmo muito fixo, onde levam os maqueiros à volta da ilha e à procura de itens, de melhorias e de novos pacientes para ajudarem, com o mapa, não muito extenso, a ser um dos destaques. Com um foco na busca pela melhor pontuação final, onde podem contar com um bónus para o tempo mais rápido, é possível repetir qualquer nível e melhorar a vossa prestação.

Os níveis são, na sua maioria, temáticos e apresentam vários desafios diferentes que requerem sempre a colaboração dos dois jogadores.

The Stretchers é simples e direto, e apesar de não oferecer muito mais do que esta experiência cooperativa, nunca deixa de ser divertido. A combinação entre personagens é satisfatória e os níveis oferecem desafios suficientemente variados para não sentirmos que se repetem. A colaboração leva a excelentes momentos de couch gaming, com a Nintendo a apostar uma vez mais nesta prática quase desaparecida na indústria. E para o seu foco e preço, The Stretchers faz o seu trabalho da melhor maneira possível, sem surpreender, mas sempre com um charme sinónimo da gigante japonesa, de onde destaco as animações dos dois maqueiros.

Infelizmente, não há muito a dizer sobre The Stretchers. É um jogo que não ambiciona ser mais que aquilo é e fá-lo bem, apesar de não ser um dos melhores do género. É perfeito para jogar a dois e apresenta um leque interessante de níveis, com colecionáveis e missões secundárias, que vos motivará a explorar tudo o que tem para oferecer. Existem ainda troféus, ou achievements, que podem desbloquear, sob a forma de autocolantes, e objetivos adicionais para cada nível, aumentando assim a longevidade do jogo.

A ilha é explorável e podem encontrar desafios adicionais ao longo das várias localidades.

A solo, a experiência é um pouco mais desorientadora, com o jogador a controlar os dois maqueiros em simultâneo, levando a momentos de alguma confusão. É um jogo pensado para duas pessoas e nota-se, mas se quiserem jogar sozinhos, aconselho-vos a perderem algum tempo a dominar os controlos antes de se aventurarem pelos níveis mais intensos. A coordenação é essencial, e talvez tenha sido esse o meu problema, mas a solo, encontrei algumas dificuldades no controlo e na movimentação das personagens, com as mecânicas a causarem mais ruído, devido à combinação entre elas – como o manuseamento de máquinas ou de alavancas –, não existindo um equilíbrio tão saudável como no modo cooperativo. É funcional, e ainda divertido, mas é um jogo para duas pessoas e nunca o deixa de ser.

The Stretchers é uma pequena experiência que funciona dentro do seu género e cujo molde é suficientemente sólido para suplantar alguns dos seus problemas, nomeadamente a longevidade. Se estão à procura de um novo jogo cooperativo, este poderá ser uma boa escolha.

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise foi cedido pela Nintendo Portugal.

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