Stranded Sails – Explorers of the Cursed Islands | GLITCH REVIEW

Não é fácil encontrar um lugar no expansivo género de sobrevivência e gestão. Com títulos como Ark, DayZ e Minecraft ainda populares, é difícil surpreender os jogadores e conquistar a sua atenção. Stranded Sails – Explorers of the Cursed Islands tenta agora a sua sorte ao apostar não só na criação de uma aldeia, mas também na gestão de recursos e no cuidado de quintas, numa campanha que só faltou ser divertida.

O início é igual a tantos outros do género. Com a promessa de uma nova vida, o nosso protagonista, que também pode ser uma rapariga, viaja com o pai para uma nova terra onde procura uma segunda oportunidade. Pelo caminho, o destino decide bater à porta e no meio de uma enorme tempestade, o barco onde viajavam é destruído e os seus passageiros espalhados ao longo de uma ilha hostil. Agora sozinhos, os sobreviventes têm de lutar pela sua vida e criar uma nova comunidade neste ambiente inexplorado à medida que descobrem os seus segredos e lutam contra os seus monstruosos habitantes.

A partir do momento em que chegamos ao arquipélago, o nosso objetivo divide-se pela descoberta de sobreviventes e pela construção da comunidade. Como um jogo de sobrevivência, Stranded Sails dá-nos uma experiência mais simplificada e pensada para os mais novos, colocando-nos a gerir unicamente a energia do nosso protagonista, que determina o número de ações e tarefas que podemos realizar por dia. Com os primeiros sobreviventes descobertos, a aventura começa e vemo-nos rapidamente a recolher material e a explorar a primeira ilha em busca de recursos à medida que desbloqueamos novas opções de gestão e recursos.

Stranded Sails permite-nos construir casas e equipamentos, lavrar campos, cozinhar e lutar contra um leque variado de inimigos. O jogo nunca vai além deste ciclo de ações, aproximando-se ocasionalmente de títulos como Harvest Moon e Deiland, mas sem nunca se destacar. Apesar da sua tentativa em dar-nos uma grande variedade de mecânicas, o jogo cai numa repetição incontornável que é agravada por uma jogabilidade pouco profunda e muito lenta. A energia do protagonista consome-se rapidamente, o que nos obriga a parar o que estamos a fazer para descansar mais vezes do que deveria, quebrando assim o ritmo do jogo. A própria gestão é tão simples que mal sentimos o peso do tempo e das nossas decisões, com o jogo a encaminhar-nos numa linha reta ao longo de uma campanha sem imaginação.

Os menus tentam dar-nos acesso rápido a todas as ferramentas, mas a sua mudança é tão repetitiva que o jogo perde o seu ritmo, até mesmo quando temos algumas opções de construção.

Na verdade, Stranded Sails nem parece ser um jogo deste género, mas sim um híbrido que não sabe bem o que quer ser. Há ainda uma aproximação ao género RPG e ao combate simples, mas intuitivo de The Legend of Zelda, mas sem grande efeito. A lentidão é constante, os diálogos são básicos e a história não nos motiva, mesmo através da sua inocência, a continuar em frente. O aborrecimento é subjetivo, e todos sabem isso, mas aqui é tão palpável que não sei como o irão contornar. Pelos trailers, parecia ser um jogo muito mais divertido e envolvente, mas o que encontramos é uma campanha cheia de clichés com gráficos que parecem ter saído do mercado mobile.

Stranded Sails não é um mau jogo, mas é cansativo e incapaz de nos dar motivos para continuarmos a jogar. Existem jogos melhores que conseguem fazer mais e melhor com menos quando Stranded Sails tenta ser tudo ao mesmo tempo. No final do dia, é apenas mais um jogo sem originalidade que precisava de uma maior personalidade para se destacar.

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (Xbox One) foi cedido pela Evolve.

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