10 Jogos 10/10 para jogar num dia 10/10

10/10! Aquele selo que todos os jogadores anseiam ver quando saem as análises dos jogos que mais antecipam. Aquele selo que serve de argumento para qualificar um jogo como o melhor do ano, da década, da geração e, às vezes, até de sempre.

Num dia 10/10, como o de hoje, 10 de outubro, vamos olhar para trás, até ao início desta geração. E antes que nos cheguem mais titãs aos PCs e consolas atuais, vamos celebrar este dia, inventado à pressão por nós, e escolher os nossos 10/10.

Mas com um twist. Estes não são necessariamente os jogos a que demos 10 no Glitch (ainda que exista pelo menos um) ou jogos aclamados pela crítica (ainda que sejam quase todos), mas aqueles que no nosso coração, com os seus defeitos e feitios, consideramos que foram os que mais nos marcaram e satisfizeram.

Para esta seleção, cada membro do Glitch escolheu 10 jogos sem mostrar a ninguém, depois escolhemos aqueles que eram comuns e por fim, os que sobraram… bem nomeamos um pouco as cegas. Mas o que importa é que temos aqui 10! Não por top, mas sim por ordem alfabética, porque para nós, todos são especiais.

Canelo – Seria impossível falar nesta geração sem mencionar um dos títulos da FromSoftware e Bloodborne é um dos picos da produtora japonesa. No que toca à sua direção de arte, ainda é incomparável, sem falar no seu combate assente no risco e na recompensa, e na velocidade. Apesar da sua dificuldade, é um jogo que deve ser jogado por todos.

David – É possível gostar assim tanto de um jogo, mesmo sem nunca o ter terminado? Eu acho que sim. Por isso abraço Bloodborne mesmo sem ter terminado este animal. A culpa não é dele, é minha e da minha tolerância limitada na minha run que ainda pretendo acabar. Mas após muitas sessões animadas entre amigos enamorados pelo mundo, sinto que tudo o que dizem sobre ele é verdade, do tempo que passei nele senti e absorvi isso tudo. Mesmo inacabado, marcou a minha jornada na PlayStation 4. PS: Vai-te catar Rom!

Canelo Este renascimento jorra diversão e uma clara vontade em dar aos jogadores o maior controlo possível sobre uma das campanhas mais viscerais que já joguei. DOOM é frenético, imparável e um dos melhores FPS desta geração.

David – Mas que bailado brutal. Este foi o jogo que me introduziu à série a sério e acredito que não tenha sido o único. A absurdidade do universo de DOOM aparece aqui com uma nova luz, com visuais de topo aliados a uma jogabilidade frenética e a o novo género musical dinâmico, que tornam todos os encontros numa explosão de adrenalina sem igual. Com uma campanha sólida e de duração certa, e um endgame à antiga com modos arcade, para mim, este tornou-se uma espécie de novo standard dos FPS de ação.

Canelo – O regresso de Kratos foi uma surpresa a todos os níveis, livrando-se da linearidade dos títulos anteriores para se aventurar por um mundo mais extenso e quase aberto. A junção entre o combate, a exploração e a história, de onde destaco as personagens, fazem com que seja não só um dos melhores exclusivos da PS4, mas também da atual gração.

David – Posso dizer que gostei moderadamente da série God of War até ao regresso de Kratos. E é por isso que nada me preparava para o que o exclusivo da PlayStation 4 estava prestes a trazer. A surpresa inesperada da nova prespetiva foi apenas a ponta do iceberg neste monumental jogo em que todos os seus elementos foram elevados a 11. Nos momentos mais emocionantes, como a primeira batalha, saltei da cadeira a gritar ao lado de Kratos e Atreus, e nos momentos mais emotivos ao som da banda sonora de Bear McCreary, só queria um lenço e um abraço. Uma jornada memorável e inesquecível.

David – Robôs Dinossauros. É preciso dizer mais alguma coisa? Claro que sim. Foi este o jogo que me fez comprar a PlayStation 4 e honestamente foi uma das melhores experiências que tive na consola. O mistério do regresso à idade da pedra, mas com máquinas que vagueiam pelo mundo, foi o meu maior drive inicial e mesmo que a sua resolução não tenha sido a melhor, a jogabilidade e a exploração deste mundo em reconstrução foi das experiências mais zen. Este é também um dos jogos mais bonitos que tivemos nesta geração e mesmo com 100% já feito, adoro meter a minha PlayStation 4 a voar mais uns minutos para tirar umas fotos com a Aloy e os seus bots.

Vanessa – Além de ter uma personagem feminina badass – que, apesar de ter um cabelo fixe, infelizmente não manteve os caracóis dos primeiros trailers – Horizon Zero Dawn é um jogo inovador e extremamente bonito a nível gráfico. A sua narrativa não é memorável e tem as suas falhas, mas assume-se como um lançamento diferenciador, que explorou novas temáticas e mecânicas de jogabilidade. E, claro, robôs dinossauros!

Canelo – Em muitos sentidos, é o melhor jogo que joguei nesta geração, dando-nos uma compreensão quase cinematográfica sobre tensão e uma das bandas sonoras mais arrepiantes e diegéticas que encontrei no género.

Duarte – Talvez controverso, vejo Inside como um walking simulator e o melhor de todos. Linear e com um foco inequívoco na narrativa em vez de um desafio mecânico, existe aqui o predeterminismo típico desse género, noção que integra na própria temática. É como um filme interactivo, um que merece ser revisitado uma mão cheia de vezes.

David – WTF. Em meia dúzia de horas, senti que joguei uma das melhores experiências cinemáticas não só da geração, mas de sempre. Simples, delicado, artístico, “bold”, a jornada de Inside é memorável pelas suas fantásticas setpieces, pelo tom desconfortável das zonas por onde passamos e claro, pelo seu final ambíguo e estranho. Um jogo difícil de jogar uma segunda vez, mas recomendado a toda a gente.

Canelo – Apesar dos seus problemas, The Phantom Pain continua a ser o jogo que mais horas me roubou nesta geração. A jogabilidade é tão variada, tão limada e apurada que nos sentimos sempre em controlo total de Snake e das suas ações. Os detalhes não se ficam apenas pela jogabilidade, com o mundo a dar-nos muito para descobrir, ainda que seja vítima de uma história cheia de problemas e de missões repetitivas.

David – Esta foi sem dúvida a geração que me abriu as portas a algumas das séries mais importantes da indústria. Não fosse The Phantom Pain e o mistério em volta da sua produção, eu não teria certamente jogado alguns (não todos) os jogos anteriores, nem teria o hype que tenho hoje para Death Stranding. The Phantom Pain, mesmo com os seus problemas, deu-me quase tudo o que queria do jogo desde o seu anúncio, com conspirações pré-lançamento hilariantes que geraram discussões fantásticas com amigos, à descoberta de todos os easter-eggs ao longo da aventura. A cereja no topo do bolo foi mesmo a sua jogabilidade aliada a toda a apresentação que só o Hideo Kojima é capaz.

David – Eu sempre gostei de videojogos mas, “escapismo” não era algo que procurava neles. Red Dead Redemption 2 serviu disso na altura em que saiu, que coincidiu com uma fase muito estranha da minha vida. Coincidência ou não, alguns dos temas do jogo acabaram por mexer comigo de uma forma emocional como nunca outro jogo conseguiu fazer. Uma prova, talvez, de que o “premium drama” em jogos como Red Dead Redemption 2, com uma narrativa e desenvolvimento de personagens fortes estão num patamar tão elevado que eliminam qualquer problema técnico ou design que o mesmo possa ter, algo que até nesses pontos, Red Dead Redemption 2 brilha.

Duarte – Há vários problemas com a prequela da tragédia de John Marston – capítulos inúteis, um epílogo desnecessário, uma dificuldade incoerente, entre outros -, mas Arthur é um dos melhores protagonistas desta geração, um que me fez vestir a sua pele de forma pouco saudável. No fim, não chorei, mas verti uma lágrima.

Vanessa Red Dead Redemption 2 foi uma viagem incrível e emocionante. O primeiro videojogo que me fez chorar e mais um marco na história da Rockstar. Além de um mundo rico, vivo e incrível de se explorar, a mestria da narrativa e da construção de personagens é soberba – não fosse o desenvolvimento de Arthur, como personagem, uma referência incrível quando o assunto são protagonistas marcantes. No final, ao contrário do Duarte, chorei baba e ranho. Este é daqueles jogos que adoraria poder esquecer para voltar a jogar.

Canelo – O regresso de Fumito Ueda não desapontou e trouxe-nos uma das campanhas mais belas e emocionais do catálogo da PlayStation. A relação entre o jovem e Trico, o seu amigo monstruoso, é um dos maiores riscos da carreira de Ueda, que muitos não compreenderam, mas é igualmente um dos seus triunfos. Ninguém faz jogos como Ueda e The Last Guardian é um exemplo claro da sensibilidade dramática do produtor tanto na história como na jogabilidade.

Duarte – Tenho uma relação muito especial com o trabalho de Fumito Ueda e, para mim, The Last Guardian é a sua obra-prima, uma aventura que me pasma com o imaginário ao mesmo tempo que esmurra o estômago com a sua tragédia agridoce. Tem bugs, sim, alguns imperdoáveis para muita gente, mas é único na sua proposta, coisa tão rara quanto difícil nesta indústria.

Canelo – A Liberdade e exploração nunca estiveram tão em sintonia como aqui. BoTW é um triunfo e um dos melhores, senão mesmo o melhor, jogo open world que já joguei, desde o design do seu mundo até aos sistemas que conseguiu implementar na sua jogabilidade profunda, mas igualmente intuitiva.

David – Este foi o meu primeiro jogo da geração. Este foi o único The Witcher que joguei. E este foi provavelmente o jogo em que passei mais horas nesta geração (499). The Witcher 3 é absolutamente incrível, com uma mixórdia de géneros, com sci-fi, trama-politica, e fantasia, como nunca absorvi em mais lado nenhum. Com um dos mundos mais bem caracterizados e um leque de personagens tão bem elaboradas que não consigo imaginar as suas versões live-action (desculpa Henry Cavill), The Witcher 3 não é só um dos meus favoritos da geração. É um dos meus favoritos de sempre.

Duarte – Do estrelato underground com Assassins of Kings ao reconhecimento mundial com The Wild Hunt, a passagem da série de RPG hardcore para action RPG foi o melhor que a CD Project RED podia ter feito. Devo ter as mesmas horas em The Witcher 2 como em The Witcher 3, com a diferença de que não passei do segundo acto de Assassins of Kings e pouco faltou para platinar The Wild Hunt.

Vanessa The Witcher 3 é aquele RPG que eu adoraria voltar a (ter tempo para) jogar. Tal como aconteceu com o David, foi o meu primeiro jogo da geração e, apesar de o ter negligenciado durante um ano, é uma das experiências mais marcantes que já tive com um videojogo. Tudo é incrível no mundo de The Witcher 3 e devia ser obrigatório jogar os DLC. Blood and Wine faz o meu coração aquecer sempre que me lembro de Toulouse ou ouço a sua banda sonora no Spotify. Ah! E, claro, o (sexy) Geralt é o meu crush eterno dos videojogos! #TeamYenn

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