10 Jogos Que (Se Calhar) Não Jogaram em 2019

Com 2019 a entrar na rapidamente na época dos blockbusters e na sua reta final, esta é a última oportunidade que temos para parar e respirar antes de jogos como Death Stranding e Call of Duty: Modern Warfare chegarem ao mercado. Para aproveitarmos estas últimas semanas de sossego, decidi olhar para trás e descobrir alguns dos jogos já esquecidos pelos jogadores ao longo do ano e que merecem uma segunda oportunidade.

Onimusha: Warlords

Apesar de ser um relançamento com poucas novidades, Onimusha: Warlords simbolizou o regresso de uma das melhores (e mais esquecidas) séries da era das 128 bits. É uma verdadeira cápsula do tempo, transportando-nos para um modelo clássico que mistura o melhor dos jogos de aventuras com a tensão dos survival horror. Esperemos que seja o princípio de uma série de relançamentos no PC e consolas, mas até lá, não deixem de revisitar este clássico.

A nossa análise

Sekiro: Shadows Die Twice

Pode parecer incrível, ainda mais quando se trata do mais recente título da FromSoftware, mas Sekiro parece estar destinado ao esquecimento. O jogo de ação decidiu quebrar moldes e afastar-se o mais possível da fórmula Dark Souls, apostando numa jogabilidade mais assente no combate rápido, na defesa e no contra-ataque, e na navegação inteligente pelos cenários amplos. Sekiro é a FromSoftware no seu melhor, mesmo que seja mais limitado no que toca aos conteúdos, e é um jogo que não deve ser esquecido.

A nossa análise

Baba is You

Antes de Untitled Goose Game, existia Baba is You, um jogo de puzzles diferente de tudo o que já vimos. Ao contrário dos restantes títulos do género, Baba is You transforma a sua jogabilidade no próprio quebra-cabeça, dando aos jogadores a possibilidade de alterarem o objetivo e o significado de certos objetos nos níveis. Se têm de chegar ao outro lado do nível e existe uma parede a separar-vos do vosso objetivo, podem simplesmente definir que Baba, a vossa personagem, é agora a parede. Se gostam de bons puzzles, não percam este jogo.

A nossa análise

A Plague Tale: Innocence

Naquela que é, a nível pessoal, a experiência mais dramaticamente reconfortante e envolvente que encontrei em 2019, é impossível não destacar A Plague Tale: Innocence. Este jogo de aventuras, muito focado na sua narrativa, foi aclamado pela crítica, mas parece não ter agarrado o interesse dos jogadores, não fosse já esquecido até pelos fãs. Numa época em que os jogos lineares e narrativos começam a desaparecer, Innocence é uma lufada de ar fresco com boas personagens e uma história capaz de apertar o vosso coração. Se estão na dúvida, relembro que existe agora uma demo com o primeiro capítulo do jogo.

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Samurai Shodown

Para o Duarte parar de jogar Dragon Ball Fighterz durante várias semanas, Samurai Shodown só pode ter sido um passo na direção certa para a série. O reboot/sequela limou a jogabilidade e deu aos fãs do género um sistema mais focado no contra-ataque e na punição de passos em falso. É um jogo impróprio para cardíacos com ataques capazes de derreter uma barra de energia inteira se não estiverem atentos. Em 2019, continua a ser a grande novidade do género.

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Dragon Quest Builders 2

Ao contrário do original, Dragon Quest Builders 2 não perde tempo e coloca-nos logo no centro de uma história intrigante e de um mundo livre e cheio de possibilidades. A jogabilidade foi limada, os menus foram simplificados e o foco foi concentrado na aventura e na construção, dois dos elementos principais da série. É uma sequela que suplanta o original em quase tudo e é um jogo perfeito para aqueles que procuram algo mais estruturado e clássico do que Minecraft.

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Bloodstained: Ritual of the Night

Tentei manter as minhas expectativas controladas antes do lançamento de Bloodstained: Ritual of the Night. Com Castlevania desaparecido – e olhando para o estado do mais recente Contra, se calhar é o melhor que lhe podia acontecer – e Mighty No. 9 para sempre na memória, previa o pior para este regresso de Koji Igarashi ao género, mas fui surpreendido por um jogo sólido, divertido e até desafiante. Ainda que apresente alguns problemas, nomeadamente na forma como transmite certas mecânicas e a sua utilização no mundo do jogo, Bloodstained é um regresso em grande, dando-nos o melhor dos jogos de plataformas com a exploração dos metroidvanias e o sistema de evolução dos RPGs.

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KIDS

É difícil falar em KIDS sem nos perdermos um pouco. Se à primeira vista parece ser um simples jogo mobile, onde controlamos uma multidão de personagens, tudo se torna mais difuso e surreal quando nos debruçamos sobre o seu conceito. KIDS pode ser um simulador social como pode ser uma experiência filosófica. Se calhar até é uma mistura dos dois, senão mesmo mais do que isso. KIDS é, acima de tudo, um dos melhores jogos mobile que jogámos este ano e a Vanessa ficou encantada com a experiência. Se precisam de companhia para as viagens para o trabalho, digam olá a KIDS.

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Control

O novo título da Remedy Entertainment só chegou às lojas há um mês e já parece ter sido esquecido pela maioria dos jogadores. Vamos mudar isso. Control é um dos melhores jogos de ação deste ano e uma das experiências mais pessoais, surreais e esteticamente desafiantes que vimos nesta geração. É um quebrar do molde, ainda que a história possa desiludir alguns de vocês, e é um jogo com tanto para oferecer que é impossível não ficarmos rendidos ao seu mundo. A Remedy continua a surpreender, a inovar e a ambicionar – e esperemos que isso nunca mude.

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Darkwood

Apesar de não ter analisado Darkwood para o GLITCH, não consigo não deixar esta recomendação de peito aberto. Se gostam de jogos de terror e sobrevivência, se adoram histórias fortes e ambientes perturbadores, onde o horror e o macabro andam de mãos dadas, então vão adorar Darkwood. As suas inspirações europeias e a sua banda sonora são outros dos destaques que o tornam num jogo imprescindível para os fãs. Há muito tempo que não me assustava assim com um jogo e é isso que adoro em Darkwood: nunca me sinto seguro, nada é aquilo que parece e o ambiente é tão pegajoso que quase o sentimos.

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