O MELHOR DA E3 2019

Uma semana depois do encerramento da E3 2019, chegou a hora da introspecção e de decidirmos quais foram os melhores jogos da edição deste ano. Desde clássicos ressuscitados até a RPG futuristas, esta é a lista da equipa do GLITCH.

DAVID

Apesar da minha “revolta” com as demonstrações da E3 2019, tenho de admitir que achei efetivamente emocionante o pouco que vi de Halo: Infinite. Emocionante em várias dimensões. Pelo futuro da saga, pelo lançamento em plataformas da próxima geração e pela nostalgia escondida por detrás da cara lavada da série.

Há tanta coisa boa na cinemática mostrada que podia passar um dia a fazer apontamentos a tudo o que aparece no ecrã, mas posso desde já dizer que Master Chief aparece aqui com o melhor design que a série já mostrou e que os segundos finais do trailer, com a voz-off da Cortana embrulhada numa nova versão da “Luck” de Halo 3, deixaram-me com o maior sorriso e as lágrimas mais doces na cara.

Provavelmente não vou gostar tanto de Astral Chain como antecipo, mas tudo o que foi mostrado durante a Treehouse da Nintendo, foi impecável. Depois de NiER: Automata, é claro que quero ficar atento ao que a equipa de produção vai fazer a seguir. Aqui não vamos contar com a cabeça Lyncheana de Yoko Taro, mas vamos ter o realizador de Automata a colaborar com Hideki Kamiya num jogo de ação com mecânicas inovadoras e uma killer soundtrack, com um pouco de djent à mistura.

Algo que me impressionou, na verdade foram os visuais que parecem puxar pelas capacidades da Nintendo Switch e, só por isso, quero muito ver o jogo a correr nas minhas mãos.

Não fiquei logo rendido ao ver a sua apresentação durante a desagradável conferência da Bethesda, mas Deathloop começou a apitar bem alto no meu radar quando revi o trailer. Toda a apresentação foi impecável e o trailer está muito bem editado e com um estilo grindhouse, ao som de uma mistura de “Nowhere to Run” de Martha Reeves (que surge no fantástico Baby Driver), com estes elementos a terem um papel importantíssimo para estabelecer o tom frenético e épico que procuro num jogo de ação.

Sim, é CGI e não sabemos muito sobre o jogo, mas deposito a minha fé na produção do jogo. Deathloop coloca dois assassinos em confrontos diretos pela sobrevivência, presos num loop temporal. Basicamente um Edge of Tomorrow, mas com o Tom Cruise e a Emily Blunt a matarem-se um ao outro em vez de fugirem aos extraterrestres.

Enquanto extra… Elden Ring. Oh Elden Ring! A narração do trailer diz tudo. Nunca pensei que iria ficar tão empolgado com um jogo da From Software, que, apesar de gostar muito de Bloodborne e de Sekiro: Shadows Die Twice, vivo bem sem eles. George R. R. Martin é outra peça que pouco ou nada me diz, mas entendendo a importância inesperada desta colaboração, não consigo não ficar minimamente impressionado. E claro está, o trailer é absolutamente épico, com uma narração bastante emotiva que romantiza o “Elden Ring” que não sabemos ainda muito bem o que é.

VANESSA

Não faltaram novidades e jogos na E32019, mas eu – e ao contrário da lista de natal que fiz num certo ano de GLITCH – não vou pedir muito. Na verdade, e como manda a minha tradição de gamer, na lista dos preferidos estão dois RPG que tomarão grande parte do meu tempo durante este e o próximo ano. Falo de The Outer wolds e Cyberpunk 2077.

O primeiro será a carga extra de energia para a máquina de suporte vital que, neste momento, continua a permitir aos fãs de Fallout não perecerem. The Outer worlds será o RPG que os fãs de Fallout realmente merecem e o escape para a desilusão que foram/são Fallout 4 e 76. Na verdade, acredito que este lançamento possa ser fraturante no seio da comunidade de fãs da série, originando dois grupos: de um lado, os que não se revêm no novo caminho que a Bethesda tem vindo a escolher para Fallout; do outro, aqueles que adoram esta nova fase e, não nos podemos esquecer, aqueles que se tornaram fãs da série graças a Fallout 4. Seja como for, The Outer wolds significa o regresso da querida Obsidian às trincheiras dos RPG e que bom que isso é! A produtora é veterana nestas andanças e a equipa por trás deste jogo também, portanto, o resultado só pode ser um RPG maduro. O novo título promete um cocktail explosivo que unirá o melhor do espírito, ambiente e narrativa do incrível New Vegas (ouviram a música inicial do trailer de jogabilidade da E3? <3) a uma nova aventura, numa nova geração de consolas, e num ambiente futurista e distópico que pisca o olho a BioShock e ao DLC Dead Money (New Vegas). Se a questão dos gráficos vos preocupa, muito provavelmente farão parte do segundo grupo de fãs de Fallout que enumerei e tudo bem. The Outer worlds não é gráficos, assim como, Fallout 3 ou Fallout: New Vegas não o foram.

O segundo favorito é, sem qualquer sombra de dúvidas, Cyberpunk 2077. Para alguém que adora role-play nos videojogos, poder jogar com uma personagem feminina chamada V é, por si só, um selling-point muito revelante deste jogo. Contudo, há muito mais para descobrir neste novo título da CD Projekt RED. Espero por Cyberpunk 2077 desde que, talvez em 2012, fiz o meu primeiro artigo sobre o jogo – na altura, ainda trabalhava na BGamer nada mais havia do que um trailer e algumas imagens conceptuais. Estou ansiosa por mergulhar em Night City e descobrir cada recanto de uma cidade que parece ter um humor doentio, regras feitas para serem quebradas e onde impera a lei do Faroeste, mas em modo futurista e com uns quantos implantes a mais. Vale a pena, contudo, referir que gostava de ter visto mais do jogo nesta E3 – o David partilha este sentimento comigo. Apesar de tudo, não tenho dúvidas: Cyberpunk 2077 será o meu novo Fallout 3 ou Skyrim… disso, tenho a certeza.

CANELO

Com uma E3 atípica, que viu a ausência da Sony dos grandes palcos, e um foco pouco saudável na apresentação de trailers e de promessas para os próximos anos, vejo-me a ter dificuldades em recordar todos os jogos anunciados durante a edição deste ano. Tive, pela primeira vez em anos, de regressar aos nossos resumos para perceber se este e aquele jogo tinham sido ou não anunciados durante a E3 2019. Assim foi.

Por isso, decidi focar-me numa única coisa: a jogabilidade. Não quero anúncios, logos ou CGI sem grande conteúdo. Não quero promessa, quero resultados e para minha surpresa, Final Fantasy VII Remake foi um dos primeiros jogos a surpreender-me pela positiva. Apesar de não concordar com o modelo episódico, e com o facto da Square-Enix não saber ainda quantos episódios o remake terá – e em que consola continuará –, não consegui ficar indiferente ao jogo em si e ao seu foco num sistema de combate mais dinâmico. Seria impossível regressar aos combates por turnos, ainda mais na geração atual, mas a Square-Enix conseguiu transportar os elementos clássicos do original, como a utilização de materias, para este novo e interessante mundo. O primeiro episódio irá focar-se em Midgar e dar-nos um episódio que, de acordo com a produtora, funcionará quase como um produto independente (se assim quisermos). Mas será este o modelo mais correto? Será este o futuro da série? Apesar de me manter cético, a Square-Enix agarrou-me com a jogabilidade e vai ser difícil não ficar empolgado com o lançamento de um jogo que aguardo há mais de uma década.

Mas até lá, terei Astral Chain e o regresso da PlatinumGames. Apesar de ainda estar enamorado com Devil May Cry 5, e de estranhar a ausência de Bayonetta 3, sinto que estou pronto para mais e tenho total confiança na produtora japonesa. Apesar da jogabilidade ainda ser um pouco confusa, a verdade é que vi mais de 30 minutos do jogo e consegui perceber algumas das suas mecânicas, do seu mundo e do seu foco na ação policial, nomeadamente na resolução de casos. Com a utilização dos legions, os espíritos que seguem a nossa personagem, podemos conciliar ataques e realizar várias combinações que irão variar de acordo com a arma que utilizaremos. Astral Chain parece ser profundo e divertido – e o que posso pedir mais?

Podia terminar por falar em Trials of Mana, o remake do clássico da SNES, ou em Panzer Dragoon, cujo remake chegará ainda este ano, mas vocês sabem que só há um jogo perfeito para fechar este olhar sobre a E3 2019. Esse jogo é DOOM Eternal. Se ainda não viram os novos vídeos de jogabilidade, por favor, façam um favor a vocês próprios. Apesar de ter estranhado este novo foco na jogabilidade arcada enão apreciar o HUD colorido, não tenho quaisquer dúvidas de que será um dos melhores jogos do ano. DOOM Eternal é especial e eu mal posso esperar para usar a Super Shotgun como gancho, saltar e matar o monstro mais próximo, utilizar a barra para me projetar para a frente e limpar o exército de demónios com rockets certeiros. E isto será apenas uma das várias abordagens possíveis em cada nível do jogo. Meu deus, acho que estou apaixonado.

E sim, Elden Ring foi anunciado. Eu sei. Um dos meus filhos chamar-se-á Elden Ring, não tenho quaisquer dúvidas, mas até ver jogabilidade, vou controlar a antecipação. Fica aqui, no entanto, o apontamento. E vão jogar Sekiro, bolas!

DUARTE

O que dizer da E3 2019? A ausência anunciada da Sony não pôde não condicionar as expectativas num país dominado pela PlayStation, mas ficou a esperança de que a Microsoft fizesse um brilharete. Com a PlayStation 5 confirmada para um futuro próximo, a nova Xbox foi inevitavelmente anunciada. O discurso foi bonito, mas não parece haver grandes diferenças à partida entre as concorrentes directas. O esperado. A Xbox promete ainda “combinar o poder do SSD com o do Solid State Drive”, algo que me espantou. Como se combina o poder de uma coisa só? Não sei, mas eu sou de letras e esta matemática escapa-me.

Numa série de conferências marcadas por trailers cinemáticos que nada revelam sobre os projectos, a Nintendo relembra que sabe para o que viemos: os jogos. Trailer de jogabilidade atrás de trailer de jogabilidade, foi fácil para a japonesa suplantar o momento mais alto da feira até então: a visita de Keanu Reeves que já virou meme. São os sintomas de fim de geração, editoras contidas e títulos mais do que vistos que nunca mais chegam. Ao menos ficámos a saber quando começa realmente a nova geração de consolas. Falhei por um ano, não está mau.

Feitas as contas, o que mais me cativou na E3 foi o novo trailer de Link’s Awakening. Houve outros que gostei de ver, como Dead Static Drive e Tunic (que teve direito a demos e entrevistas depois da conferência), mas ter a Nintendo a recriar o primeiro jogo de Legend of Zelda para o Game Boy na consola que vai fazer frente à nova geração de consolas da Microsoft e da Sony é simplesmente poético. Como se não bastasse, mostrou nova jogabilidade no trailer, o que por si só já é louvável nesta E3. Agora fico a querer jogar Link’s Awakening e nem sequer tenho uma Switch. Vou ter de chatear o Canelo, está visto.

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