Metagal | GLITCH REVIEW

A imitação é a maior forma de elogio e Metagal usa as suas inspirações com um orgulho contagiante. Não há nada a esconder neste jogo de ação e plataformas, onde a homenagem é tão forte e clara que é capaz de dominar todos os aspetos do seu design, desde as suas mecânicas até à apresentação visual. Metagal quer ser Mega Man, mas num formato mais acessível e com um preço à sua altura, transformando-se num jogo pouco interessante, mas eficaz para o que quer oferecer.

Não que Metagal seja um bom jogo, é, no máximo, aceitável, interessante e curioso, mas não um dos melhores do género. Em todos os momentos, é uma homenagem à série Mega Man, desde a sua história, com uma android a ser obrigada a lutar contra um exercito de robots para salvar as suas irmãs, até à progressão da campanha, novamente dividida por zonas. A própria estrutura dos níveis é idêntica, com os cenários a apresentarem vários tipos de inimigos e de perigos, como espinhos, um miniboss a meio de cada zona e um boss no final. Metagal nunca deixa de ser familiar, apesar do posicionamento dos inimigos às vezes ser um pouco inconsistente.

A familiaridade continua nos próprios controlos, apesar de existirem algumas alterações. Metagal consegue saltar, disparar, absorver o poder dos bosses, deslizar rapidamente e usar poderes especiais, assemelhando-se a títulos como Mega Man 5 ou outro dos títulos da série na NES. Apesar dos seus controlos clássicos, Metagal apresenta alguns problemas a nível do tempo de resposta, com alguns saltos a não serem registados quando queremos. A passagem do botão de deslize para o triângulo, no caso da PS4, também dificulta a sua utilização que, noutros jogos do género, costuma ser mapeado para os L ou R. No geral, nunca sentimos que estamos a controlar devidamente a android, parece faltar algo na sua jogabilidade, um certo refinamento nos controlos que tornam títulos como Mega Man em clássicos absolutos. Aqui, sentimos que estamos a jogar um jogo de 4,99€, sentimento esse que nunca conseguimos afastar.

Apesar das suas inspirações, o jogo também falha a nível visual, apresentando cenários demasiado confusos e de cores esbatidas, onde se torna quase impossível de reconhecer inimigos e de ler eficazmente os níveis. Há uma falta de imaginação no que toca à direção de arte e aos elementos visuais, onde o design simplista e direto, como uma versão light de Mega Man, é prejudicado por esta ausência de cuidado e de coesão artística.

Apesar da sua falta de polimento e de uma campanha mais extensa, Metagal é divertido e bastante acessível para todos os fãs do género. É um jogo reconfortante, familiar e muito honesto naquilo que tenta ser, onde pouco há a esconder no que toca às suas influências. Podia dizer que precisava de mais bosses, de níveis mais extensos e desafiantes, mas no final dia, penso apenas que estamos perante um jogo que custa 4.99€, onde a qualidade é bastante visível, mas capaz de justificar o seu preço. Se já acabaram Mega Man 11 e 20XX, porque não experimentar Metagal?

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (PS4) foi cedido pela Ratalaika Games (via Keymailer).

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