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Outbreak Origins | GLITCH REVIEW

 

Um vírus ameaça dizimar toda a humanidade. Hordas de zombies, uma fação de humanos que também pretende aniquilar toda a vida humana e, no meio do caos, uma esperança ténue de salvar o mundo como o conhecemos. A nossa missão? Encontrar a cura, em conjunto com outros jogadores. O jogo começou.

Poderíamos estar a falar do enredo de um novo exclusivo para as consolas ou de um título de sobrevivência para PC, mas não: esta é a narrativa da nova experiência de realidade virtual da Zero Latency, centro de realidade virtual free-roam, localizado no Dolce Vita Tejo, em Lisboa.

À semelhança das outras experiências de realidade virtual disponíveis na Zero Latency, em Outbreak Origins somos equipados com uns óculos de VR, uma mochila, um headset e uma arma (que pode transformar-se, virtualmente, numa caçadeira, metralhadora ou, no caso desta experiência, num leque mais ou menos vasto de armas especiais). Todo o equipamento é da máxima qualidade e não causa qualquer tipo de desconforto.

Tal como referi anteriormente, trata-se de uma espécie de missão de salvamento, no qual o derradeiro objetivo é sobreviver e encontrar a cura para o vírus. No início da partida é-nos explicado o enredo, através de um curto vídeo, e estamos prontos para a batalha. Irão passar por vários níveis, em localizações distintas – da cidade aos esgotos (este último, para mim, o melhor) – no qual terão de sobreviver a hordas de zombies e a um boss final. Em cada nível, além das armas com que começam (caçadeira e metralhadora), irão encontrar armas especiais que poderão apanhar e usar. Este tipo de munição especial tem uma duração curta, mas causa efeitos incríveis nos inimigos – experimentámos a show off shotgun e a minigun e adorámos.

 

O número de jogadores pode ir de 1 a 8 por partida, com a sessão a demorar aproximadamente 30 minutos. Na sessão que experimentámos, partilhámos a luta pela cura com outros sete jogadores, tendo ficado num de dois grupos compostos por quatro pessoas. Por se tratar de uma experiência que exige movimentação entre níveis (por exemplo, terão de entrar e sair de elevadores) vale a pena ter em conta que, neste caso, as noções de ambiente de videojogo e movimentação espacial são fundamentais para não quebrar a imersão da experiência. Infelizmente, senti alguma dificuldade nesta área, devido ao grupo com o qual partilhei o jogo – na generalidade, indivíduos que tiveram dificuldade em movimentar-se e perceber como chegar aos objetivos, o que fez com que, em alguns momentos, ficasse frustrada devido às longas pausas entre ação e a mudança de cenário.

Não considero este elemento um ponto negativo da experiência, contudo, acho que vale a pena recomendar que, se escolherem experimentar Outbreak Origins, o façam com um grupo de amigos que não se atrapalhem com estes aspetos. Adicionalmente, vale a pena referir que a experiência inclui uma sequência de movimentação na qual o jogador sobe a fachada de um prédio, através de uma tábua de madeira, estando a noção de altura presente de forma realista. Assim sendo, não será, portanto, ideal para jogadores com vertigens (um dos elementos do nosso grupo tinha medo de alturas e teve dificuldade nesta sequência de movimento).

Sem querer spoilar a experiência, poderão ainda esperar um encontro final com um boss de respeito, que exigirá trabalho em equipa e alguma estratégia, uma vez que se trata de um outro tipo de inimigo – diferente das habituais hordas de zombies, compostas por vários tipos de mortos-vivos (uns mais fortes, outros mais fracos), à semelhança daquilo a que estamos habituados nos videojogos.

Em suma, Outbreak Origins é uma experiência de realidade virtual multifacetada, dinâmica, divertida e com muita ação. Expande ainda o catálogo da Zero Latency na temática zombie – o centro de realidade virtual conta ainda com Zombie Survival, uma experiência mais casual, no qual é preciso sobreviver a horas de zombies, num único mapa, mais pequeno, mas com alguma verticalidade.

Se pretenderem visitar a Zero Latency para uma destas duas experiências, recomendo, a tratar-se de um grupo casual, que joguem primeiro Zombie Survival. Desta forma, quando experimentarem Outbreak Origins evitarão alguns dos problemas que referi anteriormente. No meu caso, que já havia estado na Zero Latency para experimentar Zombie Survival, com duas amigas – uma delas jogadora, outra não – foi claro o sentimento de que, esta nova experiência, exige alguma coordenação extra. Ainda assim, não desmotivem: Outbreak Origins pode ser jogado por qualquer pessoa, desde que tenha mais do que 13 anos, sem grandes dificuldades de adaptação – após a morte, o respawn é quase imediato, há sempre muitas munições e as hordas têm uma dimensão adequada, para evitar cansaço nas sequências de disparo e combate.

Se nunca experimentaram nenhuma experiência da Zero Latency – que, além das duas mencionadas, conta ainda com Singularity (uma aventura sci-fi no espaço) e Engineerium (num mundo fantástico que desafia a gravidade) – recomendo fortemente que o façam. Além de equipamento de imensa qualidade, a imersão é total e as experiências são muito divertidas. O trabalho de orientação da equipa Zero Latency é outro ponto positivo a mencionar, já que podem esperar ring masters atentos que, além de claros nas explicações, acompanham a sessão ajudando quando é preciso.

No final, encontrámos a cura e fui para casa toda satisfeita. Afinal, por mais que adore o comando na mão, há um gostinho especial em entrar, literalmente, no jogo.

 

ONDE? Dolce Vita Tejo, Lisboa.
QUANTO? 29,95€
PARA QUEM? Fãs de realidade virtual, com noção de estratégia e movimentação nestes ambientes, que gostem de videojogos e de zombies. Menos causal do que Zombie Survival.

Mais informações e reservas: http://www.zerolatencyvr.pt/

 

VanessaDias Ver todos

Fã de RPG e conhecida por completar, mais vezes do que o recomendado, os jogos que mais adoro. Also love pizza.

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