Amor em Tempos de Switch

Depois de uma geração pouco calorosa, a Nintendo parece ter recuperado o seu lugar na indústria com a Nintendo Switch, a sua consola híbrida que continua a fascinar e a conquistar fãs por todo o mundo. A sua presença no mercado tem sido tão importante para a companhia japonesa que a sua imagem foi completamente revitalizada, colocando os anos negros da Wii U para trás. Se Satoru Iwata aqui estivesse para ver este novo e revitalizante sucesso, aposto que sorriria – confirmando assim o verdadeiro potencial da Nintendo.

Sou levado a escrever esta carta de amor após uma Nintendo Direct de cortar a respiração. Como dono de uma Nintendo Switch, tento estar o mais atento possível, mas não consigo dizer que estou sempre confiante na consola e nos seus lançamentos. No que toca a ports de jogos já disponíveis noutras plataformas, vejo-me a desacreditar o poder da consola fase às rivais. Mas quando a Nintendo batalha no seu próprio campo, de trunfos na mão, a história é outra.

E foi isso que encontrei na apresentação de 35 minutos: uma chuva de jogos e exclusivos inesperados. Super Mario Maker 2 abriu a noite de anúncios, um lançamento seguro, mas mais do que necessário para a consola, dando à franquia uma nova e muito necessária segunda vida. Com o público crescente da Switch, Super Mario Maker 2 tem tudo para vingar e transformar-se num sucesso ainda maior que o seu antecessor. A Nintendo sabe quando deve jogar pelo seguro e mesmo assim, é fascinante vê-la a surpreender-nos com o que é, pós-anúncio, esperado.

A apresentação trouxe-nos também informações sobre Dragon Quest XI S, que receberá finalmente a possibilidade de jogarmos em 8 bits (algo apenas disponível na versão 3DS), Fire Emblem: Three Houses, Super Smash Bros. Ultimate, Daemon X Machina (que já tem uma demo disponível), Starlink: Battle for Atlas, Marvel Ultimate Alliance 3: The Black Order, entre outros. Estes jogos, que identifiquei, irão sair até ao final de 2019. Muitos deles, exclusivos de peso para a Nintendo e nomes que irão vender consolas. Estes foram apenas alguns dos jogos já conhecidos, mas podem ainda juntar Yoshi’s Crafted World (também com demo já disponível) e Deltarune – Chapter 1 à lista.

No entanto, o meu coração palpitou – e desculpem se estou a soar como um enorme fã da Nintendo, mas devemos tecer elogios quando são merecidos – com as revelações dos novos jogos. Não costumo seguir as Nintendo Direct, mas não podia ter escolhido uma apresentação melhor para finalmente o fazer em direto. O que parecia ser uma mera partilha de informações sobre jogos já conhecidos, transformou-se numa verdadeira montra para a consola, reunindo desde RPG a jogos de ação, plataformas e para toda a família. A Nintendo tece assim um catálogo cada vez mais sólido para a sua consola, formando parcerias importantes com alguns dos estúdios mais emblemáticos da indústria.

Olhem para Astral Chain, o novo jogo da PlatinumGames, dirigido por Takahisa Taura (NieR: Automata, Anarchy Reigns) e produzido pelo mítico Hideki Kamiya. Um jogo de ação que parece ter todos os elementos que popularizaram o estúdio japonês e que chegará à consola já este ano, no dia 30 de agosto. Estamos a meros meses de receber um novo jogo da PlatinumGames e em exclusivo na Switch. Olhem também para Oninaki, o novo RPG de ação dos criadores de I Am Setsuna e Lost Sphear, que tem data de lançamento marcada para 2019 (mas não será um exclusivo, já foi confirmado para PC e PS4). E Rune Factory 5? Aliás, e que tal The Legend of Zelda: Link’s Awakening, um remake há muito aguardado pelos fãs? Sublinho: a maioria destes jogos vai sair ainda este ano.

Depois dos rumores que apontavam para o anúncio de Metroid Prime Trilogy, não posso dizer que não fiquei desiludido com a sua ausência, mas a verdade é que a Nintendo revelou jogos suficientemente importantes e apelativos para afastar qualquer mágoa que poderia ainda sentir. Não sei se foi a melhor Nintendo Direct já apresentada, mas foi a primeira que me deixou boquiaberto e entranhado pelos seus anúncios e revelações. Um leque muito forte para uma consola cada vez mais dominante no mercado. É destas apresentações que precisamos.

2019 promete ser um ano muito forte para a Nintendo Switch e o seu catálogo de jogos acaba de ficar ainda mais completo. À lista de exclusivos, juntam-se ainda lançamentos indies e de alguns títulos third-parties que irão marcar o ano, como Mortal Kombat 11. Há muito para descobrir na Nintendo Switch e adoro toda a lógica de lançamentos que a Nintendo adotou para a sua consola. São nestes momentos em que nos esquecemos de gráficos, de motores de jogo e pensamos: eu apenas quero este e aquele jogo. Sentimo-nos empolgados e ansiosos pelas novidades e ponderamos sobre os lançamentos futuros. Chegou a bonanza e a Nintendo continua a sublinhar isso. A tristeza ficou para trás – agora é impossível parar. E é assim que queremos.

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