Começar 2019 com a Switch

Depois do frenesim do Natal e da passagem de Ano, recomeçamos lentamente a rotina do trabalho e das análises. Se o GLITCH TV já arrancou em força, onde falámos sobre os melhores jogos do ano, já as análises têm ficado para segundo plano – e por motivos bastante claros. Até ao final de janeiro, os lançamentos vão ser espaçados, excluindo alguns indies (que iremos falar em breve), a remasterização tão aguardada de Onimusha: Warlords e Ace Combat 7: Skies Unknown. Mas até lá, o que nos resta?

A Nintendo Switch veio salvaguardar este início de ano com dois jogos perfeitos para o mercado casual. O primeiro é Fitness Boxing, um simulador de desporto, com uma jogabilidade próxima de um jogo de ritmo,
que aproveita o início de 2019 e a popularidade das resoluções de ano novo para nos motivar a queimar as calorias do Natal. Com a ajuda de um personal trainer virtual, o jogo propõe-nos treinos diários que correspondem à nossa forma física e ao desempenho entre sessões de fitness.

Apesar da minha experiência limitada com este género de jogos, tendo apenas jogado EA Active 2 há quase 10 anos na PS3, vim-me a apreciar os treinos que Fitness Boxing propõe devido à sua apresentação visual e ao seu foco na criação de uma rotina mais saudável. Através da utilização dos Joy-Con, que usamos quase como luvas de boxe, o jogo regista os nossos movimentos de acordo com o tempo e a sua rapidez, dai a minha comparação a um jogo de ritmo. Cada treino tem também uma duração fixa que irá sofrer alterações à medida que avançamos nos desafios diários e melhoramos a nossa performance. Quanto mais nos esforçarmos, mais Fitness Boxing puxa por nós.

No final de cada treino irão receber uma pontuação e ter a possibilidade de desbloquear novos acessórios para os vossos treinadores.

Não é propriamente um jogo que vá parar o país ou os jogadores mais sedentos por novos lançamentos, mas pode ser uma boa experiência em família e uma aposta segura para aqueles que ainda têm alguma vergonha em ir ao ginásio – ainda que não substitua uma sessão de treino físico a sério. Os exercícios são focados em movimentos e golpes de boxe, desde a posição dos pés até jabs ou ganchos que teremos de imitar. Não é um jogo recomendado a quem quer apenas um jogo de ritmo, pois o foco está no treino diário, no melhoramento pessoal e na performance dos jogadores, existindo muito pouco conteúdo para além do regime quotidiano e da repetição de treinos específicos. A música popular também pode não ajudar – mas isto já é uma queixa pessoal.

A segunda aposta da Nintendo é Carcassonne, uma adaptação do jogo de tabuleiro, lançado em 2000, que coloca os jogadores a construir aldeias, cidades e castelos através do posicionamento de peças. É um jogo de estratégia por turnos que pode ser jogado por cinco jogadores, em simultâneo, numa experiência que encaixa perfeitamente na Nintendo Switch (ainda que sem uma componente online). É um jogo simples, tanto a nível de mecânicas – só podemos escolher o posicionamento e direção das peças que utilizamos – como a nível visual, simulando a experiência das partidas em tabuleiros, mas existe aqui um grande foco na estratégia e nas jogadas preventivas que o podem transformar num jogo bastante mental.

Passei pouco tempo com o jogo devido à minha inabilidade em jogos de estratégia, mas imaginem que estão a jogar uma fusão entre Risco, Xadrez e Dominó, onde o posicionamento das peças dita o futuro das vossas forças. O objetivo é simples: construam as vossas aldeias, transformem-nas em cidades e parem o avanço do vosso adversário. Tudo isto através de peças que vão variando de acordo com o tabuleiro em jogo e com o posicionamento das nossas forças. As jogadas são rápidas e o jogo só acaba quando todas as peças forem jogadas, existindo uma contagem final do número de habitantes e dos territórios de cada jogador. Ninguém é eliminado antes do final, o que significa que é um jogo perfeito para descobrirem calmamente à medida que avançam. Isto se não forem o João Canelo, claro.

Fitness Boxing e Carcassonne são jogos que apenas funcionam neste início de ano, proporcionando experiências mais simplificadas e de uma natureza mais relaxante, quase terapêutica, para suavizar a reentrada na rotina do trabalho e dos deveres diários. Serão relembrados no final de 2019? Não o creio. Apesar da sua apresentação cuidada e da aposta na cooperação, são lançamentos facilmente esquecidos cuja longevidade limitada acaba por fechar o seu destino. São pequenas distracções e digo-o sem invalidar a sua qualidade. Só não esperem ficar agarrados aos tabuleiros de Carcassonne ou ao regime diário de Fitness Boxing durante muito tempo.

Aposto que estão a pensar que estas duas semanas foram também marcadas pelo lançamento de um exclusivo Nintendo Switch que eu não mencionei. Um tal de New Super Mario Bros. U Deluxe, que chegou a semana passada à consola. Eu até dizia que têm razão, se o jogo não tivesse saído em 2012.

Será uma imagem do jogo original ou da versão Switch? Ninguém sabe!

Agora tenham um bom 2019 com a vossa Switch.

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