E o jogo do ano é…

I

sto não é um top. Isto não é uma opinião. Isto é uma observação, uma revisão e uma proposta diferente de olhar para o conceito de “jogo do ano.”

Depois do The Game Awards dar prémios aos nossos jogos favoritos e com todos os meios, blogues e comunidades a correrem às “urnas” dos videojogos para nomearem o seu GOTY (que em português se lê “goti”, como um bebé a dizer que gosta de alguém de maneira extremamente adorável), o que eu pretendo aqui é olhar para o meu backlog e pensar “e se os jogos do ano fossem aqueles que nos fizeram gastar mais tempo? E se fossem aqueles jogos que, realisticamente, consumiram mais minutos, horas e dias do ano?

Os videojogos são o meu hobbie principal e como tal, passa-me tanta coisa pelas mãos que, por vezes, esqueço-me facilmente de jogos que, na altura do seu lançamento, adorei e joguei dias a fio. Jogos que podiam pertencer a qualquer top e lista de GOTY, são por vezes, perdidos no tempo como lágrimas à chuva, e que para já lá vão continuar.

Com tanto tempo passado de volta de Fortnite poderia dizer que foi este o jogo que mais joguei este ano.

Dediquei-me ao Battle Royale durante a época mais aborrecida do ano – no que toca a novos lançamentos -, e cheguei a instalá-lo em todas as plataformas possíveis que me passaram pelas mãos este ano.

Durante este período, andei tão colado ao jogo que a certa altura o joguei à socapa dos meus companheiros quando eles não tinham disponibilidade. Sentia necessidade de jogar mesmo quando não podia, levou-me a desistir de saídas com amigos só para ficar a subir de níveis e desbloquear skins. Enfim, foi um problema.

E no GLITCH, partilhámos várias vezes as nossas crises existenciais com o jogo que comprovam o que descrevo. Mas não, não é Fortnite que merece o meu selo de timewaster do ano.

Surpreendentemente, também não foi No Man’s Sky, outro jogo a que dediquei mais tempo do que merecia, especialmente depois da sua soberba atualização NEXT.

Finalmente com multijogador, modos na terceira pessoa, novas mecânicas e novidades a nível de flora e fauna intergaláctica, foram razões para me atirar para o espaço durante demasiadas horas. Na PS4, iniciei um novo save que passou a barreira das 100 horas no espaço de uma semana e no PC repeti essa proeza. Este valor foi aumentando significativamente e No Man’s Sky acabou por se tornar o meu mindfulness.

Fun Fact: Segundo o My PS4 Life, No Man’s Sky é o jogo que mais joguei desde que comprei a PS4.

Mas o jogo que na realidade me fez perder mais tempo este ano, foi um jogo que, quando surgiu, nem eu sabia que queria ou que ia gostar tanto. Um jogo que é impossível de investir a devida atenção sem perder pelo menos uma hora ou duas nas suas missões.

Refiro-me a Monster Hunter World. Este jogo foi toda uma experiência. Lançado no final de janeiro, andei até meio do ano a jogá-lo sem me aperceber que todas as semanas o contador aumentava significativamente.

Fosse pelas suas missões enormes, pelo grind para conseguir aquela armadura especial ou pelos eventos especiais, Monster Hunter World agarrou-me como mais nenhum jogo o fez.

E o mais espantoso de tudo é que hoje, no momento em que estou a escrever isto, ainda não terminei a sua “história.” Mais do que um timewaster, Monster Hunter World tornou-se num hobbie por si só, algo que eu esperava encontrar num Forza Horizon –mas não, nem aí.

Expectativas para 2019? Pelo andar da carruagem, será novamente Monster Hunter World. O impensável aconteceu e vamos ter O Geralt num crossover espetacular com The Witcher 3, um jogo que perdi a conta às vezes que passei a 100% (sim, foram várias vezes).

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