Kingdom Rush Vengeance | GLITCH REVIEW

Kingdom Rush Vengeance chega para se juntar à família de criações da Ironhide Game Studio. Disponível para iOS e Android, é, sem qualquer dúvida,um jogo obrigatório para os fãs e um dos melhores Tower Defense atualmente disponíveis no mercado dos videojogos.


Kingdom Rush é uma série especial para mim e esta análise também o é. Descobri a série em 2012, quando ainda trabalhava na BGamer. Passaram-se os anos e Kingdom Rush continuou a fazer parte da minha vida como jogadora: passei a jogar a série no smartphone (podem jogar no PC no site da Armor Games), Kingdom Rush Frontiers foi o primeiro jogo mobile que comprei na vida e, agora, seis anos depois, Vengeance é o primeiro título mobile que o GLITCH é convidado a analisar. Especial, disse eu.

Para quem só agora ouviu falar da série, a premissa é a mais simples possível: tal como o nome do género indica, terão um (ou mais) pontos num mapa para defender, sendo necessário impedir os inimigos de os transporem. Para que a vossa missão seja bem-sucedida, têm à vossa disposição várias torres de combate (dos arqueiros aos magos) e heróis que vão evoluindo com o progresso da história.


Mas, se este ponto é comum a toda a série, em Vengeance, ao contrário de jogos anteriores, o jogador une forças com aqueles que foram, até agora, os seus adversários mortais. Se em Origins ou Frontiers estávamos do lado do bem, esta nova entrada na série envia-nos para olado negro da Força, com o objetivo de lutar lado a lado com o ressuscitado Vez’nan – vilão bem conhecido dos fãs da série.

Esta mudança na estrutura narrativa é bem-vinda, mas, ainda assim, exigirá aos fãs mais dedicados algum tempo de habituação. Ao mudar de lado, mudam também os “minions”, o aspeto das torres, dos heróis – em suma, já não somos os bons da fita e,isso, estranha-se, antes de se entranhar. Ultrapassada esta fase inicial, amudança na dinâmica é responsável por uma sensação de novidade muito bem-vinda que acrescenta uma nova profundidade à série, como que rejuvenescendo Kingdom Rush.

Mas esta é apenas uma das mudanças introduzidas na série. Em Vengeance, existem torres de combate adicionais (umas desbloqueadas com o progresso, outras compradas com dinheiro real) que ampliam a experiência de jogo e trazem novas possibilidades à vertente de estratégia que este tipo de jogabilidade requer. Depois de alguns testes, foi possível perceber que há torres que funcionam melhor quando combinadas, outras que se anulam e que, dependendo do nível, deverão escolher um arsenal diferenciado para enfrentar os perigos específicos de cada zona – é possível mudar o layout de torres no finalde cada nível, através do lobby do jogo.

E, falando em perigos, há dezenas de novos inimigos, mapas com um design fresco e desafiante e reviravoltas que, por vezes, nos fazem perguntar “ah, agora andamos a inspirar-nos em Dark Souls, é?”. Na minha opinião, Vengeance não é o jogo ideal para a entrada na série e isto acontece, não por ser impossível de jogar por quem não conhece Kingdom Rush, mas por tratar-se de um jogo com uma entrada imediata para ação, uma narrativa criada para fãs e com desafios mais complicados do que o habitual. Assim sendo, aos que agora ficaram curiosos, recomendo que joguem Kingdom Rush (é gratuito para iOS, Android e PC) e, se gostarem, joguem o Origins de seguida (o meu preferido da série, aliás). Depois, estarão preparados para usufruir desta experiência na sua totalidade.

Apesar da curva de aprendizagem acentuada (não esperem tutoriais prolongados), Vengeance é um jogo equilibrado, com níveis que nos desafiam, mas que não são frustrantes. A série continua a aliar diversão a estratégia, de forma leve e com mestria. Por isso, as derrotas servem para aprender e voltar a saltar para ação, com os três níveis de dificuldade habituais por cada nível para os mais estrategas. Adicionalmente, e como já é costume, a passagem para um novo nível é pontuada por um processo delicioso de exploração do ambiente em busca dos icónicos achievements. Esperem referências a Game of Thrones, Lord of the Rings, Simpsons, entre tantas outras séries, todas escondidas, à espera de serem ativadas. A sério, não deixem de o fazer!


A Ironhide Game Studio já nos habituou a jogos de qualidade. E Vengeance também o é. Os gráficos são soberbos, mantendo a linha da série, a banda sonora combina na perfeição com a ação e o ambiente de cada zona do mapa é rico, sente-se vivo e diferente daquilo a que já estamos habituados na série – não, não se sente que algo tenha sido reutilizado. Outro ponto a destacar, é o facto de um dos idiomas disponíveis ser o português. Por isso, se procuram um jogo mobile de qualidade, encontraram-no.

Contudo, se procuram um jogo mobile para jogar em partidas de dois a cinco minutos, terão de continuar à procura. Kingdom Rush é uma experiência prolongada, com níveis que habitualmente incluem 15 hordas – o que significa, geralmente, entre 10 a 15 minutos por partida. Esta análise foi realizada em dois tipos de momentos: entre viagens de metro e sessões de jogo antes de dormir. Vengeance pode ser jogado de forma confortável nos transportes públicos, porém, vale a pena referir que, se a viagem for curta, o mais provável é que não terminem o nível antes de chegar ao trabalho ou à escola.

Vamos falar de dinheiro? Sim! Kingdom Rush vale os 5,49€ que custa, acreditem. Quem vos escreve jogou todos os jogos da série, sendo que pagou pelos dois últimos e teria pago também por este, caso a Ironhide não tivesse disponibilizado o código de teste. Se são fãs da série, vão concordar comigo. Se ainda não são, sigam o meu conselho lá de cima e, a seu tempo,também concordarão. Quanto a extras – nomeadamente heróis, torres ou diamantes adicionais –, o jogo disponibiliza compras na aplicação, com várias modalidades e preços. Apesar de nos ter sido dada a possibilidade de jogar com estes extras a custo zero, esta análise foi realizada apenas com os recursos gratuitos do jogo. O resultado não deixa dúvidas: os extras poderão expandir a experiência, mas não são, de todo, necessários para usufruir de Vengeance.

Kingdom Rush Vengeance solidifica o legado de excelência da Ironhide no segmento dos Tower Defense e prova que a série ainda tem muito para dar. Um título obrigatório para os fãs e para os amantes do género. Divertido, original, fresco, desafiante, surpreendente e irreverente. O melhor jogo mobile que joguei em 2018.

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (Android) foi cedido pela Ironhide Game Studio.

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