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À espera de Red Dead Redemption 2

D
ois anos volvidos desde o primeiro trailer de Red Dead Redemption 2 e a poucos dias do lançamento, a espera parece infindável. Tal como na peça de Becket, À espera de Godot, questiono o absurdo e o sentido da vida enquanto espero. Ao contrário do que acontece na peça, porém (SPOILER ALERT!), tenho uma contagem decrescente para o instante em que vou poder mergulhar no jogo, já instalado.

Estamos a falar de níveis insuportáveis de antecipação, e para alguém como eu que tem estado absorto no mundo completamente diferente de Dragon Ball FighterZ, pode ser perigoso ir à maluca para o faroeste. É o equivalente a mandar uma bomba nas águas do Ártico depois de comer uma feijoada à transmontana, tendo comido uma francesinha de entrada. Por esta razão, e como sei que há mais por aí como eu, proponho cinco filmes, sem ordem definida, para entrar no espírito do pistoleiro de morais dúbios.

O Bom, o Mau e o Vilão
Il Buono, Il Brutoo, Il Cattivo,  Sergio Leone // 1966

“Que porcaria de sugestão, quem é que não viu isto?” pode ser a vossa primeira reacção, mas agora sejam honestos: já viram o filme? Já? Ah, ok. Isso não invalida o facto de ser um colosso do género ao mesmo tempo que entra naquela categoria de filmes que toda a gente conhece, mas nem toda a gente viu. Um sucesso de bilheteira e reconhecido como um dos melhores filmes do século passado (em retrospectiva), O Bom, o Mau e o Vilão cimentou o estilo cru dos westerns de Leone, ausente em boa parte nos filmes norte-americanos de John Ford, entre outros, e trocou o cowboy pimpão de John Wayne pelo anti-herói a que Clint Eastwood deu corpo.

Sergio Leone mudou para sempre o tom dos westerns, desfez-se do racismo institucional de filmes como The Searchers, e renunciou à claridade moral do mito norte-americano que vemos em Tombstone. Se hoje temos ambiguidade moral e se Han Solo disparou primeiro é graças a Sergio Leone, Ennio Morricone e Clint Eastwood, embora não em igual medida. Por outras palavras, sem Sergio Leone não teríamos John Marston, e sem John Marston não teríamos Arthur Morgan. Já imaginaram o que seria viverem num mundo sem Red Dead Redemption 2? Se têm curiosidade, perguntem ao Canelo como é.

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Duarte Pedreño Ver todos

Adepto de indies, fã antigo da série Total War, e tenho uma relação especial com os jogos de Fumito Ueda. Não sou muito esquisito, gosto de desporto, acção, aventura, RPG... Só dispenso terror e jogos de corrida, a não ser que seja o Crash Team Racing.

6 thoughts on “À espera de Red Dead Redemption 2 Deixe um comentário

  1. A verdade é que, neste momento, parece que mais nada tem piada… Mesmo que jogue outra coisa, parece que o divertimento não é o mesmo por saber que RDR2 está a poucos dias de distância… ^^

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