Marvel’s Spider-Man | Antevisão

Foi no passado dia 2 que o aracnídeo mais famoso da cultura pop desceu até às ruas de Lisboa para nos dar um primeiro olhar sobre o seu novo jogo. O GLITCH esteve presente no evento, que decorreu no edifício LACS, e conseguiu ter acesso a uma demonstração que contou com várias sequências de combate, exploração e ainda uma batalha contra um dos bosses do jogo. A Vanessa e o David foram os nossos enviados especiais e eles têm as respostas todas. Será este um exclusivo de peso para o catálogo da Sony ou uma possível desilusão?

David, tiveste a sorte de experimentar Marvel’s Spider-Man durante um dos dias mais quente do ano. Parece que sobreviveste! Mesmo com o calor sufocante, como foi jogar o exclusivo da Sony pela primeira vez?

Admito que não foi uma experiência que me tivesse rebentado a cabeça da mesma forma como a Sony nos tem habituado com os seus últimos exclusivos, como, por exemplo, Horizon Zero Dawn ou God of War, que são bestas técnicas, onde só acreditamos que são reais quando temos o comando nas mãos. Mas respondendo rapidamente à tua questão é, na mouche, aquilo que esperava de um jogo de Spider-Man nas mãos da Insomniac Games. Ou seja, uma delícia.

Eu vejo-me na mesma equipa. Ainda não senti que o jogo me tenha conquistado por completo e tive pena de não o ter experimentado, mas acredito muito na Insomniac.
Durante a demo, tiveste acesso a um nível fechado ou conseguiste explorar o mapa e conhecer melhor a jogabilidade do jogo?

A porção que joguei era mais contida e linear, mas consegui ainda experimentar um pouco do free roam e ainda espreitei o que a nossa Vanessa andava a fazer nas side missions. E sim, consegui explorar um pouco de todas as mecânicas que aquela porção me deu. Basicamente, joguei a parte tutorial, que nos dá os controlos básicos e nos deixa antever um pouco as potencialidades do nosso herói quando começarmos a desbloquear habilidades. Os dois grandes pontos principais aqui são a navegação com o web swinging e o combate.

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A cidade é um dos destaques do jogo e onde poderemos colocar os nossos dotes de lançadores de teias em prática.

Navegar com as teias é bastante intuitivo. Não é tão simples como carregar num botão, há um pouco de coordenação de timing e reação entre o salto e o disparo, o que torna esta mecânica especial. A sensação de balanço e momentum do salto são absolutamente deliciosos e consigo imaginar-me horas a navegar por aquela Manhattan virtual.

Depois temos o combate, que, como já se previa, tem muito de Arkham. Ainda assim, as ações da nossa personagem são contextuais ao momento, ao tipo de inimigo e à nossa interação com objetos ao nosso redor. Há uma abertura para a utilização de diferentes habilidades e para a improvisação, algo que irá, certamente, tornar o jogo mais interessante para quem decidir repetir a campanha e explorar as potencialidades de cada sequência de combate com um conhecimento mais avançado do jogo. Também reparei, e reparei bem, que não estamos a jogar com uma personagem indestrutível, apesar de ser um super-herói, por isso fica a dica: cuidado com as balas.

O combate e a navegação são as duas maiores preocupações em torno do exclusivo da Sony, não fossem mecânicas difíceis de acertar em cheio e com um certo déjà-vú incontornável.
No que toca ao combate, fazes a comparação à série Arkham, da Rocksteady, mas fica a dúvida: como fluem os encontros? Existe variedade ou estamos novamente confinados ao ataque/contra-ataque?

Fluem particularmente bem, até porque nem sempre tens só um tipo de inimigo em combate. Como comentava, há quem utilize pistolas ou rifles e devem ser eliminados logo de início. A utilização de objetos em redor ou das paredes para ganharmos impulso contra os nossos oponentes também apimentam o combate e tornam-o fluido e bastante dinâmico.

Contudo, senti-me limitado à extensão de ferramentas ao meu dispor. Ao longo dos combates vamos tendo um indicador de ataque, um pequeno spider-sense na cabeça do aracnídeo, que nos avisa que há um ataque prestes a acontecer. De fora, temos um lock on visual, mas é fácil perceber quem está a atacar ou qual o inimigo que vamos atacar. No entanto, pode ser um pouco confuso quando começamos a jogar, uma vez que é a câmara que também dita esse ponto de foco.

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O combate procura misturar os confronto corpo a corpo com uma maior utilização dos cenários à nossa volta.

Para além das inevitáveis semelhanças no sistema de combate com outros jogos do género, parece que o aracnídeo também não se livra da tradicional árvore de habilidade. Achas que aqui faz sentido, daquilo que viste, ou sentiste que é apenas uma mecânica que tem de estar presente apenas porque é “suposto”?

Faz todo o sentido. Estamos a falar de um jogo em mundo aberto, com uma história provavelmente longa e, como nós sabemos, contará com a aparição dos Sinister Six. Nesta porção, tive a oportunidade de lutar contra Kingpin, que, na minha opinião, foi uma escolha bastante inteligente. Ele é um humano, aparentemente sem poderes, mas como vilão de comic book, é forte como um touro enraivecido e um lógico oponente para um Spider-Man com habilidades básicas. Assim, à medida que os nossos oponentes vão mostrando certas habilidades, ou à medida que a história progride e somos levados a novos locais e somos confrontados com novos desafios, faz todo o sentido termos este elemento quase RPG-ish.

E deixa que te diga, há mesmo muita coisa por desbloquear.

Navegar com as teias é bastante intuitivo.

Não é tão simples como carregar num botão, há um pouco de coordenação

de timing e reação entre o salto e o disparo, o que torna esta mecânica especial.

Então podemos contar com um crescimento tanto nas mecânicas como na própria história do jogo. Isso é aliciante! E como foi ver o jogo em movimento? Marvel’s Spider-Man deixou-te boquiaberto? Existiram momentos em que simplesmente paraste para absorver tudo?

Depois de God of War, é difícil ficar instantaneamente impressionado com um novo jogo. Ainda assim, a qualidade de imagem deste jogo é qualquer coisa. As cinemáticas que assisti estão excepcionalmente bem dirigida e os cortes são imediatos, sem aquele problema de troca de planos que afecta muitos jogos, onde parece que temos um pequeno solavanco. Aparentemente tudo corre em tempo real, pelo menos a primeira cinemática entra no jogo de forma natural e fluída sem chamar a atenção.

As animações das personagens, quer nas cinemáticas quer em jogo são fantásticas. Em particular as do nosso Spider-Man. O combate, se for ponderado e jogado com alguma destreza, é capaz de criar momentos que lembram um pequeno bailado. Mas se algo me impressionou aqui foram as animações faciais e as texturas nos fatos das personagens. Tem tudo uma qualidade muito próxima de um filme de animação CGI. Mal posso esperar para ver mais.

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A Insomniac não está apenas concentrada no super-herói e promete desenvolver também a personagem de Peter Parker ao longo da campanha.

A meu ver, a Insomniac já tinha deslumbrado com o remake de Ratchet & Clank. Alguns fãs não gostaram da direção de arte, mas é impossível ficar indiferente perante aquelas animações e cenários.

E por falar na Insomniac, conseguiste ver algum do ADN da produtora nesta demo?

Absolutamente. É difícil de apontar o dedo e dizer “isto é da Insomniac”, mas há uma certa aura em torno deste jogo que revela o seu estilo, particularmente de Ratchet & Clank e Sunset Overdrive. Admito que não sei se é exatamente a mesma equipa, mas sim, o feeling está lá.

E no que toca aos pontos negativos da demo? Encontraste alguma coisa que não gostasses tanto?

Nada de particularmente chocante. Encontrei um ou outro pequeno bug e um colega nosso partilhou-me um outro que tinha encontrado no seu jogo, mas nada de game breaking, especialmente nesta versão. Quase tudo o que vi foi legitimamente bom e interessante. Mas se tiver de meter o dedo em alguma coisa, cascaria na dificuldade. Tínhamos três à nossa disposição: Friendly, Amazing e Spectacular, como as versões das bandas desenhadas, que são Fácil, Médio e Difícil, respetivamente. Mesmo em Amazing, suei um pouco. Talvez porque me estava a habituar aos timings, ou a perder um pouco a paciência por causa do calor, mas achei a dificuldade bastante desafiante. Gostaria de ver um melhor balanço até à saída do jogo.

 

 

Parece que tudo indica que vamos ter um bom jogo. Tens alguma coisa a acrescentar ou que queiras transmitir aos nossos leitores?

Apesar de não me ter rebentado a cabeça,  passaram já alguns dias e sinto uma vontade enorme de continuar na pele de Peter Parker. Acho que isto já diz muito.

 

Marvel’s Spider-Man chega no dia 7 de setembro em exclusivo à PlayStation 4.

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