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Crash Bandicoot: N. Sane Trilogy | Glitch Review

Depois de um ano de exclusividade, Crash Bandicoot expande os seus horizontes para PC, Xbox One e Nintendo Switch, naquela que promete a versão definitiva da trilogia lançada em 2017. Apesar de não termos qualquer contacto com a versão PC e Xbox One, pudemos ver como foi a estreia do marsupial na Switch e infelizmente, não ficamos inteiramente convencidos.

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Não nos levem a mal, mas estávamos à espera de mais. A coleção continua a ser a mesma que jogaram na PS4, com todos os seus problemas e virtudes, nomeadamente no que toca ao estilo visual algo plástico dos cenários e personagens. Os três jogos continuam a estar presentes, todos eles fielmente remasterizados para a geração atual, com a jogabilidade a manter as alterações que marcaram a versão anterior. Se não gostaram dos saltos, do seu timing e fluidez, aqui não vão encontrar quaisquer melhorias.

Sentimos que a portabilidade é, de facto, o melhor ponto de venda para a N. Sane Trilogy, especialmente se ainda não a jogaram. Levar Crash Bandicoot connosco, seja na ida para o trabalho ou numa viagem mais longa, é algo que sempre quisemos e a duração curta dos níveis encaixa-se perfeitamente nesta aposta na portabilidade. Para ajudar, a nova versão assume-se como a mais completa, contando com dois níveis inéditos que apenas tinham sido lançados anteriormente (e com limite de tempo) como DLC.

Se a portabilidade é excelente e a versão é ainda mais completa do que aquela que foi lançada há um ano, então qual é o problema? São dois, na verdade. O primeiro, e talvez aquele que possa ser mais facilmente desculpado, é a falta de melhorias significativas na jogabilidade e no layout dos menus. Apesar de ser apenas um port da versão PS4, este relançamento era o momento ideal para afinar a jogabilidade, que continuamos a não conseguir apreciar depois de tanto tempo – não fosse o timing dos saltos e a sua hitbox um gosto deveras requintado –, e implementar algumas mudanças que melhorassem a experiência do jogo. Menus mais rápidos, a possibilidade de alternar ou recomeçar rapidamente qualquer nível são apenas algumas das sugestões que surgiram enquanto jogávamos. Nós sabemos que não estavam presentes nos originais, mas um pouco de imaginação nunca fez mal a ninguém.

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Apesar da sua falta de inovação, N. Sane Trilogy mantém a dificuldade da versão original e dá-nos um desafio à altura da série.

O segundo problema, e o mais grave, é a sua performance. Naquele que começa a ser um verdadeiro sinónimo com a portabilidade de jogos para Switch, N. Sane Trilogy sofreu um visível downgrade na sua passagem para a consola da Nintendo. Seria de esperar que tal acontecesse, não fosse a Switch muito menos poderosa do que a PS4 ou a Xbox One, mas a verdade é que não contávamos encontrar um jogo que parece estar, na sua versão portátil, desfocado. Os cenários foram de tal maneira retrabalhados que a profundidade de campo foi afetada, dando-nos a sensação de estarmos a jogar num ecrã sujo ou danificado. Na televisão, N. Sane Trilogy comporta-se melhor, com uma qualidade gráfica pouco surpreendente, claro, mas sem esta névoa que denigre a versão portátil. Felizmente, não registámos quedas de framerates ou popins, algo que nos satisfez.

Se já jogaram Crash Bandicoot: N. Sane Trilogy na PS4, então não se precisam de preocupar com esta nova versão. Não existem novidades e o downgrade é tão visível que é impossível de esconder, especialmente no modo portátil. Se, no entanto, nunca jogaram esta coleção e adoram a possibilidade de jogar com Crash Bandicoot em qualquer parte, seja fora ou dentro de casa, e não têm quaisquer problemas com esta redução problemática nos gráficos, então experimentem. O que lhe vale é que continuam a ser três excelentes jogos e uma verdadeira bomba nostálgica. Isso ninguém lhe tira.

Depois desta experiência algo desapontante, ficam as preocupações mais do que justificadas para a estreia de Spyro na Switch.

Nota 7
A escala utilizada é de 1 a 10

O jogo para análise (Switch) foi cedido pela Ecoplay.

João Canelo Ver todos

Guionista de dia, crítico e homem das larachas de tarde e um bom rapaz à noite, sou o perito em RPG japoneses e jogos de terror do grupo. Sentem-se, estejam à vontade!

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