Onrush | Glitch Tag-Review

Com Forza Horizon 4 ainda no horizonte e The Crew 2 a desiludir, os fãs de jogos de condução têm as suas escolhas limitadas. Felizmente, a Codemasters decidiu regressar às corridas arcade com Onrush, um título focado na velocidade e cooperação entre jogadores. Para um título que tenta captar a atenção de todo o tipo de jogadores, o Canelo e o David voltaram a unir forças para determinar se este é, ou não, um bom candidato ao trono do género.

OnRush-Selo-Review

C: Onrush é possivelmente um dos jogos mais surpreendentes deste ano e digo isto do ponto de vista de alguém que não gosta de simuladores de condução, nem mesmo das experiências mais arcade. Mas este foi especial. Como fã do género, o que achaste de Onrush?

D: Uma agradável surpresa. E digo-o enquanto alguém que acompanhou o desenvolvimento desde o inicio do jogo. Isto acontece porque o jogo teve uma beta que me desiludiu e por momentos achei que Onrush pudesse vir a ser um jogo como Motorstorm. Conceito giro mas pouco conteúdo. Estava errado. Há tantas camadas neste jogo que em cada corrida parece que aprendo algo novo.

C: Ao contrário de ti, não segui o desenvolvimento o jogo e senti que me caiu no colo sem justificações para além do “vou ter de analisá-lo”. Mas descobri aqui um excelente jogo de condução arcada com um enorme e inesperado foco na cooperação, tanto online como a solo. Onrush desenvolve e complementa esta aposta na cooperação através de vários modos de jogo, todos eles suficientemente diferentes para justificar a sua presença, onde podemos eliminar os nossos inimigos ou conquistar territórios enquanto navegamos através de cenários destrutivos. É imparável e o sentimento de adrenalina é intenso.

D: O que mais me surpreendeu neste jogo foi esse aspeto de design com foco nas nossas ações e objetivos invés do tradicional “cruzar a meta em primeiro para ganhar.” Sim, é verdade que no inicio do jogo pode ser um pouco confuso e caótico, mas assim que começamos a perceber o que temos que fazer, Onrush torna-se num espécie de MOBA on wheels e é incrível.

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A velocidade e destruição são duas constantes nas corridas de Onrush, e será necessário estarem atentos aos perigos dos cenários e à equipa rival.

C: Sim, o jogo pode ser confuso e muito caótico, especialmente durante os primeiros eventos. Como não estou minimamente à vontade com o género, senti que também precisei de me formatar às regras e mentalizar-me que não eram corridas por si só, mas sim desafios que tinha de ultrapassar. Se Onrush fosse um jogo de corridas, não funcionava. Na minha opinião, é a sua variedade de evento e modos que o tornam tão especial, e é o seu afastamento das convenções do géneros que o tornam quase único. Enquanto jogávamos, lembraste-te de Blur e eu de Split/Second, dois jogos da geração passada que foram injustamente esquecidos pelo tempo, mas que parece que serviram quase de inspiração para esta loucura sobre rodas.

D: Ainda que não tenha os elementos de power-ups de Blur, Onrush lembrou-me bastante esse jogo pelo seu tom. Admito que inicialmente estava a espera de um jogo mais na linha de Motorstorm, como referi, mas o que encontrei foi algo completamente videogamey com as suas próprias regras, o que é ótimo e ajuda-o a ter uma apresentação bem coesa e um conceito muito peculiar.

C: A inclusão de missões secundárias e a evolução por níveis motivam-nos a continuar em frente, e Onrush é mais um excelente exemplo do “só mais um”, onde é difícil de largar o comando. Existem aqui mecânicas muito bem limadas, mas resta a questão: como são os controlos e a performance dos veículos? Como fã, quero saber a tua opinião.

 

 

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D: Neste tipo de jogos, a questão da condução não pode ser nunca comparada ao que encontramos em semi-simuladores, os jogos de arcade têm o seu próprio desafio de apresentar uma jogabilidade divertida e dinâmica. Onrush acerta na mouche. Todos os veículos são extremamente divertidos de conduzir entre si. Há claras diferenças nas suas classes, desde as motas aos jipes blindados, mas curiosamente temos também um excelente balanço no que toca às suas habilidades e perks, nunca deixando um em desvantagem do outro. No fundo, parece que encontramos uma rotatividade como no pedra-papel-tesoura, onde nos sentimos motivados a trocar de veículos. Esses objetivos secundários são outra razão para tal e acrescentam as tais camadas num jogo que está minado de modos. Passo-te a palavra e começo por perguntar se tens algum modo de jogo em especifico.

C: Não consigo falar negativamente da jogabilidade, mas senti que os carros eram muito pesados. Existem várias classes e algumas delas são definitivamente mais pesadas do que as outras, até porque a sua aposta é mais no combate e na proteção do outros membros da equipa, mas no geral, nunca me senti muito confortável a fazer curvas. Penso que isto poderá ser apenas uma falta de à vontade da minha parte, visto que é um género com o qual mantenho alguma distância.

No que toca aos modos, penso que terá de ser um empate entre Overdrive, o modo mais comum do jogo, pela sua aposta na velocidade e na necessidade em manter a pontuação máxima, e Switch, onde as corridas são marcadas pela troca limitada de veículos até sermos eliminados. Não posso dizer que não gosto de nenhum dos modos, penso que todos têm o seu lugar no jogo, mas descobri uma falta de tolerância pelo Lockdown, especialmente quando sinto que não está tão equilibrado como os outros modos. Digo isto porque acaba por ser fácil manter uma certa distância dos adversários e ganhar facilmente uma ou duas zonas até sermos eliminados.

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Com o ritmo das corridas, é quase impossível de largar o botão de boost. Felizmente, Onrush dá-nos a possibilidade de manter a velocidade extra activa através de veículos secundários (e facilmente destruídos), rampas e truques.

D: Cá eu não tenho nenhum favorito, mas mais importante do que isso, não tenho um único que não desgoste. Talvez porque são orgânicos e se conjugam bastante bem com os objetivos secundários, ou então porque no meio da adrenalina e ansiedade, não temos o peso de chegar em primeiro. O que nos ajuda a focar. Outro aspeto positivo disto, a meu ver, é que torna o multijogador tão divertido como o solo. A componente cooperativa faz-se sentir porque toda a nossa equipa, durante uma partidah, está a trabalhar no mesmo sentido. É especialmente notório no modo em que temos que capturar zonas com velocidades moderadas.

C: É capaz de ser dos modos multijogadores mais focados na cooperação a seguir ao Battlefield, pelo menos do que joguei. Os modos complementam muito bem esse foco e em Onrush não existem vitórias individuais – ou ganhamos em equipa ou não ganhamos.

O que eu achei estranho foi a presença de loot boxes algo disfarçadas ao longo do jogo. Com a possibilidade de podermos personalizar todos os veículos e personagens, abre-se obviamente essa janela, mas acabei por achar que o jogo estava a ser demasiado intrusivo à medida que avançava na campanha, ainda mais com todos os desafios diários e mensagens de boas vindas.

D: Talvez o progresso seja o ponto menos positivo do jogo, porque diria que não existe, pelo menos em termos de conteúdo. Logo de inicio temos os veículos todos e uma quantidade de ambientes para correr e fazer todos estes modos. A única coisa que desbloqueamos são skins e modelos estéticos dos carros através dessas lootboxes. Sou da opinião que são desnecessárias, nunca fui fã de RNGs e apesar do jogo não nos dar coisas repetidas, fica a sensação que vamos ter que fazer imenso grind. A verdade é que gostava de ter algo mais linear e concreto. A progressão propriamente dita fica-se pela nossa skill e a capacidade de compreensão dos objetivos. O que é um sentimento ótimo, mas que ao mesmo tempo nos desmotiva a continuar a jogar.

C: Também senti que a progressão devia ser trabalhada, mas a equipa claramente apostou na diversão e na jogabilidade como os únicos fatores para nos manterem presos ao jogo. Os extras são puramente cosméticos e os modos online continuam, até à data desta análise, sem ranked. Pode ser que consiga superar esta falta através de uma aposta na competição.

No geral, Onrush é um viciante jogo de corridas arcadas que peca apenas por não ter um progresso tão bem estruturado. É um jogo ideal para os que, como eu, sentem suores frios sempre que pensam em jogar Gran Turismo ou Forza e para aqueles que apenas se querem perder num título puramente divertido e cooperativo.

D: Onrush é um autêntico mimo e provavelmente o melhor jogo de corridas que teremos até ao meu querido Forza Horizon 4. É pelo menos o melhor que joguei este ano. Radical, furioso e muito divertido!

Nota 8
A escala utilizada é de 1 a 10

A cópia para análise (PS4) foi cedida pela Ecoplay.

 

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