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SEGA Mega Drive Collection | GLITCH REVIEW

Desde Sonic the Hedgehog até Golden Axe e Wonder Boy in Monster Land, a nova coleção da SEGA tem um pouco de tudo. Apesar de não ser muito original na sua seleção, é difícil de encontrar uma melhor homenagem àquela que foi uma das gigantes da era dos 16 bits.

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Ao contrário do que espera, SEGA Mega Drive Collection não é totalmente idêntica à sua versão PS3. É certo que repete alguns dos jogos, era impossível não o fazer, mas existem aqui verdadeiras novidades que me apanharam de surpresa. Wonder Boy, um dos jogos da minha infância, é uma dessas novidades, um título que, por si só, me faria comprar esta coleção sem pensar duas vezes. O grande destaque vai, no entanto, para a inclusão de títulos que não conhecia, como Crack Down e Bio Hazard Battle, e que acabaram por dar uma nova vida à coleção.

Se colocarmos de parte as novidades, a coleção continua a ser constituída pelos suspeitos do costume. Sonic the Hedgehog, Golden Axe, Streets of Rage e Comix Zone estão novamente de regresso, algo que já deixou de ser uma surpresa. Seria impossível, e eu sei, de fazer uma coleção sem estes jogos, mas queria ver mais do catálogo da Mega Drive. Em comparação com a versão PS3, que joguei até à exaustão, esta nova versão peca ao não arriscar e ao retirar os jogos da Master System e Game Gear que podiam ser desbloqueados.

Não estou desiludido, mas sim estupefacto com a ausência de certos jogos. Onde está Sonic 3? Ou Sonic & Knucles? E seria muito difícil termos Rocket Knight Adventures? Existia espaço para muito mais e neste momento, parece que a SEGA preferiu ficar apenas pelos clássicos para vender a coleção. Talvez sejam problemas nas licenças ou falta de colaborações entre estúdios, mas esta podia ser a coleção mais completa da Mega Drive.

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Para os mais saudosistas, existe a possibilidade de sentirem que estão a jogar directamente de uma televisão velha.

No final do dia, continuamos a ter 50 bons jogos, todos juntos num só pacote. Existe aqui um pouco de tudo e se o objetivo é o de mostrar as capacidades da Mega Drive, então a coleção é um sucesso. Apesar de ser inferior à Super Nintendo no que toca ao processamento e chip de som, a consola da SEGA conseguiu construir o seu próprio estilo e é fácil de rever esse tom em todos os títulos desta coletânea. Basta olhar para Gunstar Heroes, Vectorman ou Comix Zone para perceber rapidamente o que é um jogo da Mega Drive. E nesse aspecto, foi uma delícia regressar ao passado.

O design da coleção foi outra das surpresas agradáveis que encontrei nesta passagem para a PS4. Ao contrário da versão anterior, que apresentava menus desinteressantes, a nova coleção recria o quarto de um fã da SEGA desde a televisão de caixa grande até à estante com os jogos. É aqui que escolhemos as opções de visualização e de som, para aqueles que querem uma experiência mais nostálgica, e é onde podemos gravar as nossas partidas ou trocar de jogo sempre que quisermos. O destaque vai mesmo para a estante com os jogos, simulando a experiência de ficarmos longos minutos a olhar para a nossa coleção antes de escolhermos o título que queremos jogar.

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Apesar da ausência de música ambiente, o quarto é uma ideia interessante e que substitui os menus aborrecidos das edições anteriores.

Uma das novidades desta coleção é a adição de um modo multijogador. Se sempre quiseram jogar Streets of Rage 2 online, então esta coleção é perfeita para vocês. No entanto, fica aqui o aviso: o modo está muito incompleto. É difícil de encontrar partidas e o lag é uma presença constante na vertente multijogador, danificando a experiência. É difícil de jogar quando a conexão tem problemas tão graves como aqui, onde parecemos estar a jogar a 5fps. É uma boa ideia que merece ser melhorada e atualizada, mas se a SEGA não adicionar as mudanças necessárias, é um modo para esquecer.

Estas coleções são, na minha visão, infalíveis, pois acabam por apresentar sempre jogos que justificam o seu lançamento. Estava com receio que esta edição foi idêntica à que vimos na PS3 e Xbox 360, mas felizmente não é o caso. Não só os jogos são diferentes como apresenta mais funcionalidades, como a possibilidade de avançarmos ou recuarmos no tempo (como se estivéssemos a rebobinar uma cassete), que dão uma nova dimensão aos clássicos. É uma coleção ideal para os fãs da SEGA, mas  que devia ter apostado mais na sua lista de jogos.

Nota 8
A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (PS4) foi cedido pela Ecoplay.

João Canelo Ver todos

Guionista de dia, crítico e homem das larachas de tarde e um bom rapaz à noite, sou o perito em RPG japoneses e jogos de terror do grupo. Sentem-se, estejam à vontade!

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