ESPECIAIS

Indies must play!

Transistor
2014 / PC∙PS4 / Supergiant Games

transistor

Qualquer adepto de ficção científica e jogos de estratégia que se preze tem de jogar Transistor. O segundo projecto da Supergiant Games seguiu-se ao sucesso crítico de Bastion, e na minha opinião é superior. A história apresenta-se igualmente melancólica e coíbe-se de responder a todas as perguntas que suscita, algo que afectará os mais obsessivos. O mundo, apesar do curto tempo que passamos em Cloudbank, é rico e vasto, e o fatalismo que o carrega nunca arrisca tornar-se piroso, o que é comum na indústria.

Ao estilo do que a Supergiant provou com o seu terceiro lançamento, Pyre, a jogabilidade não é coisa que se possa comparar com um ou outro título, recorrendo a diferentes mecânicas de géneros díspares. A exploração não é distinta do que vemos em Bastion, mas o combate é uma mistura de acção em tempo real e por turnos, em que planeamos um determinado número de ataques numa sucessão específica que desencadeamos em seguida. É uma fórmula única e bem conseguida, tão bem conseguida que fica na memória, tanto quanto a história que Transistor conta.

Hyper Light Drifter
2016 / PC∙PS4∙Xbox One / Heart Machine

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Falando de fatalismos, Hyper Light Drifter é um jogo que incorpora a tragédia do seu criador. Sofrendo de uma doença cardíaca, Alex Preston encontrou no seu projecto a forma de confrontar a sua condição ao mesmo tempo que criava um jogo inspirado em títulos como A Link to the Past e Diablo. A juntar ao conceito de um mundo aberto dividido por áreas distintas, Hyper Light Drifter beneficia do facto de Preston ser um ilustrador com queda para a coisa, e a inspiração que encontrou na obra de Hayao Miyazaki só garantiu que a direcção artística está bem realizada.

Hyper Light Drifter é outro indie que suspira com saudades dos tempos em que os videojogos não nos levavam pela mão nem nos davam a história de forma gratuita. O combate exige prática e que descubramos os timings ideais para determinadas acções, o mundo é implacável, e a história é-nos apresentada na forma de sequências enigmáticas e hieróglifos escondidos pelo mundo. São manias de outros tempos, elementos que durante alguns anos se julgaram extintos, mas que ao sermos de novo confrontados com a noção de mistério e estes desafios “físicos” sabemos de imediato quanta saudade tinham deixado.

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