Elas nos Jogos: femininas, marcantes, badass

Nem sempre celebramos Dias Internacionais, mas quando o fazemos é com classe e carinho, como hoje, o Dia Internacional da Mulher.

E não é para menos. Os videojogos estão repletos de personagens femininas, fortes, confiantes e cheias de garra. Algumas são ícones da industria, a cara e os pilares de algumas das franquias mais importantes da história dos videojogos.

Hoje, para marcar o dia, a equipa do GLITCH junta-se para partilhar com vocês, quais foram as personagens femininas que mais os marcaram.

David:

Ao longo da minha jornada, enquanto jogador, comecei a encontrar histórias com personagens cada vez mais desenvolvidas, trabalhadas e que não se definiam só pelas suas ações destemidas ou pelas suas caras larocas, mas também pela possibilidade de podermos interagir com elas e criar laços que comprometem as nossas escolhas nestas histórias.

Desta forma, a minha personagem feminina é a Liara de Mass Effect. A ligação nos criamos com ela, no papel de Shepard, é de pura química e transcende géneros e idade. O desenvolvimento da personagem ao longo dos três jogos é incrível. Liara começa com uma doce inocência (apesar de ser uma cientista com os seus centos e muitos anos), passa por níveis de badassery incríveis quando se torna na Shadow Broker, e mais perto do fim torna-se numa figura altamente romântica/maternal, de um forma rara de se ver neste meio.

Canelo:

Apesar de adorar a força e seriedade, quase forçada, de Samus Aran e a sensualidade e atitude destrutiva e divertida de Bayonetta, Aya Brea, a protagonista de Parasite Eve, foi a primeira personagem feminina que me veio à cabeça.

E não é por acaso. Brea é uma detective destemida da NYPD, uma agente forte e determinada que não para até ter as respostas que quer.

Desde a sua coragem, ao decidir enfrentar um monstro capaz de carbonizar qualquer pessoa (Parasite Eve é um jogo estranho), até à sua caracterização cuidada no primeiro jogo, Aya foi a primeira personagem a demonstra-me, quando ainda era apenas um miúdo, como as mulheres podem ser fortes e excelentes protagonistas. Agora esperemos que a Square-Enix corrija o que lhe fez no horroroso The 3rd Birthday.

Vanessa:

Sem dúvida, Kate Walker. A protagonista da série Syberia é uma personagem feminina que, apesar de muito relevante, tantas vezes fica fora do radar. Kate representa uma mulher real: é dura, mas sensível; corajosa, mas vulnerável; feminina, mas não uma donzela em apuros.

É uma versão crua do feminino que me inspira até hoje, talvez porque, além da narrativa principal do jogo, Syberia pára, de forma brilhante, para explorar as profundezas do que é ser mulher: da relação que Kate tem com a mãe, aos problemas com o chefe, passando pelo dilema com o noivo e a forma como se vê a si própria quando tem de escolher entre a vida que tem ou partir rumo à aventura. Uma advogada transformada em exploradora que vale mesmo a pena descobrir.

Menções honrosas: Yennefer (#DamnGurl); Catalina (#OriginalBadass); e Bonnie MacFarlane (#IndependentWoman).

Duarte:

Podia pôr-me com coisas e escolher Jade de Beyond Good & Evil. Não só subverte a imagem e o papel tradicionais da mulher na indústria, como a imagina na profissão heróica de jornalista de investigação. Não é Jade que escolho, até porque nunca joguei Beyond Good & Evil, mas em espécie de homenagem também vou ser subversivo e escolher a #OriginalBadass.

Isso mesmo, Catalina, de GTA San Andreas. “Mas, Duarte, a Catalina representa tudo o que está de errado com a representação da mulher nos videojogos, uma personagem sexualizada e antagonista!” Errado. Enquanto a sexualização das mulheres por norma serve o propósito da fragilização das personagens femininas, Catalina usa os seus apetites exóticos para emascular o jogador. Enquanto a interacção sexual em God of War há uma gratificação instantânea e em Duke Nukem a paródia aproveita a típica fantasia adolescente. Catalina, por sua vez, dá as voltas ao jogador e a CJ (pobre coitado), fazendo-nos pensar duas vezes quando vemos o “C” no mapa.

Tenho cá para mim que só lá voltamos quando ela nos telefona aos berros, com medo de que ela venha atrás de nós.

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