À conversa com a Duckling Studios

Out of Line, jogo da Duckling Studios, ganhou, esta segunda-feira, o prémio de “Jogo do Ano” na terceira edição dos PlayStation Talents. Depois da presença na Lisboa Games Week, a equipa prepara-se agora para voos mais altos – à semelhança do que aconteceu com Strikers Edge.

Out of Line é um jogo de plataformas e aventura que nos colocará na pele de San, um pequeno rapaz que acorda num ambiente fabril desconhecido, rodeado de outros rapazes que, como ele, terão de enfrentar perigos para desnvendar uma história de mistério, cujas influências relembram Limbo e Inside.

O GLITCH esteve no evento e conversou com João Franco, programador do jogo, para saber mais sobre como foi esta experiência e qual será o futuro do próximo jogo indie português a chegar à PlayStation 4.

Começamos com a pergunta obrigatória: como é ganhar o prémio de Jogo do Ano nos PlayStation Talents?

É ótimo! Não estávamos à espera. Foi uma grande surpresa e estamos muito contentes por isso!

Não estavam nada nada à espera?

[risos] No início passou-nos essa hipótese pela cabeça mas, depois, achámos que o prémio iria para um jogo competitivo ou que tirasse partido do VR. Mas ficámos muito contentes por esta oportunidade ter sido dada a um jogo de plataformas em 2D.

Como foi trabalhar neste projeto com a PlayStation?

Foi ótimo! Não temos razões nenhuma de queixa – ofereceram-nos o espaço na Lisboa Games Week, onde pudemos mostrar o jogo às pessoas. Para nós, isso foi o mais importante: podermos ver a reação das pessoas. Foi ótimo mesmo!

Durante este processo de trabalho em conjunto, sentiram um espírito de apoio por parte da Sony? De querer que estes jogos indie, aqui presentes hoje, chegassem a bom porto?

Sim, é mesmo isso. Tanto da PlayStation, como dos outros participantes. Sente-se uma entreajuda e vontade de desenvolver jogos indie, aqui, em Portugal e que toda esta indústria nacional avance.

E como é a dinâmica entre os participantes do PlayStation Talents? Ajudam-se uns aos outros ou a competição é cerrada?

Não, não, nada disso! Somos todos amigos. No nosso caso, até estamos incluídos no GameNest, que tem aqui quatro projetos. Portanto somos todos amigos e todos se ajudam.

Como surgiu a ideia para Out of Line?

A ideia surgiu do Francisco, o artista do jogo – eu sou o programador. Ele tinha que desenvolver uma ideia no âmbito da faculdade e assim foi. Nós já tínhamos feito jogos antes antes e ele perguntou-me se gostaria de participar. E assim foi, começámos o desenvolvimento em conjunto.

E o conceito do jogo? Que história é esta?

É um plataformer 2D, no qual a personagem principal, que se chama San, tem irmãos que, como ele, se encontram num ambiente fabril e opressor que desconhecem. No decorrer da história, terão de fugir de perigos e resolver puzzles para perceber a narrativa e a razão pela qual se encontram ali.

Quais foram as vossas maiores inspirações?

Sem dúvida, as maiores inspirações terão de ser Limbo e Inside. São ambos marcos neste estilo de jogo, do qual somos fãs.

Durante o processo de desenvolvimento de Out of Line, qual foi o momento mais difícil?

Não te sei dizer, assim de repente. Talvez os bugs que encontrámos no decorrer da Lisboa Games Week que, depois à noite, eram resolvidos a correr. Acho que este foi o momento mais difícil.

E o mais divertido?

Quando esses mesmos bugs eram engraçados. Quando acontece algo divertido, que ninguém espera, e acabamos a rir e a filmar.

Qual é o próximo passo? Qual é o plano para Out of Line, depois desta vitória?

Continuar o desenvolvimento. Temos uma demo jogável, mas queremos continuar a melhorá-la até estar a 100% e, depois, começar a desenvolver o produto final, que queremos ter bem aperfeiçoado.

A pergunta final impõem-se: como é que vão comemorar quando saírem daqui?

Não sei! Não estávamos mesmo à espera e, por isso, não temos planos ainda. Vamos ver agora [risos]

Uma palavra final para quem, só agora, está a descobrir Out of Line:

Procurem por nós no Twitter e Facebook e espero que, um dia, quando o nosso jogo sair que…

O comprem?

Que o comprem! [risos] E que gostem, acima de tudo.

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