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Videojogos em 2018 com Internet de 2008

Eu tenho um problema. Vivo isolado do mundo. Não tenho comércio por perto, para onde quer que vá tenho de usar sempre o carro e a vizinhança, sem contar com as três casas aqui em redor, resume-se a pinheiros e eucaliptos (mesmo bom para me deixar ansioso na época de incêndios).

Ah! E também não tenho Internet.

Ou melhor, as opções que tenho são muito limitadas. Sendo que a melhor – e olhando para a fantástica oferta das operadoras em Portugal, que dão tudo e mais alguma coisa para os clientes de zonas urbanas -, é restringir-me à fantástica rede 4G.

Problema número dois: o 4G é instável para caraças, o que me faz optar por usae a rede 3G que vai até aos 7.2Mbps. Uma maravilha! Problema número três: a largura de banda fica congestionada com frequência e manda-me estas velocidades (tempos de resposta) a baixo.

Com este belo cenário, começam a perceber no buraco em que estou enfiado no que toca aos videojogos e à minha participação no GLITCH. Quer pela sua natureza dos videojogos, quer pelo estado da indústria.

Jogar partidas online só acontece com horas marcadas e um pouco de sorte. É como ir à pesca em que prevemos a melhor maré e rezamos para que os senhores da meteorologia estejam certos. Aqui, não só tenho de prever a melhor altura em que a ligação se mantém estável o suficiente para fazer partidas como ainda tenho de rezar que o estado do tempo não me lixe a ligação.

Nestes momentos, tenho também que garantir que mais ninguém está a usar a Internet noutros dispositivos. De outra forma, fico fora da festa e todos os jogos se tornam nisto:

Lag. Refiro-me à dolorosa e enervante lag.

Mas sem jogos online, (acho que) passo eu bem. Mas não deixa de ser chato. Não posso participar em streams com a V com tanta frequência, e tenho de marcar na agenda os jogos com os meus camaradas, quase como quem marca um café. Torna-se difícil ser social no online, mas dados os meus skills competitivos, vou evitando vergonhas. Felizmente, tenho a desculpa perfeita para não ter de adquirir Dragon Ball FighterZ e humilhar o Duarte numas partidas. *cof* *cof*

O que me chateia nisto tudo são mesmo o modo como os jogos hoje são desenhados pelos seus tamanhos absurdos  e os seus patches, que até nas versões físicas são obrigatórios e que muitas vezes afetam a rotina deste meu simples hobbie.

Tenho duas plataformas que uso com regularidade, a Xbox One e a PlayStation 4, cada uma delas com as suas mesquinhices na gestão de transferências, mas ambas com o problema dos jogos grandes e patches intrusivos.

Várias são as vezes em que recebemos jogos para análise e ou fico de fora, ou demoro mais tempo do que devia porque os downloads demoram-me, por vezes, mais de um dia a completar. Outras vezes são os sucessivos patches de dimensões absurdas que me impedem de jogar o que quero, quando quero.

Valores de Patches em Megabytes. Uma vez sacados, nunca mais apagados.

Como podem ver, a minha vida é um inferno no que toca a videojogos. Isto agrava-se especialmente quando decidi entrar na geração com uma biblioteca 80% digital.

Mas vá, no meio disto tudo nem tudo é mau. Por exemplo, a gestão de conteúdo no meu disco é mais medida, a compra de jogos menos impulsiva, também não sinto a mesma necessidade de apostar em subscrições caríssimas, e acabo por dedicar mais tempo aos jogos que não necessitam de on-line, antes de ter coragem para fazer um novo download do meu portefólio.

O triste é mesmo viver em 2018 e ter Internet 2008. Por favor, digam-me que não sou o único.

David Fialho Ver todos

É geek, é jogador, gosta de novas tecnologias e tem a mania que sabe opinar sobre algumas coisas.

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