10 Desejos Para 2018

Depois do sucesso incontornável do ano anterior, cuja lista esteve no top das melhores do país, e onde só acertei em três dos dez desejos que pedi, está na hora de deixar o velho e rançoso 2017 para trás e olhar para o futuro. Esperemos que não seja preciso pagar para desbloquear 2018, mas como as coisas estão, é o mais provável. E por falar em pagar…

Controlem as microtransações

Será escusado dizer que este é o maior desejo da maioria dos jogadores, por isso vou colocá-lo já de parte. Enquanto alguns países consideram as microtransações como apostas e outros defendem a sua presença na indústria, ainda que regulamentada, eu digo “tudo bem, mas tenham consciência”. Como sei que a EA ainda existe, vou pedir para que as microtransacções sejam controladas e limitadas, e que os jogadores tenham mais consciência. E sim, nós fazemos parte do problema, abram os olhos.

Alien Isolation 2 anunciado

Vamos ao que interessa. Onde está Alien Isolation 2? Isto é um ataque pessoal ou andamos a brincar às más decisões? Relembro que a SEGA lançou, em 2017, Sonic Forces e não anunciou Alien Isolation 2. Este é um mundo em que não quero viver, por isso vamos lá contornar as modas e tentar atingir a verdadeira felicidade.

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“Tenho saudades tuas”, diz o xenomorph mais fofo do universo.

Dragon Quest XI não me desilude

Tal como Monster Hunter, Dragon Quest está naquele patamar de séries que eu ou não compreendo ou não consigo terminar. Adoro Dragon Quest VIII, mas será que posso dizer o mesmo sobre os restantes títulos da saga? Não. Desculpem a resposta seca, mas a vida é mesmo assim e se não estão habituados, acreditem que as coisas lá fora são muito mais complicadas.
Tenho grande expectativas para Dragon Quest XI, o primeiro a chegar à PS4 e a abandonar as consolas portáteis em quase 10 anos, e acredito que seja uma verdadeira surpresa. Espero também que me ajude a recuperar o meu amor perdido por RPG japoneses, algo que tem vindo a piorar nos últimos anos.

Final Fantasy VII Remake é cancelado (e os motins controlados após dias de lutas)

Se no ano passado desejava que Final Fantasy VII Remake fosse bom, este ano assumo a minha persona de revolucionário e decido atear fogo às minhas próprias expectativas. Acabou-se, não quero nenhum remake. Poderá ser bom, eu sei, mas depois de ver a consistência narrativa de Final Fantasy XV: O Jogo Ainda Não Está Acabado, Acreditem, nada me faz crer que esta nova versão seja capaz de capturar a magia e intensidade do original (que, por si só, já poderá não ser o clássico de que nos lembramos). E se for esse o caso, para quê sofrer? É melhor ter uma sandes de merda do que não ter nada? Eu diria que não.

Segue a luz, Cloud, e não voltes.

Mega Man 11 não é mau, aliás, é bom!

Digam o que disserem sobre a Capcom, e eu digo muito, ninguém estava à espera desta reviravolta. Clinicamente morto desde 2011, a mascote não oficial da Capcom está de regresso ao PC e consolas, desta vez com uma sequela que não procura emular a jogabilidade clássica da série, mas sim evoluí-la (façam fisgas!). Os gráficos não são tão apelativos quanto esperava, mas não é isso que devemos procurar num Mega Man. Quero acreditar que esta será a reviravolta na história da série e o regresso merecido.

Switch mantém a qualidade de lançamentos

A Nintendo fecha 2017 com a notícia de que a Switch já ultrapassou as vendas que a PS2, a consola mais vendida de sempre (por isso, cuidado), registou durante os primeiros nove meses após o seu lançamento. Isto é um feito incrível para uma companhia que tinha, há apenas 5 anos, lançado a Wii Tablet para grande desgosto dos fãs. O ímpeto da Switch e o crescimento avultado da Nintendo perante o mundo e os mercados, traçam uma história de sucesso para a nova consola, mas resta perceber se será sempre assim.
A gigante japonesa tem a triste infelicidade de começar bem, de captar a atenção dos jogadores com grandes lançamentos e de rapidamente cair no maralhal de jogos de terceira qualidade quando a consola se revela finalmente como demasiado inferior face às suas rivais. Os primeiros sinais já começam a aparecer, mas a bonança disfarça-os por agora – será que isto irá durar?
Desejo apenas sucesso para a Switch e quero acreditar que a Nintendo aprendeu com os erros do passado, mas até ao final de 2018, vou-me manter na expectativa.

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Até ao eventual despiste, a Nintendo irá continuar a limpar o rabiosque com notas de 100.

Xbox One X faz a diferença (e a Sony tem um susto)

Apesar de ser difícil de despir a minha camisola de fã, a verdade é que não gosto de uma Sony confortável. Uma Sony despreocupada é uma Sony que lança a PS3 a 699 euros e remata o lançamento com maus jogos e um processador que complexifica a conversão de jogos em vez de fazer o oposto. Eu não quero esta Sony, aliás, fechem-na num armário e atirem-na de uma ribanceira abaixo.
Para controlar a Sony, a Microsoft tem de melhorar a sua prestação e neste momento, só existem duas hipóteses: Xbox One X e PUBG. A primeira, a consola mais poderosa do mundo, precisa de deixar de ser preguiçosa e começar a dar o seu melhor em2018, pois as diferenças no processamento são significativas o suficiente para mudarem o paradigma da indústria. O segundo, é o novo CS-GO, e por agora é o melhor exclusivo que a Xbox One poderia ter.
Apesar de não nutrir grande simpatia pela marca, e admito-o, a verdade é que precisamos da Xbox e dos seus exclusivos para manter a indústria mais competitiva e saudável. O que não precisamos é que vá tudo parar ao PC, até porque esses gajos já têm tudo.

O Duarte pára de falar sobre Dragon Ball FighterZ

Sim, eu sei que Dragon Ball FighterZ tem tudo para ser um bom jogo de lutas, mas será que vale a pena as horas, dias e semanas em que tivemos de ouvir o Duarte a falar sobre a jogabilidade e os gráficos e a cor de cabelo do Son Goku? O homem não se cala com o jogo e levou-me ao desespero, que ficou agora imortalizado através do texto que publiquei há semanas. Eu tenho medo de comprar Dragon Ball FighterZ porque tenho a certeza que ele não irá parar de me chatear para jogarmos em conjunto. Vai treinar, aprender os movimentos todos e depois divertir-se a destruir todas as minhas personagens em cada um dos combate que fizermos – e eu não estou para isso.

E aqui podemos ver a futura malha que o Duarte irá me dar no jogo. Ajudem-me, por favor.

Resident Evil 2 Remake é finalmente revelado

Ao contrário do que sinto pelo remake de Final Fantasy VII, não consigo baixar as minhas expectativas pelo regresso de Resident Evil 2. É certo que passei por Resident Evil 6 e por dois Revelations, que me deixaram um sabor um pouco amargo na boca, mas não consigo despir a antecipação que sinto, é impossível. Não sei o que esperar deste remake, mas a Capcom precisa de mostrar algo já na E3 2018, juntamente com a revelação oficial de Devil May Cry 5.
Não estou a pensar em ângulos pré-definidos e cenários pré-renderizados, não vivo na ilusão, mas existe espaço para um maior sentimento de urgência e sobrevivência que tanta falta fazem à série. Imaginem a possibilidade de explorar Raccoon City à medida que tentamos escapar dos zombies e descobrimos as pistas que revelam os segredos por detrás da cidade e da Umbrella Corporation.
Se Resident Evil 7: Biohazard arriscou e saiu vitorioso, espero que o remake daquele que é o melhor título da série, e isto não discutível, tenha coragem para fazer o mesmo.

Routine é lançado…por favor

Isto já parece ser uma tradição, mas aqui vai: onde está Routine? Onde está um dos jogos mais aguardados pelo João Canelo que está constantemente a ser adiado? Depois de Outlast, da sua expansão e sequela, de Amnesia: A Machine for Pigs, Resident Evil 7 e todas as outras cópias do género: onde está Routine? Estou tão farto de esperar por este jogo que qualquer dia tenho de ir a Fátima a pé e rezar à santinha. Esperemos que 2018 seja o ano em que poderemos todos jogar Routine e atingir a felicidade suprema.

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O twist do jogo é que nos consegue manter nesta rotina de espera, antecipação, desilusão e adiamento há uns 4 anos. Bem jogado.

BÓNUS – A Nintendo envia-me uma Switch

E o Zelda. E o Mario. E o Xenoblade Chronicles 2. Tudo num pacote simpático e com direito a um beijinho que já vem com muito atraso.

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