Wolfenstein 2: The New Colossus | Glitch Review

Depois de um excelente reboot com Wolfenstein: The New Order, a Bethesda e a MachineGames trazem-nos Wolfenstein 2: The New Colossus e provam que o single-player está bem vivo.

Wolfenstein 2: The New Colossus começa exatamente onde o jogo anterior acabou e rapidamente eleva a fasquia da sua ameaça, tanto a nível global como pessoal. Estamos agora nos anos 60 e o mundo está nas mãos dos Nazis. No fundo uma realidade, atualmente, pouco alternativa. O que torna Wolfenstein 2, um dos jogos mais importantes da atualidade ao colocar alvos na cabeça de Nazis dizendo “malta, estes são os tipos maus.”

E Wolfenstein 2 transmite esta sua mensagem de uma forma bem bonita, já que o jogo é visualmente é incrível. Com o mesmo motor de jogo do DOOM, o idTech6. É fácil de perceber as melhorias que este motor trás para cima da mesa. Wolfenstein 2 apresenta-se muito bem optimizado no PC com imensas opções, sendo facilmente escalável entre configurações, sem causar grande impacto a nível visual. Mas nas condições ideais a qualidade de imagem e de efeitos no ecrã é incrível. Os materiais reflectem a luz de modo realista, as fontes de luz produzem sobras dinâmicas, os efeitos de fumo e de nevoeiro causam momentos de tensão.

Wolfenstone 3D
Se os gráficos forem demasiado para vocês, podem sempre colar no Wolfenstone 3D (Wolfenstein 3D na prespetiva Nazi).

Claro está que o departamento de design também tem aqui o nosso respeito. Apesar do jogo não apontar para o foto-realismo, em movimento, e mesmo nas suas cutscenes, tudo se apresenta real, sólido e consistente.

Wolfenstein 2 também é muito divertido de se jogar. É um daqueles casos de estupidez simplificada que resulta. Mais uma vez, vamos poder usar duas armas em simultâneo, algumas já são trademark deste reboot (como o laser-cutter), e estamos novamente perante uma progressão com uma árvore de habilidades, diretamente ligada ao nosso estilo de jogo, que nos convida a abordar os inimigos de formas diferentes ou a completar determinados objectivos.

E interessante também ver que a MachineGames tirou imensas notas a DOOM, da idSoftware, no departamento da jogabilidade. Aqui também existe um especial ênfase nos ataques melee. Algo que pode alterar radicalmente o modo como passamos ao checkpoint seguinte. Dando a liberdade ao jogador de entrar a matar com as suas armas, optar por uma solução mais stealth ou usar os punhos e laminas para fugir de uma situação. A jogabilidade é extremamente gratificante e, de uma forma geral, é mesmo quase tão frenético de se jogar como DOOM.

Rambo mode: ON

No entanto é na jogabilidade que se encontram, talvez, os únicos pontos negativos de realce. A mudança de armas, em momentos de maior ação podem ser atrapalhadas, uma vez que a weapon wheel não nos pausa ou abranda o jogo – como em DOOM –  até termos um upgrade,  e apanhar armadura, munições e medicamentos podem tornar-se chato e repetitivo, podendo até causar grandes frustrações a meio de uma batalha quando estamos a tentar sobreviver, graças a estes elementos, e a disparar para os inimigos ao mesmo tempo.

Mick Gordon está de regresso a Wolfenstein, mas agora enquanto compositor principal. Também responsável pela música de DOOM, aqui ele injeta toda a sua energia riffs de Djent que nos fazem saltar da cadeira. Com temas que vão desde os mais ambientais e melódicos aos mais viscerais e violentos, começar a ouvir batidas de rock-industrial com o aproximar de um boss é uma experiência incrível e capaz de influenciar a nossa vontade de jogar.

Wolfenstein 2 é uma experiência single-player que prova que o género não deve morrer, que é importante a nível criativo e que ainda demonstra que um shooter brainless pode ser mais profundo e denso do que muitos jogos de mundo aberto.

Jogos como este podem ser excelentes plataformas para contar histórias, como é um filme ou um livro. E é nos momentos mais expositivos, ou em que a é necessário mostrar ação fora do ponto de vista da personagem, que este jogo brilha.

Wolfenstein 2 também introduz o próximo animal de estimação sensação: o Maca-Gato.

As cutscenes de Wolfenstein 2 foram dos elementos que mais apreciámos e respeitámos do principio ao fim. Estas apresentam-se com o tamanho certo, entre períodos de jogabilidade e vêm preenchidas de drama, ação, humor e nunca nos dão a sensação de quebrar o ritmo do jogo. É especialmente incrível como o tom do jogo flutua sem nos tirar do sério. Tão depressa temos um momento de drama e extremamente emocional, como no plano seguinte estamos perante uma piada, ou a cena de ação mais maluca que possam imaginar (a sério vão ficar estupefactos com algumas coisas). Ao longo do jogo também vamos ter momentos onde podemos interagir com as restantes as personagens que nos vão acompanhar nesta jornada.

Seja no ponto de vista de “B.J.” Blazkowicz, ou numa cutscene, vamos ser presenteados com excelentes performances dos atores que tornam todas personagens complexas e humanas. Mesmo quem não jogou The New Order, rapidamente se vai sentir ligado a estas pessoas.

Tudo isto também resulta graças a fantástica realização e direção capazes de fazer inveja às grandes produções de Hollywood.

Apesar de Wolfenstein 2, ser uma experiência a solo, felizmente, não segue a tendência de ser uma experiência de 5 horas. Estamos perante um jogo que rondará as 15-20 horas, dependendo do nível de dificuldade e da exploração que fizemos, mas que valem cada segundo. Esta experiência poderá ser ainda amplificada se quisermos apanhar todos os colecionáveis, ou, mais importante, se quisermos cumprir todos os desafios para completar a nossa árvore de habilidades e upgrades das armas.

Agora façam lá um favor a vocês mesmos, adquiram o jogo e divirtam-se a matar Nazis.

Nota 9
A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (PC) foi cedido pela Ecoplay.

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