Destiny 2 (PC) | Glitch Review

Um mês depois do seu lançamento, Destiny 2 chega ao PC, marcando a estreia da série da Bungie na plataforma, e traz consigo uma série de melhorias que são capazes de transformar por completo a experiência de jogo.

Eu não joguei Destiny 2 nas consolas, testei a beta e pouco ou nada me disse. O mesmo não posso dizer da versão PC, que assim que comecei o jogo (que começou exactamente da mesma forma que a beta), senti-me imerso e com vontade de continuar aquela jornada.

Por algum motivo, os adeptos da plataforma de secretária se assumem como uma raça superior. Há de facto vantagens de jogar no PC, sendo elas a possibilidade de aumentar a qualidade dos efeitos, a resolução e a taxa de frames. Destiny 2 fornece, obviamente, todas essas opções, com níveis de optimização pré-definidos, que até computadores mais fracos (como o meu pessoal) são capazes de produzir uma experiência semelhante – e as vezes superiores – do que a que temos nas consolas.

A verdade é que hoje, em 2017, o foco no 4K é tão grande e a existência das consolas 1080p (PS4 Slim e Xbox One S) é tão importante para a industria, que até quem tem computadores um pouco mais desatualizados, acaba por sair beneficiado. Uma vez que o alvo recai primeiro na optimização dos jogos em HD (1080P) e só depois é que há o UHD (4K).

Eu pude comprovar isto ao experimentar Destiny 2 em dois laptops de gerações diferentes. Um com uma GeForce GTX 850m e outro com uma GTX 1050 Ti. Quem está atento à cena dos PCs, sabe que ambas são placas gráficas de baixa-media gama e que provavelmente não correm os títulos mais recentes nas condições desejadas. Mas é aqui que Destiny 2 começa a brilhar.

Seja com as configurações todas em baixo ou todas em alto, o jogo mantém uma boa consistência visual. Existem alguns elementos notórios, mas no global, o jogo apresenta-se bonito, atual e jogável. É claro que optei por jogar com a melhor experiência que pude (definições predefinidas em High, 1080p @ 60fps) e foi aqui que fiquei (quase) apaixonado por este mundo e que vi o que faltou naquela beta.

Destiny 2 merece ser jogado a 60fps. É isto. Abaixo simplesmente não dá. As implicações da alta taxa de frames, juntamente com a qualidade das texturas e da imagem que o PC é capaz de produzir, é altamente transformativa, quer na jogabilidade quer na apresentação global do jogo.

A jogabilidade, a fluidez das personagens, e dos movimentos dos elementos dinâmicos que aparecem no ambiente, tornam a experiência mais envolvente e emocionante.

Apesar da maioria das cinemáticas serem bloqueadas a 30fps, estas são produzidas em tempo real e todos os elementos visuais que podemos manipular e aumentar dão um brilho especial ao jogo.

O que me faz confusão aqui é o porquê da Bungie e da Activision terem bloqueado os 30fps em todas as versões de consola e não terem optimizado o jogo para que as versões de consola também corressem a 60fps, ou pelo menos dar essa opção. A justificação tem a ver com questões do online e com a paridade de experiências, mas pessoalmente, nem me importava que baixassem um pouco a resolução para sub-1080p e com definições equivalentes ao que encontramos em “médio”. Talvez as nossas consolas atuais não sejam mesmo capazes de melhor.

Infelizmente, por razões pessoais e técnicas não completei a campanha e pouco joguei nos modos online, para saberem mais sobre essa parte, sigam para análise que a nossa querida Vanessa escreveu.

A sensação de no fim do dia querer dar uns tirinhos, sozinho, sem pressão da competição ou sem o elemento social pode ser fantástica. Mas não é no Destiny 2, especialmente se os servidores estiverem em baixo ou se a nossa ligação for uma porcaria. Entre resets ao router, resets ao computador, resets ao jogo e resets ao clique da Blizzard, numa das minhas sessões, perdi quase duas horas (porque sou insistente) até que desisti. Ou era logo no inicio, ou a meio da missão. As falhas são constantes e desnecessárias.

Vim mais tarde a descobrir que também as versões de consola obrigam a uma ligação constante à rede, o que me deixou triste.

Destiny 2
Ah! A minha mensagem favorita.

A bem ou a mal este ponto serve apenas como um desabafo e não retira qualquer qualidade ao jogo que se demonstrou interessante o suficiente para eu tentar entrar nele.

Há jogos, sejam de tiros, ou de corridas, ou de outro género qualquer, em que podemos achar que a experiência a 30fps é suficiente e que até lhe dá aquela experiência cinemática. Mas Destiny 2 no PC revela que não. Para além de podermos apontar para estes valores, podemos ajustar o jogo às nossas necessidades se tivermos máquina para isso. E podemos ter uma experiência audiovisual inigualável.

Portanto, se têm possibilidade de escolha para pegar em Destiny 2, desculpem lá fãs das caixas de sala, mas o PC é… o destino a escolher.

A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise foi cedido pela Ecoplay.

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