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Dragon Ball FighterZ Beta | Hands-On

Dragon Ball FighterZ é um jogo especial para a comunidade de jogos de luta (FGC). Por todo o peso que Street Fighter tem na indústria, a série tem demonstrado dificuldade em chegar a um público maior, devido à dificuldade própria do género. Mas ao invés de Street Fighter V, que tentou convencer os jogadores hardcore a aceitarem um design mais permissivo, Dragon Ball FighterZ tem como objectivo desafiar os jogadores casuais (habituados às mecânicas simplistas de Xenoverse e Raging Blast, e até de Ultimate Ninja Storm) a aventurarem-se com algo mais complexo num contexto competitivo.

A beta fechada teve uma boa dose de ambos, hardcore e casuais. Não sendo propriamente dotado no género (só recentemente voltei “à luta” com For Honor e Absolver), deparei-me tanto com jogadores que não compreendem os princípios básicos dos jogos de luta, e por isso resultaram em vitórias fáceis para mim; como com outros que não me deram qualquer hipótese. “Humilhação” é a palavra que me vem à cabeça para descrever esses combates ao rever o stream no Twitch, mas faz parte do processo. A diferença imediata de Dragon Ball FighterZ para outros jogos luta como Street Fighter, ou mesmo Guilty Gear e BlazBlue (desenvolvidos pela mesma produtora, Arc System Works), está na acessibilidade inicial, mas quem já anda nisto há mais tempo tem vantagem. E isso é bom, quer dizer que há o que aprender e por onde aprofundar.

CONFUSO À PRIMEIRA VISTA,
DEPRESSA SE TORNA INSTINTIVO
COM UMAS HORAS DE PRÁTICA

Exactamente porque é o público fiel e casual de Budokai Tenkaichi, Raging Blast e Xenoverse que tem vindo a manter Dragon Ball vivo nos últimos 10 anos, esta acessibilidade é essencial. Cada personagem tem um combo automático, executado pela repetição de ataques leves, e os ataques especiais são a fórmula mais simples e tradicional dos jogos de luta: quarto de círculo frente/trás e ataque/especial. Esta é apenas a primeira camada, e o combate torna-se visualmente espectacular mesmo neste nível de entrada, mas o dano é irremediavelmente residual se nos ficarmos por aqui. Com a Bandai Namco a querer ver Dragon Ball FighterZ em torneios de renome (EVO), o jogo vai exigir bastante mais no círculo competitivo.

É nos níveis seguintes, na construção da equipa de três, na conjugação de combos entre personagens, e na capacidade de ligar as diferentes mecânicas com sucesso e consistência que encontramos o verdadeiro desafio de Dragon Ball FighterZ. O ideal será haver diferentes jogadores com diferentes abordagens e estratégias, mas esse potencial só será confirmado depois várias horas num modo de treino a experimentar cada personagem e ver em que equipa cada uma delas encaixa melhor. Neste momento, com os jogadores atirados para partidas online sem qualquer preparação, o que vemos são estilos de luta demasiado semelhantes e composições e combos pouco inspiradas.

PICCOLO, C-17 E FRIEZA
FORAM ALGUMAS PERSONAGENS
MAIS DIVERTIDAS DE USAR
POR TEREM ESTILOS MAIS DISTINTOS

 

Ainda assim, Dragon Ball FighterZ promete estar no bom caminho. É visualmente o jogo de luta mais impressionante, o cuidado nas referências ao material original é uma delícia para os fãs, os tempos de resposta estão afinados, e o teste de rede que era o propósito desta beta correu às mil maravilhas, com raros combates a sofrerem com lag. Não tenho dúvidas de que haverá retoques à jogabilidade e ao equilíbrio das personagens antes e após o lançamento, mas é difícil não ficar entusiasmado depois de ter vislumbrado o que Dragon Ball FighterZ tem para oferecer. Se sempre gostaram de jogos de luta, mas achavam que eram demasiado difíceis, suspeito que este título será a porta aberta em jeito de convite por que esperavam.

O código para a beta fechada de Dragon Ball FighterZ foi-nos cedido por um caro e velho amigo dos tempos de redacção do MyGames. Podem segui-lo no Twitter.

Duarte Pedreño Ver todos

Adepto de indies, fã antigo da série Total War, e tenho uma relação especial com os jogos de Fumito Ueda. Não sou muito esquisito, gosto de desporto, acção, aventura, RPG... Só dispenso terror e jogos de corrida, a não ser que seja o Crash Team Racing.

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