Dragon Ball FighterZ | Mecânicas, personagens e hype

Passou cerca de uma semana desde que Dragon Ball FighterZ foi apresentado na conferência da Microsoft, marcando o regresso da série ao plano 2D… ou 2.5D, vá. E, uma vez que a Internet não dorme, já há bastante mais informação sobre o jogo da Arc System Works e da Bandai Namco.

Antes de mais, o que precisam de saber:
Arc System Works (AWS): a produtora é dos nomes mais reconhecidos na FGC (Fighting Game Community), com presença garantida no EVO, e não é primeira vez que tem um jogo de Dragon Ball em mãos.

FPS: o jogo corre a 60 fps, mas as cinemáticas (apresentação das personagens, início de nova ronda e ataques especiais) correm a 24 para simular a fluidez do anime.

Personagens confirmadas: Son Goku, Vegeta, Son Gohan, Frieza, Cell, Majin Buu (o gordo e melhor amigo de Hércules).

Solo/ multijogador: estão prometidos modos a solo (a AWS tem um bom currículo nesta área com desafios e excelentes tutoriais), mas o foco do jogo deverá ser multijogador, local e online.

Beta: será fechada e está prometida para o final do Verão, a ser anunciada pela Namco em breve.

Agora vamos ao que interessa.

CASUAL VS COMPETITIVO
Os títulos assinados pela AWS costumam marcar presença no torneio EVO (tanto BlazBlue: Central Friction como Guilty Gear Xrd REV2 estão confirmados para a edição de 2017) e são respeitados pela comunidade, gabados pela variedade de estilos de luta e pela profundidade das personagens e das mecânicas, algo que Dragon Ball prescindiu em Tenkaichi, Raging Blast e Xenoverse em troca de um leque de personagens obsceno. Sem surpresa, o objectivo da Namco e da Arc System Works (AWS) é que Dragon Ball FighterZ esteja na competição do EVO 2018.

Apesar disso, a AWS quer atingir o equilíbrio perfeito entre um jogo acessível e mecânicas que permitam uma profundidade necessária para cativar a cena competitiva. Pelo que as listas de movimentos levam a crer, as personagens distinguir-se-ão pela natureza dos seus ataques e não pelas combinações dos mesmos. A ausência de combinações mais rebuscadas permite ao jogador casual desencadear os ataques mais fortes, mas será a possibilidade de cancelar movimentos e de conjugar as assistências e as personagens de reserva no 3v3 para combos mais longos (ao estilo Marvel VS CAPCOM) que pretende alimentar o lado competitivo de Dragon Ball FighterZ. “Diz que” é impossível agradar a gregos e troianos, mas a AWS tem vindo a explorar este equilíbrio em lançamentos anteriores.

PERSONAGENS E DLC
A demo na E3 contou com 6 personagens, e não se espera que a AWS inclua dezenas mais. As estimativas rondam as 20/25, tendo em conta a necessidade de alguma liberdade de escolha para o 3v3. Nem todas poderão transformar-se durante as partidas (Son Gohan começa por defeito em SSJ2) e algumas estão incluídas como parte de “supers” (Son Goku SSJ3). Posto isto, há certas personagens que são dadas como adquiridas, como Piccolo e Krillin, mas os nomes serão anunciados aos poucos no decorrer dos próximos meses. A julgar pelo título, prevê-se que os produtores se foquem nas personagens de Dragon Ball Z, embora a transformação dourada de Frieza já presente na demo abra a porta para filmes, fillers e para o novo Dragon Ball Super.

Dado o historial da AWS, poderá haver planos para DLC com novas personagens e um acompanhamento pós-lançamento. De acordo com a responsável pelo jogo, Tomoko Hiroki, a escolha da equipa terá em conta a diversidade de estilos de luta e a popularidade das personagens. Quanto à variedade de fatos, a demo oferece apenas cores alternativas e, com base nas séries BlazBlue e Guilty Gear, não se espera que a AWS vá investir recursos para alterar este aspecto. Sendo o objectivo da equipa a inclusão no EVO, o foco deverá ser a criação de personagens distintas e com habilidades particulares (Tomoko Hiroki explicou numa entrevista na E3 que as 6 personagens da demo eram as mais “ortodoxas” e acessíveis).

MECÂNICAS DE COMBATE
Os quatro tipos de ataques – leve, médio, forte e especial (ki) – são complementados com acções auxiliares. Dragon Rush é uma versão de grabs, indefensável (pode ser anulado com outro Dragon Rush) e que serve de abertura para combos, lançando o adversário pelo ar. À semelhança da série Marvel VS CAPCOM, os ataques “super” dependem de uma barra de energia que soma até 7 níveis, permitindo diferentes graus de dano consoante a quantidade de energia usada no ataque. Por exemplo, Son Gohan precisa de 3 barras para o Father Son Kamehameha, mas se tiver 5 pode continuar a pressionar o botão de ataque para aumentar o dano.

Para os leigos, é uma espécie de Street Fighter simplificado e com uma boa dose de ecstasy à mistura. A produtora garante que a julgar pelos vídeos parece difícil, mas que o nível de controlo é elevado, e quem jogou na E3 corrobora esta informação. A isto junta-se a mecânica de assistências e de tag, que pretendem aprofundar a complexidade táctica dos combates. As personagens chamadas para assistir podem ser danificadas durante a sua intervenção, e há uma porção de vida que pode ser recuperada fora do ecrã.

FAN SERVICE
Dragon Ball FighterZ vai ter menos conteúdo do que os fãs estão habituados. Não se espera outra coisa da AWS, que prima pela profundidade nos seus títulos em vez de (e por vezes em detrimento de) quantidade. Por outro lado, tudo o que vimos até agora (publicações oficiais e vídeos de quem esteve na E3) mostra um cuidado detalhado com o universo de Akira Toriyama e com os pormenores que mexem com os fãs. As poses, os ataques especiais e as combos são referências directas ao manga e ao anime; os cenários sofrem com quedas e colisões, e transformam-se por completo após um KO explosivo.

Por falar em cenários, as imagens do trailer de apresentação confirmaram seis – Tenkaichi Budokai (aka ringue do Torneio de Artes Marciais), Namek, o espaço, o ringue do torneio do Cell e o deserto onde Son Goku e Vegeta se defrontam pela primeira vez – sem contar com as versões destruídas dos mesmos.  Fica a dúvida se haverá mais, embora se esperem clássicos como a Sala do Tempo e do Espírito e o Palácio do Todo Poderoso (aka Kami). Quanto às vozes, os jogadores poderão escolher entre as originais japonesas e a dobragem americana. Henrique Feist e o resto da equipa portuguesa e as suas referências populares terão de ficar para um título futuro.

TLDR
Hype!

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