Os jogos que nos fizeram chorar

ATENÇÃO: Este artigo contém spoilers. Considerem-se avisados!

Ah, os videojogos, essa forma de entretenimento poderosa, capaz de fazer chorar até os mais fortes.

Capaz de colocar as emoções à flor da pele e criadora de desculpas na linha do “entrou-me qualquer coisa no olho”, para não ter de explicar à mãe porque motivo se está emocionado com aquela “porcaria” que ela insiste em não perceber para que serve e que atrasa os jantares há anos.

Os membros do GLITCH não são exceção e, por isso, este é um artigo sobre como certos jogos nos fizeram chorar, baba e ranho. Mas não vale gozar… ou será que vale?

 

CANELO

Chorou como um bebé com: Telltale Games’s The Walking Dead: Season 1 / NIER

Por mais que tente não ser previsível, não consigo. O final de The Walking Dead apanhou-me completamente desprevenido e fez-me chorar como nunca o tinha feito com um videojogo. E eu não sou de chorar, admito. Sou aquele amigo que está com uma cara de aborrecimento enquanto vocês choram com a morte de uma personagem de Game of Thrones. Mas aqui, com Clementine a segurar a arma e Lee entre a vida e a não-vida, não aguentei.

O meu segundo exemplo, ainda que menos forte, foi o NIER. Aqui foi a descoberta do poder das minhas ações num mundo que começava a adorar. Depois do primeiro final, temos acesso aos pensamentos dos nossos inimigos e acabamos por descobrir que somos tão monstruosos como eles, simplesmente porque não conseguimos comunicar. Lacrimejei, era inevitável.



DUARTE

Chorou como um bebé com: Valiant Hearts: The Great War

Para quem esperava que fosse um dos jogos de Fumito Ueda que me fez verter a lágrima: desengane-se, caro senhor! Ou senhora. O sacrifício de Ico, a queda de Agro ou a mão cheia de instantes de cortar a pulsação em The Last Guardian são momentos de grande tensão e choque, mas o jogo que me derrotou fê-lo apanhando-me desprevenido.

Esse jogo foi Valiant Hearts: The Great War. Com o estilo cartoonesco e a jogabilidade simplista, esperava uma abordagem acessível à Grande Guerra, um conflito bastante ausente na cultura popular. Mas o que começa como um acto de vaudeville acaba com um dos momentos mais viscerais da história da indústria, com uma carta de despedida de um soldado condenado. As lágrimas vieram sem aviso e só dei pelo nó na garganta quando as tentei engolir. A somar a isto: estava no trabalho a chorar baba e ranho a rezar para que não entrasse ninguém.



DAVID

Chorou como um bebé com: Mass Effect 

Há uma razão especial pela qual eu adoro a série Mass Effect. Entre outras, fez-me chorar como um bebé – e isto ainda antes de o jogo terminar. Nos momentos que antecedem os possíveis finais de cada título, temos a oportunidade de falar com todas as personagens que sobreviveram e estiveram ao nosso lado ao longo de três capítulos, uma situação muito difícil  porque basicamente estamos a despedir-nos, para sempre, destas personagens que foram nossos amigos durante mais de meia década.

São as despedidas de Liara e Garrus que mais se destacam das restantes. Ainda que exista a possibilidade de criar relações íntimas com outras personagens, estes dois são os braços direito e esquerdo do nosso Shepard. Mesmo que não gostemos deles, é impossível ignorar o laço. É inevitável. Está lá, é agridoce e quebra-nos o coração.

Em retrospetiva, dado o estado atual da série e de como a trilogia acabou, voltar a jogar a trilogia é, neste momento, ainda mais difícil.

Agora se me dão licença vou ali para um canto chorar.



VANESSA

Chorou como um bebé com: NADA

Cambada de pussies…

 

 

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