Switch: Antevisão aos Primeiros Jogos

Sim, é verdade. Nós experimentámos a Nintendo Switch. Pedimos desculpa se não conseguimos esconder a nossa alegria, mas é a verdade. Duas semanas antes do lançamento, a nova consola da Nintendo esteve nas nossas mãos durante uma sessão de apresentação, que ocorreu nos escritórios da Nintendo Portugal, onde tivemos o prazer de experimentar alguns dos títulos de lançamento e não só. Como é boa a vida no Glitch Effect!

1,2 Switch

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“Onde, quando e como quiseres” é o lema da Nintendo Switch e não há jogo que exemplifique melhor esta aposta da gigante nipónica como 1,2 Switch. Com um total de 28 minijogos à nossa disposição, este título de lançamento procura criar a mesma experiência proporcionada por Wii Sports e suplanta-la através das capacidades da nova consola. Os Joy-Con, os novos comandos da Switch, estão em grande destaque e demonstraram a sua versatilidade através de vários modos de jogo, todos eles intuitivos e acessíveis para qualquer jogador. Seja com controlos por movimento, por vibração – com o novo HD Rumble – ou através do giroscópio, o poder vai estar nas vossas mãos.

Só experimentámos três jogos, um deles que nos colocou a ordenhar uma vaca, mas não conseguimos afastar a ideia que se trata apenas de uma coletânea de minijogos. Uma boa coletânea, sem dúvidas, mas o suficiente para ser um título incluído no bundle e não um jogo vendido em separado. No entanto, se ainda acreditam no couch gaming, 1,2 Switch promete ser uma presença forte nas próximas festas. Só que aqui o sofá é metafísico, o mundo é o vosso palco.

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Infelizmente, os chapéus de palha não estão incluídos na versão final.

ARMS

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Adeus Wiimote e Wii Motion Plus. E olá Joy-Con. Se sempre quiseram um jogo de lutas controlado unicamente por controlos por movimento, e achavam que isso era apenas um sonho utópico; tenho boas notícias. ARMS é a nova aposta da Nintendo, um título de lutas que procura unir a complexidade das mecânicas do género e a diversão de um jogo mais casual aos controlos por movimento sem perder a sua acessibilidade e desafio.

ARMS utiliza as funcionalidades de movimento dos dois Joy-Con e dá-nos a evolução de controlos que esperávamos desde a estreia da Wii. Com um comando em cada mão, podemos controlar os dois braços do nosso lutador e combinar movimentos para criar ataques especiais, socos curvos e ainda grapples para um maior dano. No que toca à defesa, é possível desviar rapidamente e saltar, e combinar as duas ações para uma resposta rápida no ar.

Desde a deslocação da personagem até aos ataques, tudo depende dos nossos movimentos e reações – só o botão de salto e o ataque especial, único em cada lutador, são relegados aos botões. Existe muito espaço para criar táticas e elevar a jogabilidade a um patamar competitivo, e há uma enorme profundidade nas mecânicas de ARMS que queremos descobrir. Por agora, assume-se como uma verdadeira surpresa.

Sonic Mania

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Como fã da série, não poderia perder a oportunidade de experimentar este regresso às origens do ouriço mais rápido do mundo. Sonic Mania deu-me exatamente o que esperava: uma combinação entre os níveis clássicos e a versatilidade dos títulos mais recentes sem perder a complexidade que marcou a série, mas ao adicionar mais elementos e animações impressionantes.

A versão de demonstração contou com dois níveis – Green Hill Zone e Studiopolis Zone. O primeiro não é novidade para nenhum fã da série, mas existe aqui uma aposta clara na inovação sem quebrar o classicismo em que Sonic Mania mergulha sem medos. As animações são impressionantes e apresentam-nos um Sonic muito mais detalhado e vibrante que as suas versões 16 bits. Green Hill Zone ganhou uma nova vida através de um design renovado, com trechos e perigos nunca antes vistos, e uma maior aposta na exploração e ação em plataformas. E como seria de esperar, terão ainda de encontrar os níveis secretos espalhados pelos cenários, semelhante a Sonic 3 e Sonic & Knucles. Apesar não termos conseguido experimentar este aspeto do jogo, foi bom ver que a equipa está atenta aos pormenores. Estamos perante um verdadeiro remix do passado.

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Studiopolis Zone dá-nos uma experiência inteiramente nova e demonstra mais eficazmente o que poderemos encontrar nos níveis de Sonic Mania. Os cenários estão mais vivos, recheados e compostos por elementos que demonstram uma clara aposta na exploração. Sonic é capaz de influenciar algumas secções do nível e quebrar, por exemplo, vidros com a sua velocidade. E como se trata de uma zona inspirada por estúdios de cinema e televisão, conseguimos encontrar trechos que nos levaram a navegar através de câmaras de filmar, pipocas gigantes e ondas de rádio.

Sonic Mania parece ter pegado no melhor de Sonic CD e eliminado todo o ruído que marcava o clássico da Mega CD. Aqui tudo é fluído, rápido, desafiante e familiar.

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Ainda é cedo para concluir se Sonic Mania é o regresso que estávamos à espera, mas em dois níveis sentimos uma maior confiança na nova aposta da SEGA. E fico ainda mais contente por saber que o projeto está a ser liderado por fãs e produtores independentes. Que mundo!

Splatoon 2

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Como não pude experimentar Splatoon durante o seu lançamento, a sequela apanhou-me completamente desprevenido. Devo admitir que o conceito sempre me pareceu ser demasiado confuso, com uma aposta estranha em cores e personagens com um design infantil que pareciam ter saído de um mau filme de animação. Mas a minha opinião mudou desde que experimentei Splatoon 2.

Não vos consigo dizer o que mudou em relação ao primeiro jogo, peço desculpa, mas sou apenas humano. No entanto, posso garantir que há muito tempo que não me divertia tanto com um jogo de ação competitiva. Com quatro classes à nossa disposição, a missão é pintar os mapas com as nossas cores e eliminar o mais rapidamente possível os nossos inimigos. A jogabilidade é simples, mas viciante e senti que havia muito para descobrir e dominar neste jogo de lulas antropomórficas.

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Só experimentámos um mapa, mas tivemos o prazer de sentir em primeira mão a tensão de uma partida a oito jogadores. A experiência online será diferente, como é óbvio, e não menos importante, mas nada consegue suplantar a energia, diversão e competitividade que sentimos numa sala cheia de rivais.

Splatoon foi uma surpresa na Wii U e agora tem espaço para crescer e assumir-se como um título eSport na nova Nintendo Switch. Nós ficámos rendidos, mas apenas pedimos uma coisa: não nos obriguem a controlar a câmara com os controlos de movimento!

Ultra Street Fighter II

É Ultra Street Fighter II, mas em alta definição e com sprites desenhados à mão. Não existem dúvidas de que é uma boa aposta para os fãs de jogos de luta, mas não nos impressionou. É a mesma experiência de sempre, para o bem e para o mal, e têm ainda a presença de Violent Ken e Evil Ryu na lista de lutadores.

Super Bomberman R

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“Já tinha saudades de jogar Bomberman”, foi a primeira coisa que pensei quando peguei no Joy-Con e me preparei para enfrentar os meus colegas em combate. Apesar de só ter experimentado o Battle Mode, pude comprovar que a jogabilidade não sofreu quaisquer alterações. Usem bombas, descubram power-ups e eliminem os vossos inimigos – esta é a fórmula mágica da série. Agora com novos modelos e uma estreia em alta definição, e ainda a possibilidade de jogarmos até 8 jogadores na mesma plataforma, Bomberman prepara-se para reconquistar os fãs e surpreender os mais distraídos.

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Podem contar com vários modos, mapas e ainda uma campanha a solo na versão final. O jogo vai acompanhar o lançamento da Switch e assume-se como uma excelente aposta para os jogadores que não dispensam de uma boa tarde passada a jogar com os amigos. Mas fica o aviso: se não são fãs e se nunca apreciaram a jogabilidade da série, Super Bomberman R não vai alterar a vossa opinião.

Snipperclips: Cut it Out, Together!

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Escondida por detrás dos móveis e muito longe da euforia que rodeava Breath of the Wild, fui encontrar uma das maiores surpresas da apresentação Nintendo Switch. Snipperclips: Cut it Out, Together! é um dos jogos mais simples e diretos que encontrei nos últimos tempos, e é impressionante como tem cativado jornalistas e jogadores por todo o mundo.

O conceito de Snipperclips foca-se na colaboração entre dois jogadores para a resolução de vários quebra-cabeças. Para chegar à solução, podemos alterar o design das personagens, moldá-las à nossa vontade e combiná-las de várias formas para concluir um leque variado de desafios. Não existe maior arma que a comunicação, e se quiserem descobrir todas as soluções, terão de engendrar as melhores estratégias com o vosso parceiro.

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Cada puzzle poderá ser solucionado de várias formas e cabe aos jogadores encontrar o melhor método, seja ele prático ou não. A imaginação parece ser o limite e a comunicação a maior arma neste jogo de puzzles. Se querem outro exemplo do quanto a Nintendo está a apostar na união e diversão entre jogadores, não vale a pena procurar mais. E com a inclusão de dois Joy-Con em todos as plataformas, Snipperclips promete ser uma das surpresas deste ano.

E vocês devem estar a pensar: mas e o Zelda? Não se preocupem, nós jogámos Breath of the Wild. Era impossível não jogar um dos títulos mais aguardados desta geração. E um jogo deste calibre não merece apenas um parágrafo ou dois, mas sim uma antevisão completa. E sabem que mais? Foi exactamente isso que fizemos.

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Pedimos desculpa, mas já estamos a caminho de Hyrule.

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