SWITCH: A consola que une passado, presente e futuro

A Nintendo Portugal abriu-nos as portas para nos dar a conhecer a aguardada Nintendo Switch e mostrar, afinal, em que realmente consiste esta nova aposta que segue no rasto da Wii U.

A palavra de ordem é liberdade, numa consola que tem como claro lema o “quando, onde e como quiseres”. Nas palavras da própria Nintendo, a novidade pretende “libertar amarras e emocionar com videojogos”. A Switch é uma consola híbrida, que aposta num dois-em-um poderoso, que leva a consola doméstica da sala para a rua e a consola portátil da rua para a sala.

Revestida de um design maduro e de uma performance sólida, permite uma mudança imediata – literalmente, pois não há pausas – de ecrã de jogo. Passamos da consola fixa para a portátil de forma suave, bem conseguida, orgânica e polida. Aliás, como também o são os Joy-Con: os novos comandos da Nintendo têm uma sensibilidade e precisão que impressionam – apesar do tamanho aparentemente reduzido. Poderão esperar uma ergonomia e leveza muito positivas que, ainda assim, não colocam em causa a consistência e tiram total partido da vibração HD.

Quer se goste ou não desta nova aposta, torna-se claro que é uma inovação não só na Nintendo, como no mundo dos videojogos. Tantas vezes (em tantos Podcasts) referimos que a Nintendo acaba a jogar na sua própria liga, contudo, arrisco dizer que a Switch é a prova de como se consegue fazer história, olhando em frente e não para o lado (leia-se a concorrência). Como é costume, a companhia faz valer outros pontos fortes do que tem – os jogos, o legado, a emoção – para arriscar deixar de lado a toda poderosa resolução dos 4k e oferecer algo diferente.

nintendo switch
A reter: usa o Joy-Con com uma fita de segurança e não se esqueçam onde o arrumaram. Ambos sabemos que não vão querer um ecrã partido, nem dar 70 euros por um comando novo.

Ainda assim, nem tudo é positivo. Falta ainda perceber de que forma as third parties vão apoiar esta novidade a longo prazo (há já uma primeira lista de jogos anunciados) e como vai a Switch comportar-se na família de consolas da Nintendo: conseguirá ultrapassar o trágico legado da Wii U? E a 3DS em que lençóis fica? Outra questão que considero relevante prende-se com um lançamento que, lamentavelmente será, à partida, feito sem bundles de estreia. Não referindo o óbvio The Legend of Zelda: Breath of the Wild, faz sentido destacar a importância de inclusão do jogo 1,2, Switch. Esta seleção de party games possui aqueles que considero os pontos mais fortes da Nintendo, senão, mesmo, as bases do conceito da Switch: o social, a acessibilidade e a diversão.

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Um minuto de silêncio prévio, em honra das amizades que chegarão ao fim depois de  uma sessão de multijogador local na Switch.
Em suma, o que se sente é que a Switch é a materialização dos pontos fortes da Nintendo – traz de volta o cooperativo local enquanto nos apresenta uma consola modular; faz do social rei, enquanto nos mostra que uma consola doméstica se pode tornar portátil – num esforço, já muito esperado, para dar resposta ao fracasso da predecessora Wii U e voltar a colocar a Nintendo numa posição de destaque. Não considero que se apresente como uma competição às já estabelecidas PS4 e Xbox One, mas sim, como um novo elemento de uma velha disputa que, felizmente, voltará a centrar-se em três jogadores fortes, numa partida cheia de diversidade.
Não restam, assim, dúvidas de que a Switch é num esforço para mudar paradigmas e abrir as portas da máquina do tempo: a companhia olha para o passado, enquanto inova no presente e começa a delinear o futuro.

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