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Glitch Review | Jotun: Valhalla Edition

Se não me tivesse caído do céu, ou melhor, se não me tivessem falado de Jotun, provavelmente era um título que, com alguma pena minha, nunca iria conhecer. E a prova é que não é um jogo novo, já teve o seu primeiro aniversário e como prenda para os jogadores, chegou às consolas com uma Valhalla Edition.

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Da canadiana Thunder Lotus Games, Jotun é um jogo de ação e exploração com grande foco em batalhas de bosses. Baseada na mitologia nórdica, a história coloca-nos sob o controlo de uma guerreira chamada Thora que ao morrer em batalha, tem que provar aos deuses que é digna de entrar em Valhalla.

Jotun apresenta-se num formato 2D isométrico com visuais de fazer inveja a títulos de grandes estúdios. Apesar de ser um jogo indie – que resultou de uma campanha no Kickstarter – a Thunder Lotus Games desenvolveu um título quase todo desenhado à mão. As cinemáticas, os modelos das personagens e até as animações de combate foram todas tratadas com o maior detalhe e com um frame rate que dá mesmo a sensação de estarmos a assistir a um filme de animação.

Esta é a Thora, a irmã do Thor! Brinco! É a nossa heroína.
Esta é a Thora e tem um machado, por isso cuidado.

Apesar de não ser um jogo com foco numa narrativa complexa e cheia de emoções e ação, tem charme suficiente para prender o jogador durante umas boas horas.

O jogo coloca-nos inicialmente numa área dedicada unicamente à aprendizagem das várias mecânicas associadas à sua jogabilidade. Apesar de se assumir como um tutorial bastante simples e direto, é o suficiente para darmos início à exploração. Jotun não funciona como um mundo aberto, e nem precisa de o fazer, mas dá-nos espaço para tentar resolver pequenos desafios através da exploração e do combate.

“E se olharem à vossa esquerda têm a vista para a árvore mítica de Yggdrasil”

Temos um hub com acesso a diferentes cenários onde temos que explorar para encontrar upgrades e abrir as portas para as batalhas com bosses. Ao longo da exploração teremos que resolver puzzles, explorar labirintos, lutar contra alguns pequenos inimigos e descobrir eventuais colecionáveis. No fim, já com todas as portas abertas, teremos acesso à nossa luta contra um Deus.

O jogo também dá ao jogador alguma liberdade no modo como quer progredir e quando quer levar avante o seu plano de defrontar os Deuses. Em cada zona o jogador pode voltar atrás para explorar outra zona e evoluir, existindo a possibilidade de lutar contra os deuses pela ordem que quiser.

Esta liberdade é, na minha opinião, um dos grandes pontos positivos de Jotun. Durante as minhas sessões de jogo, embirrei em querer fazer as coisas por ordem porque nem equacionei a hipótese de apanhar upgrades antes de lutar contra um dos Deuses. Quando o fiz, o jogo tornou-se menos frustrante e numa experiência muito mais interessante e ritmada, pois não só tive oportunidade de explorar o resto do jogo, como de me preparar para as batalhas.

Tal como os cenários, que são variados em aspeto e conteúdo, as batalhas são também diferentes umas das outras, com o aspeto e personalidade de cada Deus a encaixarem nas suas habilidades. Apesar da sensação de escala estar muito bem trabalhada, especialmente nos movimentos mais intimidantes, as batalhas têm uma dificuldade que se encontra “no ponto”. Não são relativamente fáceis, requerem alguma habilidade de leitura de padrões e de timing, mas não se tornam frustrantes ao ponto de nos fazer desistir. As batalhas parecem sempre inesperadas e novas.

A nova versão, a Valhalla Edition, que chega também às consolas, introduz um novo modo para os fãs de desafios mais difíceis, um rush-boss-mode, onde podemos lutar com versões mais brutais dos Deuses que combatemos no jogo.

Jotun: Valhalla Edition - Thunder Lotus Games 2016
É para aqui que é Valhalla?

Em Jotun, senti que estava sempre em controlo do meu progresso e sabia que a culpa era minha quando falhava – ou porque falhei uma abertura no movimento do inimigo, ou porque fui lutar com ele sem estar preparado, ou até porque não encontrei a solução para um puzzle. Não há de facto muito de negativo a dizer sobre Jotun quando a maioria das minhas frustrações são culpa do jogador. Mesmo assim não consigo dizer que seja um jogo perfeito e não é algo que recomendaria a qualquer um. Mas eu fico satisfeito de o ter conhecido.

A escala utilizada é de 1 a 10
A escala utilizada é de 1 a 10

O código para análise (Xbox One) foi cedido pela Thunder Lotus Games.

David Fialho Ver todos

É geek, é jogador, gosta de novas tecnologias e tem a mania que sabe opinar sobre algumas coisas.

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