Saltar para o conteúdo

Glitch Review | DOOM

Eu não conhecia o DOOM até há bem pouco tempo. Não cresci a jogar DOOM, na realidade foi muito tarde que comecei a gostar de shooters/FPS’s. O anúncio há coisa de um ano não me disse absolutamente nada. A alpha e as betas que se seguiram, não me venderam o jogo. O que é que aconteceu? Foi o hype que aconteceu. Para o conter dei uma olhada ao original de 1993 e até joguei o Wolfenstein: The New Order. Apesar de terem sido experiências interessantes, não foram o suficiente. Por isso a questão que fica no ar é: E DOOM? Vale a pena o hype?

DOOM_Selo_Análise

Sim. Com DOOM quase existe até um hype pós-jogabilidade. Daquele que dá vontade de voltar a jogar tudo de novo, e o digo enquanto pessoa que adorou o jogo, ou como fã da série (que não sou). Este é um daqueles jogos em que faço questão de falar a todos os meus amigos e impingi-lo pelas suas goelas abaixo como fiz inúmeras vezes com a super-shotgun aos demónios neste título da id.

Bastam cinco… seis minutos para se ficar com o queixo no chão. E não me refiro ao queixo partido dos demónios, refiro-me ao do jogador. Sem cutscenes nem exposições da treta, começamos logo com uma arma prestes a disparar, temos inimigos no ecrã, há uma espécie um tutorial básico (para a malta da Polygon) o qual nem damos conta, e lá no fim disto tudo é que nos é dado o ponto de situação daquele mundo que já tem a sua mitologia criada e onde já estão a acontecer… coisas.

DOOM não aposta no storytelling do mesmo modo que a maioria dos “grandes” jogos de hoje em dia, nem na sua componente online obrigatória, aposta sim – e principalmente – na sua jogabilidade e no progresso da campanha bem estruturada, com um excelente ritmo, batalhas emocionantes e outros desafios. É regresso ao fundamental de um videojogo onde a diversão e o gamedesign se sobrepõem a tudo o resto. Contundo existem ainda imensos coleccionáveis, mas com a mais valia de permitirem fazer upgrades às armas, armaduras e que contribuem para um lore relativamente interessante.

Gotta Catch’Em All!

Ao contrário do que seria normal (Xbot presente!), desta vez recorri ao PC para experimentar o jogo do momento, e tendo eu um laptop modesto admito que foi um investimento arriscado escolher esta plataforma em vez da consola. Mas surpresa das surpresas! DOOM é leve que nem uma pena – para uma melhor análise técnica, nada melhor do que espreitar o vídeo abaixo da Digital Foundry. Tudo o que precisam de saber é que o jogo é absurdamente bonito independentemente da plataforma que escolham. Mesmo configurando o PC para as definições mais baixas, ou semelhantes às das consolas, a qualidade de imagem é fantástica. Nunca sentimos que estamos perante uma imagem “plana”, temos sempre a sensação de profundidade e em movimento juntamente com as animações do jogador e dos inimigos. Há momentos em que o jogo lembra aquelas demos técnicas que só vemos no palco da E3.

Referi no início que DOOM é uma experiência porque resulta do culminar de uma jogabilidade bastante rápida e intuitiva; de visuais bonitos, com muito charme e uma estética bastante definida; e da gloriosa banda sonora dinâmica que se ajusta a todos os confrontos e interacções no jogo. Correr atrás de inimigo, ou fugir deles cheio de adrenalina enquanto temos temas como o “BFG Division”, são a receita para os frenéticos bailados grotescos que vos esperam em DOOM.

O multiplayer é... giro.
Além da campanha a solo temos ainda um modo multijogador.

Para além da campanha e do multijogador temos um modo que, apesar das suas limitações, podia eliminar a necessidade de termos futuros DLC’s. O Snapmap é um modo de criação de mapas, missões, desafios, o que quiserem imaginar. Nele existe meia dúzia de tutoriais simples e avançados, que dão experiência para desbloquear coisas como: armaduras, cores e danças.

When I grow up, I wanna DANCE!

O Snapmap pode mesmo ser divertido. Mesmo que não tenham a veia criativa ou a paciência necessária para fazer um mapa, existe uma biblioteca cheia de mapas originais, recriações do DOOM (original) e DOOM 2 (que podemos considerar como autênticas remasterizações dos originais), jogos multiplayer, puzzles e até pianos. No fundo o Snapmap é o modo Forge de Halo ou Little Big Planet, mas no DOOM. Pode parecer que não adiciona muito, mas é uma boa razão para voltar ao DOOM, nem que seja com amigos para umas partidas em cooperativo (ignorando o facto de que existe um modo multijogador competitivo).

Em conclusão, lia no outro dia a análise da Verge que tinha o seguinte título “DOOM is the Mad Max: Fury Road of video games.
Quando isto apareceu no meu mural, mesmo  sem ter lido pensei duas coisas: “Isto é correto!” e “Eu li alguém no NeoGaf a dizer exactamente o mesmo. Meus copistas”. Apesar da Verge dedicar grande parte da sua análise ao modo como o jogo começa e à produção atribulada das duas séries, há outros paralelos que podem ser feitos. Ambos surgem como o 4º episódio de uma franquia e são difíceis de categorizar: É um reboot? Um remake? Uma sequela? São um regresso às origens e conseguem ao mesmo tempo ser uma lufada de ar fresco. Mas acima de tudo, DOOM é também um forte candidato Jogo do Ano (como Fury Road foi a Filme do Ano), roubando todos os prémios técnicos ao seu concorrente directo, mas perdendo também com um jogo low profile que ganha buzz lá para o final do ano.

9
A escala utilizada é de 1 a 10

David Fialho Ver todos

É geek, é jogador, gosta de novas tecnologias e tem a mania que sabe opinar sobre algumas coisas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

%d bloggers like this: