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Os 3 R’s: Remakes, Remasters e Reboots

Agora no final de Agosto entramos na reta final do ano e começamos com dois jogos de peso… da geração passada. Refiro-me ao Gears Of War Ultimate Edition para a Xbox One e ao Uncharted: The Nathan Drake Collection para a PS4, que são remasterizações de dois dos jogos/séries mais importantes da geração que passou.

A pergunta que provavelmente estarão a colocar será: Porquê? E essa eu não consigo muito bem explicar, a menos que argumentemos com justificações manhosas de falta de retrocompatibilidades, quando a mais lógica será simplesmente a tentativa de cash grab das produtoras.

Outra pergunta que se pode fazer, e que vamos tentar explicar, é: O que é que estas versões trazem de novo?

Actualizar jogos para gerações mais recentes que não nenhuma novidade, no PC já se faz isso há bastante tempo. Já nas consolas tornou-se uma tendência. Estes regressos tomam a forma de Remakes, Remasters e Reboots. Abordagens diferentes mas todas com o objectivo nobre de manter vivos ou ressuscitar determinados jogos ou séries. E quando são anunciados por vezes deixam os jogadores na dúvida do que vão jogar.

REMASTERS

gow3remastered
Querem o 4? Ahaha! Não.

Podemos dizer, ainda que com alguma hesitação, que os Remasters nesta indústria não são muito mais do que ports. Foi na geração anterior que começamos a ter cada vez mais jogos “melhorados” devido às novas resoluções de imagem, texturas de alta qualidade novos efeitos de sobras e de iluminação.  Estas melhorias visuais podem ainda ser acompanhadas de frame-rates mais estáveis, que conferem uma experiência mais agradável. Em suma os jogos antigos tornam-se mais actuais e até mais limpos do que nunca. O produto final pode por vezes ser muito bom mas acaba por ser subjectivo aos olhos de alguns jogadores mais puristas, que preferem os seus jogos como foram lançados na sua altura.

Exemplos de Remasters: Metro 2033 Redux, Grim Fandango, Halo 3/4 (MCC), The Last of US, Tomb Raider Defenitive Edition, GTA V, ICO/Shadow of Colossus HD, God of War 3.

REMAKES

Admito, nunca joguei FF7, mas fiquei entusiasmado
Admito, nunca joguei FF7, mas fiquei entusiasmado

A linha entre remakes e remasters, pode por vezes tornar-se difusa quando os remakes acabam por não acrescentar mais nada que não seja gráficos “pipis”. Ainda que toda a estrutura e elementos que definem um título estejam lá, a produção deste tipo de jogos não passa só por uma actualização de elementos mecânicos e visuais, mas também pela reconstrução de um jogo como se fosse completamente novo, alterando a jogabilidade, adicionando novos elementos e por vezes até expandindo determinado universo para futuras sequelas, prequelas e afins.

Os remakes por norma não tentam substituir o que existe ou ser uma versão definitiva. Tentam dar uma nova experiência aos jogadores dentro de um universo que já conhecem.

Apesar do grande potencial dos remakes, existe o perigo de falharem por causa de uma nova mecânica ou alteração de elementos que existiam nos originais e que podem deitar por terra o sentido destes jogos.

Exemplos de Remasters: Pokemon HeartGold/SoulSilver, The Secret of Monkey Island Special Edition, Tomb Raider: Anniversary, Resident Evil: Remake, Halo CE, Halo 2 Anniversary.

REBOOTS

Please be good! Please be good!
Please be good! Please be good!

O Reboot é uma abordagem algo interessante por serem vistos como a última esperança de ressuscitar um IP, como podemos ver actualmente, em que são tantas as series anuais que eventualmente falham, que os estúdios sentem a obrigação de recomeçar historias vezes sem conta.

A ideia dos reboots, como o nome indica, é começar de novo. Se um reboot de um jogo foi anunciado, esqueçam o que já conhecem ou voltem atrás no tempo. O reboot é um monstro completamente diferente.

Mesmo que as equipas e estúdios originais se mantenham envolvidos, o que se aproveita aqui é apenas o nome e o conceito dos jogos. Tudo o resto é novo, a história é recontada de uma forma diferente e potencialmente adaptada a um nojo estilo de jogo, a arte e a estética também são refeitas e em alguns casos até se chega a alterar o género, passando-se de, por exemplo, RTS’s para FPS’s.

Obviamente que estas diferenças não são todas uma norma, porque o reboot tem algum propósito, sendo o principal, e como gostam muito de dizer, o “regresso às origens”. No entanto são raros os jogos que regressam desta maneira e os estúdios por vezes aproveitam-se apenas da ideia para criar máquinas de Hype que acabam por ter efeitos desastrosos.

Exemplos de Reboots: Tomb Raider, Killer Instinct, Mortal Kombat, Knights of the Old Republic, DmC, Syndicate, Turok, Castlevania: Lords of Shadow, Thief, XCOM.

Para este e o próximo ano podemos dizer que já estamos servidos de jogos reciclados e felizmente muitos destes “R’s” parecem estar a ser feitos com pés e cabeça. Com isto não podíamos estar mais contentes pela direcção que estão a tomar, ainda que com alguma cautela.

Ainda que as questões do “Porquê?” e do “Vale a pena?” se mantenham, quais foram os jogos que regressaram em grande? Quais os que falharam e quais é que esperam voltar a jogar?

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