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4 boas ideias corrompidas | 1. DLC

A indústria dos jogos está cheia de ideias boas executadas de forma condenável, influenciando desde os jogos em si ao funcionamento da indústria e a relação das editoras e produtoras com os jogadores.

DLC

Os mais novos não se lembrarão, mas houve um tempo em que a Internet não era vista como um bem essencial. Nessa altura, os jogos eram lançados por inteiro, e se um título fosse um sucesso, podia ser que a produtora pensasse em produzir uma expansão; mas quando as consolas decidiram que uma ligação à Internet era o próximo passo evolutivo, as oportunidades multiplicaram-se. Os DLC foram uma dessas oportunidades tão promissoras que depressa se provaram venenosas.

Antes de qualquer histerismo, convenhamos que ouve quem tivesse feito bons DLC. Quem tiver jogado Uncharted 2 online saberá que os pacotes de conteúdo extra lançados após o lançamento chegaram à PSN com um preço justo e conteúdo aliciante (pelo menos na sua maioria). No entanto, os exemplos negativos são demasiados para que os jogadores não se contorçam quando um novo pacote é anunciado.

Entre a armadura de cavalo de Oblivion, os pacotes de mapas de Call of Duty, as skins para as armas de Gears of War 3 e tantos outros DLC cujo único objectivo é desbloquear tudo o que o jogo tem para oferecer com dinheiro em vez de esforço, esta prática alimenta o ódio de qualquer jogador quando os DLC revelam-se como partes vitais da experiência. O maior insulto será o DLC de dia de lançamento, provocando a desconfiança entre os jogadores de que aquele conteúdo podia (e por vezes devia) estar incluído no jogo à partida, mas que foi fragmentado para aumentar o lucro.

DLC-01
As evoluções de Ryu se ele fosse um Pokémon…

A pior parte é que, por muito que muita gente se queixe dos DLC, a verdade é que a prática continua a ser rentável para as editoras. Enquanto houver jogadores dispostos a pagarem por fatiotas de cavalos, mapas antigos e camuflagem para as armas, haverá DLC.

Ironicamente, a Capcom prova a utilidade dos DLC ao recusar-se a utilizá-los na série Street Fighter IV (bem sei que não é uma série, mas quando há quatro versões com o mesmo IV já é pelo menos um spin-off ou um universo paralelo à la Marvel), preferindo relançar o mesmo jogo com pequenos ajustes à jogabilidade e três ou quatro personagens novas, que teriam custado € 10 ou € 15 em vez de € 40.

Próximo: Updates e Patches

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