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#WhyIPlay

Eu jogo, tu jogas, nós jogamos. Mas porquê?

A pergunta que faz arrancar esta reflexão até pode parecer simples, mas, a verdade, é que a resposta tem o carácter mais pessoal – e quase intransmissível – possível. Afinal, o que nos leva a pegar no comando? A oferecer o nosso tão precioso tempo aos videojogos?

Parece-me que o motivo para jogar é tão pessoal como a experiência com determinado título ou até a escolha que começou na prateleira (física ou digital) de uma loja, muito antes de pegar no comando. Ainda assim, a motivação é comum e, enquanto uns dirão que é pela diversão e tantos outros que é pelo relaxamento, uma coisa é certa: todos cedemos ao desejo de jogar.

É aqui que entra o “Reasons Why I Play”, um blogue que dá que pensar e que foi criado para responder, sem tirar nem pôr, à pergunta que iniciou este texto. Tal como o nome indica, na morada digital encontramos as razões para jogar, enviadas à autora (esta que vos escreve), de fãs de videojogos de vários cantos do globo. Umas mais divertidas, outras mais sérias, diferenciam-se na descrição do motivo, mas podem ser agrupadas em diferentes necessidades que são colmatadas com a jogabilidade.

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Tal como os resultados da pesquisa “Videojogo, Disse Ela: Uma Análise ao Consumo e Comunicação de Videojogos no Feminino” explicam, “Interação Social”, “Competição”, “Fuga da Realidade”, “Desafio” e “Divertimento” são as categorias base nas quais as motivações para jogar podem ser agrupadas. E, se as jogadoras procuram nos videojogos principalmente uma forma de “fuga da realidade” e alheamento, os jogadores, por sua vez, querem colmatar necessidades de “divertimento” e “interação social”.

A grande diferença nesta “batalha dos sexos” tem precisamente a ver com a questão da competição: homens que jogam videojogos procuram a disputa virtual, apresentado desejos de medição de forças ou talentos com o comando com outrem, enquanto as mulheres deixam de lado este elemento.

Uma realidade compreensível, especialmente se for tido em conta que as videojogadoras preferem jogar sozinhas e dispensam estímulos de terceiros nas sessões de jogo – sendo esta, obviamente, uma análise que não tem em conta eventuais efeitos nefastos da masculinização da indústria para o alheamento e “marginalização” das mulheres fãs de videojogos, realidade que poderá levar a um afastamento de experiências sociais de jogo.

Análises científicas à parte, considero que compreender o que leva alguém a jogar é suficientemente interessante para lançar o desafio a todos os jogadores que nos lêem.
Digam-nos o que vos leva a jogar nos comentários ou através de uma mensagem via Tumblr e prometemos uma imagem catita como as que viram ao longo deste artigo.

Deste lado, e para dar o pontapé de partida, todos nós jogamos por uma razão comum: viajar até mundos incríveis e desconhecidos, numa demanda para explorar realidades fantásticas onde impera a liberdade. A juntar-se a isto, a V joga para “fugir à realidade” e descontrair, o D porque também adora competir e o outro D do grupo porque os jogos o divertem à brava.

VanessaDias Ver todos

Fã de RPG e conhecida por completar, mais vezes do que o recomendado, os jogos que mais adoro. Also love pizza.

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